Há quem garanta que o TEMPO foi algo que inventaram para que as coisas não acontecessem todas de uma vez.No século IV, Santo Agostinho respondia à indagação sobre o que é o Tempo da seguinte forma: "se ninguém mo perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei''.
Na cultura popular do Trava-línguas ou Parlenda (uma forma literária tradicional, rimada com caráter infantil, de ritmo fácil e de forma rápida), encontramos a seguinte reflexão sobre o Tempo: "O Tempo perguntou para o Tempo qual é o Tempo que o Tempo tem. O Tempo respondeu pro Tempo que não tem Tempo de dizer pro Tempo que o Tempo do Tempo é o Tempo que o Tempo tem".
No Eclesiastes (parte integrante dos livros poéticos e sapienciais do Antigo Testamento da Bíblia Cristã e Judaica) encontramos uma interessante referência sobre o mesmo tema: “Tudo tem o seu Tempo determinado e há Tempo para todo propósito debaixo do céu: há Tempo de nascer e Tempo de morrer; Tempo de chorar e Tempo de rir; Tempo de abraçar e Tempo de afastar-se; Tempo de amar e Tempo de aborrecer; Tempo de guerra e Tempo de paz”.
Um conhecido adágio considera que: "O Tempo dá, o Tempo tira, o Tempo passa e a folha vira". No sincretismo religioso, qualquer casa de raiz africana tem no seu quintal uma bandeira branca presa a um mastro, esse é o símbolo da presença do “Orixá Tempo”, ligado à longevidade e à durabilidade das coisas, acredita-se que é necessária a sua permissão para que todas as coisas ocorram no seu Tempo, seja curto ou longo, é no Tempo que tudo acontece. O Tempo não pára e muda a qualquer Tempo.
Talvez por isso Gilberto Gil, nesse contexto, tenha afirmado que: “[...] Não me iludo tudo permanecerá do jeito que tem sido, transcorrendo, transformando; Tempo espaço navegando todos os sentidos [...]”.
O poeta Mario Quintana nos traz uma outra perspectiva de Tempo: “A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando de vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é natal... Quando se vê, já terminou o ano... Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê passaram 50 anos! Agora é tarde demais para ser reprovado... Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo... E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de Tempo. Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. A única falta que terá será a desse Tempo que, infelizmente, nunca mais voltará”.
Enquanto Ivan Lins pondera: “[...] No Novo Tempo apesar dos perigos, da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta pra sobreviver [...]”.
E Lulu Santos com o romantismo dos grandes poetas, constata: “[...] Hoje o Tempo voa amor, escorre pelas mãos. Mesmo sem se sentir. E não há Tempo que volte amor. Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir [...]”.
E ainda há tempo para visitarmos Renato Russo para compreender porque ele considera que: “[...] Todos ao dias quando acordo não tenho mais o Tempo que passou, mas tenho muito Tempo, temos todo o Tempo do mundo [...]”.
Também Aldir Blanc nos diz que: “[...} Batidas na porta da frente, é o Tempo. Eu bebo um pouquinho pra ter argumento, mas fico sem jeito, calado, ele ri ele zomba do quanto eu chorei porque sabe passar e eu não sei [...]”.
E finalmente (ou não), Caetano Veloso nos convida a partilhar a sua Oração ao Tempo: “És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho. Tempo. Vou te fazer um pedido. Compositor de destinos tambor de todos os ritmos. Entro num acordo contigo. Por seres tão inventivo e pareceres contínuo, és um dos deuses mais lindos. Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho. Ouve bem o que te digo. Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso, quando o Tempo for propício. De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido e eu espalhe benefícios. O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo apenas contigo e comigo. E quando eu tiver saído para fora do teu círculo, não serei nem terás sido. Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos num outro nível de vínculo. Portanto, peço-te aquilo e te ofereço elogios nas rimas do meu estilo...”.
Em Tempo: Espero que os leitores amigos encontrem algum Tempo para refletir sobre essas e outras leituras do Tempo.
Bom Tempo!
Na cultura popular do Trava-línguas ou Parlenda (uma forma literária tradicional, rimada com caráter infantil, de ritmo fácil e de forma rápida), encontramos a seguinte reflexão sobre o Tempo: "O Tempo perguntou para o Tempo qual é o Tempo que o Tempo tem. O Tempo respondeu pro Tempo que não tem Tempo de dizer pro Tempo que o Tempo do Tempo é o Tempo que o Tempo tem".
No Eclesiastes (parte integrante dos livros poéticos e sapienciais do Antigo Testamento da Bíblia Cristã e Judaica) encontramos uma interessante referência sobre o mesmo tema: “Tudo tem o seu Tempo determinado e há Tempo para todo propósito debaixo do céu: há Tempo de nascer e Tempo de morrer; Tempo de chorar e Tempo de rir; Tempo de abraçar e Tempo de afastar-se; Tempo de amar e Tempo de aborrecer; Tempo de guerra e Tempo de paz”.
Um conhecido adágio considera que: "O Tempo dá, o Tempo tira, o Tempo passa e a folha vira". No sincretismo religioso, qualquer casa de raiz africana tem no seu quintal uma bandeira branca presa a um mastro, esse é o símbolo da presença do “Orixá Tempo”, ligado à longevidade e à durabilidade das coisas, acredita-se que é necessária a sua permissão para que todas as coisas ocorram no seu Tempo, seja curto ou longo, é no Tempo que tudo acontece. O Tempo não pára e muda a qualquer Tempo.
Talvez por isso Gilberto Gil, nesse contexto, tenha afirmado que: “[...] Não me iludo tudo permanecerá do jeito que tem sido, transcorrendo, transformando; Tempo espaço navegando todos os sentidos [...]”.
O poeta Mario Quintana nos traz uma outra perspectiva de Tempo: “A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando de vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é natal... Quando se vê, já terminou o ano... Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê passaram 50 anos! Agora é tarde demais para ser reprovado... Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo... E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de Tempo. Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. A única falta que terá será a desse Tempo que, infelizmente, nunca mais voltará”.
Enquanto Ivan Lins pondera: “[...] No Novo Tempo apesar dos perigos, da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta pra sobreviver [...]”.
E Lulu Santos com o romantismo dos grandes poetas, constata: “[...] Hoje o Tempo voa amor, escorre pelas mãos. Mesmo sem se sentir. E não há Tempo que volte amor. Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir [...]”.
E ainda há tempo para visitarmos Renato Russo para compreender porque ele considera que: “[...] Todos ao dias quando acordo não tenho mais o Tempo que passou, mas tenho muito Tempo, temos todo o Tempo do mundo [...]”.
Também Aldir Blanc nos diz que: “[...} Batidas na porta da frente, é o Tempo. Eu bebo um pouquinho pra ter argumento, mas fico sem jeito, calado, ele ri ele zomba do quanto eu chorei porque sabe passar e eu não sei [...]”.
E finalmente (ou não), Caetano Veloso nos convida a partilhar a sua Oração ao Tempo: “És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho. Tempo. Vou te fazer um pedido. Compositor de destinos tambor de todos os ritmos. Entro num acordo contigo. Por seres tão inventivo e pareceres contínuo, és um dos deuses mais lindos. Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho. Ouve bem o que te digo. Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso, quando o Tempo for propício. De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido e eu espalhe benefícios. O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo apenas contigo e comigo. E quando eu tiver saído para fora do teu círculo, não serei nem terás sido. Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos num outro nível de vínculo. Portanto, peço-te aquilo e te ofereço elogios nas rimas do meu estilo...”.
Em Tempo: Espero que os leitores amigos encontrem algum Tempo para refletir sobre essas e outras leituras do Tempo.
Bom Tempo!

1 comentários:
MARAVILHA JORGE E EU QUE ANDO DIZENDO A TODA HORA QUE NÃO TIVE TEMPO, MAS TIVE TEMPO PRÁ LER E REFLETIR, ADOREI,UM ABRAÇÃO, ALVIM
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