<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771</id><updated>2011-10-17T20:23:56.920-02:00</updated><title type='text'>Jorge Amaral</title><subtitle type='html'>ÁREAS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL:
Gestão Estratégica de Recursos Humanos e Desenvolvimento de Pessoas. Gestão Educacional, Projetos de Consultoria, Capacitação, Formação Continuada e Mediação de Processos Grupais. SUMÁRIO CURRICULAR: Biólogo com Especialização em Gestão Educacional, Master Practitioner em Programação Neurolingüística, Psicodramatista, Terapeuta Organizacional e Professor Universitário.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>119</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-6121987315697931897</id><published>2011-06-25T20:16:00.005-03:00</published><updated>2011-06-25T20:29:37.898-03:00</updated><title type='text'>PARA FAZER ESCOLHAS...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7n3T5WBDd5k/TgZu_cD4-dI/AAAAAAAAAc8/VN5RAhqiPns/s1600/siga%2Bseu%2Bcora%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622303220961966546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 132px; CURSOR: hand; HEIGHT: 130px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-7n3T5WBDd5k/TgZu_cD4-dI/AAAAAAAAAc8/VN5RAhqiPns/s320/siga%2Bseu%2Bcora%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há um mecanismo muito interessante no Universo para ajudar a fazer escolhas espontâneas corretas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esse mecanismo relaciona-se com as sensações físicas. Nosso corpo conhece dois tipos de sensações: uma é a do conforto e a outra é a do desconforto. Imediatamente antes de fazer uma escolha consciente, observe seu corpo enquanto faz a pergunta: "Se eu escolher isso, o que acontecerá?" &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se seu corpo enviar uma mensagem de conforto, é a escolha certa. Se for uma mensagem de desconforto, a escolha não é adequada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para alguns a mensagem de conforto e desconforto se dá na região do plexo solar (atrás do estômago, embaixo do diafragma). Para a maioria, no entanto, manifesta-se na área do coração. Conscientemente, preste atenção nessa área do coração e pergunte a ele o que fazer. Depois, espere pela resposta - uma resposta física, na forma de sensação, mesmo que seja muito leva. O importante é que ela está lá em seu corpo." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Fonte: Deepak Chopra, no livro "As 7 Leis Espirituais do Sucesso"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Citado por Comunidade CARPE DIEM &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-6121987315697931897?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/6121987315697931897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=6121987315697931897&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6121987315697931897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6121987315697931897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2011/06/para-fazer-escolhas.html' title='PARA FAZER ESCOLHAS...'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7n3T5WBDd5k/TgZu_cD4-dI/AAAAAAAAAc8/VN5RAhqiPns/s72-c/siga%2Bseu%2Bcora%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-6334499311773780974</id><published>2011-03-05T23:00:00.005-03:00</published><updated>2011-03-06T18:17:15.281-03:00</updated><title type='text'>Antonio Carlos Gomes da Costa - Um Educador com uma extraordinária capacidade de Fazer-se Presente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dw60iFtLIAw/TXLsAV9Z2hI/AAAAAAAAAco/D-rBEoFOgHA/s1600/antonio_c_g_costa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580782378904312338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 199px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-dw60iFtLIAw/TXLsAV9Z2hI/AAAAAAAAAco/D-rBEoFOgHA/s320/antonio_c_g_costa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tive a oportunidade e o privilégio de conhecer pessoalmente o &lt;strong&gt;Professor ANTONIO CARLOS GOMES DA COSTA &lt;/strong&gt;em 2002, quando ele esteve em Salvador, logo após o lançamento do seu livro: &lt;em&gt;“O professor como educador: um resgate necessário e urgente”,&lt;/em&gt; uma obra singular concebida originalmente para apoiar as ações pedagógicas de um grande projeto educacional realizado na Bahia, mas destinado a todos os professores e educadores que lidam com jovens. Muito calmo e sereno ao falar, sempre trazia consigo um sorriso de grande carisma e um sotaque característico de bom mineiro.&lt;br /&gt;O pedagogo &lt;strong&gt;Gomes da Costa&lt;/strong&gt;, ativista dos Direitos Humanos na área da infância e da juventude, escritor, conferencista, consultor de organismos públicos nacionais e internacionais e também de empresas e de organizações do terceiro setor, um dos redatores do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), autor de mais de 40 livros, além de centenas de artigos publicados em diversas línguas, uma grande referência e notável expoente no campo da &lt;strong&gt;Pedagogia da Presença&lt;/strong&gt;, da &lt;strong&gt;Socioeducação&lt;/strong&gt; e da &lt;strong&gt;Educação Interdimensional&lt;/strong&gt;, escreveu sua biografia com sentido de missão, mestre no debate das idéias e na formulação de propostas, lutou bravamente pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na última 6ª feira, 04/03/2011, aos 61 anos de idade, o professor foi morar em outro plano, numa dimensão mais sutil da existência, onde certamente foi chamado para conceber projetos ainda mais desafiadores no campo social e educativo e liderar movimentos mais amplos para o desenvolvimento da consciência ética de outras civilizações.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Esse texto representa uma pequena homenagem de reconhecimento e admiração ao &lt;strong&gt;Prof. Antonio Carlos Gomes da Costa,&lt;/strong&gt; um educador com uma extraordinária capacidade de fazer-se presente.&lt;br /&gt;Transcrevo a seguir, a crença inabalável e compartilhada do professor e de seus colaboradores, clientes e parceiros estratégicos no Paradigma do Desenvolvimento Humano*, para que fique marcado em nossa memória, um exemplo real de experiência marcada por uma força transformadora, capaz de alinhar teoria e prática no cotidiano do processo educativo:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1. A vida é o mais básico e universal dos valores.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Respeitá-la acima de tudo é o caminho para a justiça, a solidariedade e a paz.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;2. Nenhuma vida humana vale mais do que a outra.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Todo ser humano tem direito ao acesso a certas condições básicas de bem-estar e de dignidade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;3. Toda pessoa nasce com um potencial e tem o direito de desenvolvê-lo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Toda condição impeditiva de que isto ocorra é, em si mesma, uma violência.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;4. Para desenvolver o seu potencial, as pessoas precisam de oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;As oportunidades educativas são aquelas que verdadeiramente desenvolvem o potencial humano. As demais criam condições para isto.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;5. O que uma pessoa se torna ao longo da vida depende de duas coisas: das oportunidades que teve e das escolhas que fez.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nada adianta ter oportunidades e não saber fazer escolhas. Como, tampouco, adianta saber fazer escolhas e não ter oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;6. Além de ter oportunidades, as pessoas precisam ser preparadas para fazer escolhas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;As escolhas são feitas com base nas crenças, valores, pontos de vista e interesses das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;7. Cada geração deve legar para as gerações vindouras um meio ambiente igual, ou melhor, do que aquele recebido das gerações anteriores.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Fazer isto é respeitar o direito à vida daqueles que ainda não nasceram.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;8. As pessoas, as organizações, as comunidades e as sociedades devem ser dotadas de poder para participar nas decisões que as afetem.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Só o poder participativo dos cidadãos poderá mudar os demais poderes: executivo, legislativo e judiciário.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;9. A promoção e a defesa dos DIREITOS HUMANOS é o caminho para a construção de uma vida digna para todos.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um projeto de humanidade a ser construído por todos e cada um dos povos ao longo da história.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;10. O exercício consciente da cidadania é a melhor forma de fazer os DIREITOS HUMANOS transitarem da intenção à realidade.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Cidadania entendida como direito de ter direitos e dever de ter deveres.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. A política de desenvolvimento deve basear-se em quatro pilares: liberdades democráticas, transformação produtiva, eqüidade social e sustentabilidade ambiental.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sem isto, como disse Tancredo Neves, "toda prosperidade será falsa".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12. A ética necessária para pôr em prática o Paradigma do Desenvolvimento Humano é a ética da co-responsabilidade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Co-responsabilidade entre as políticas públicas (primeiro setor), mundo empresarial (segundo setor) e organizações sociais sem fins lucrativos (terceiro setor).&lt;br /&gt;A finalidade última de todo e qualquer processo de desenvolvimento deve ser o de assegurar, a todas as pessoas, o direito de acesso a essas oportunidades e liberdades fundamentais, necessárias à plena realização do seu potencial.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Referência: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.modusfaciendi.com.br/oquenosune.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.modusfaciendi.com.br/oquenosune.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-6334499311773780974?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/6334499311773780974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=6334499311773780974&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6334499311773780974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6334499311773780974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2011/03/um-educador-com-uma-extraordinaria.html' title='Antonio Carlos Gomes da Costa - Um Educador com uma extraordinária capacidade de Fazer-se Presente'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dw60iFtLIAw/TXLsAV9Z2hI/AAAAAAAAAco/D-rBEoFOgHA/s72-c/antonio_c_g_costa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-5223234316429837419</id><published>2011-02-20T20:18:00.015-03:00</published><updated>2011-02-20T21:09:15.116-03:00</updated><title type='text'>Moon Games</title><content type='html'>&lt;strong&gt;BRINCANDO COM A LUA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;" [...] Em meio a um cristal de ecos, o poeta vai pela rua, seus olhos verdes de éter abrem cavernas na lua [...]"&lt;/em&gt; (Vinicius de Morais - Antologia Poética).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fotógrafo profissional e jornalista científico, &lt;em&gt;Laurent Laveder&lt;/em&gt; criou a série &lt;em&gt;Moon Games&lt;/em&gt;, composta por diversas imagens que mostram pessoas interagindo com a Lua.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Capturando as cenas por um ângulo específico, o artista faz parecer que o satélite está realmente ao alcance das mãos das pesssoas que, posando para as lentes do artista, brincam espontaneamente construindo inúmeras possibilidades de interação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Laveder&lt;/em&gt; faz parte do coletivo &lt;em&gt;The World At Night&lt;/em&gt;, que reúne 30 dos melhores astrofotógrafos do planeta.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Veja a seguir algumas dessas interessantes fotos e conheça melhor a arte de &lt;em&gt;Laurent Laveder&lt;/em&gt; acessando: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.laurentlaveder.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;http://www.laurentlaveder.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-C20BJWql3IU/TWGjB85mDmI/AAAAAAAAAbQ/hWJpseCwd_w/s1600/Brincando%2Bcom%2Ba%2BLua1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575917067584278114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 247px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-C20BJWql3IU/TWGjB85mDmI/AAAAAAAAAbQ/hWJpseCwd_w/s320/Brincando%2Bcom%2Ba%2BLua1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575917460152244386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-NgzRSmxpiSE/TWGjYzVF2KI/AAAAAAAAAbY/KUR5i87sW80/s320/Brincando%2Bcom%2Ba%2BLua2.bmp" border="0" /&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-g9swC2YyIBo/TWGj30dSvpI/AAAAAAAAAbg/KoGKHFEhYvU/s1600/Brincando%2Bcom%2Ba%2BLua3.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575917993031024274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-g9swC2YyIBo/TWGj30dSvpI/AAAAAAAAAbg/KoGKHFEhYvU/s320/Brincando%2Bcom%2Ba%2BLua3.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575919168438847906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-4jCyF8vXN6U/TWGk8PMWyaI/AAAAAAAAAbw/2dPgZn8ECOg/s320/Brincando%2Bcom%2Ba%2BLua10.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wIQavbQjJk4/TWGlddymPiI/AAAAAAAAAb4/jo1bWi7dFyU/s1600/Brincando%2Bcom%2Ba%2BLua6.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575919739293023778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-wIQavbQjJk4/TWGlddymPiI/AAAAAAAAAb4/jo1bWi7dFyU/s320/Brincando%2Bcom%2Ba%2BLua6.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575924215448847154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 247px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-CvGTx4aWnC0/TWGpiAxTwzI/AAAAAAAAAcg/BnXxwPXKKx0/s320/Brincando%2Bcom%2Ba%2BLua7.bmp" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-5223234316429837419?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/5223234316429837419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=5223234316429837419&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/5223234316429837419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/5223234316429837419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2011/02/moon-games.html' title='Moon Games'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-C20BJWql3IU/TWGjB85mDmI/AAAAAAAAAbQ/hWJpseCwd_w/s72-c/Brincando%2Bcom%2Ba%2BLua1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-8776635875056906121</id><published>2011-02-06T20:11:00.005-03:00</published><updated>2011-02-06T20:32:55.789-03:00</updated><title type='text'>Janelas de Paradoxos (KOANS):</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TU8rlVrm6jI/AAAAAAAAAbI/4TYSozaECTI/s1600/KOANX.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570719184555797042" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 204px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TU8rlVrm6jI/AAAAAAAAAbI/4TYSozaECTI/s320/KOANX.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;"A ONDA VIVE A VIDA DE UMA ONDA E, AO MESMO TEMPO, A VIDA DE ÁGUA", disse o mestre. O ZEN-BUDISMO nos ensina que nosso ser, aparentemente separado, é como uma onda individual que se ergue e se dispersa no grande oceano da Vida. Como uma onda, nós somos impulsionados para frente pelas correntes profundas da vida. Se a nossa experiência se restringe apenas à superfície das coisas, achamos que somos a onda. E, como onda, nos sentimos sendo arrastados pela vida e temos medo de nos espatifarmos contra os rochedos da costa. Se a nossa experiência desce às profundezas das coisas, sabemos que somos o oceano todo, e a ansiedade desaparece. As ondas vêm e vão, mas o oceano permanece. (Zen Koans)&lt;br /&gt;“PARA ONDE VAI O MEU PUNHO, QUANDO EU ABRO A MÃO?”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O KOAN é um pequeno enigma ZEN, contraditório ou paradoxal, de solução aparentemente irresolúvel numa análise lógica, seu objetivo é apreender a nossa verdade interior e para cada pessoa a solução do KOAN é única, pois ela deriva da intuição e do estado de consciência com que o encaramos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“SE TUDO SE REDUZ A UNIDADE, A QUE SE REDUZ A UNIDADE?”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;KOANS são narrativas ZEN, parábolas acessíveis a uma mente intuitiva que pretenda a iluminação, é, na verdade, um convite para superar a mente comum, um artifício para impelir a consciência para a iluminação. Trata-se de uma forma de treinamento utilizadas no ZEN para quebrar a mente lógica e trazer a tona a intuição e o insight.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“QUAL O SOM DE UMA SÓ MÃO BATENDO PALMAS?”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Os KOANS são normalmente postos como uma charada paradoxal, uma narrativa, diálogo, interrogação ou afirmação e o praticante deve resolvê-lo através de reflexão, pistas dadas pelo mestre e a própria experiência pessoal. É necessário envolvimento e concentração, conseguir aliar o coração à mente e silenciosamente encontrar a resposta.&lt;br /&gt;Em outras palavras, são uma espécie de perguntas, quebra-cabeças ou questões levantadas pelo mestre para o discípulo com o objetivo de levá-lo à reflexão essencial que subjaz às conclusões lógicas. O sentido libertário e paradoxal dos KOANS também pode ser discernido em pequenas frases, histórias, ou mesmo poemas da cultura ZEN. Sem dúvida é um dos mais profundos exercícios de transcendência da racionalização.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“UM JARRO AO SE ESPATIFAR NO CHÃO, AINDA ASSIM É UM JARRO INTEIRO DESENHADO NO AR”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Na perspectiva de &lt;em&gt;Rubem Alves&lt;/em&gt;, KOANS são “rasteiras” que os mestres passavam no pensamento dos discípulos, porque sabiam que só se aprende o novo quando as certezas velhas caem.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"QUEM É AQUELE QUE ESTÁ SÓ NO MEIO DE DEZ MIL COISAS?".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Um KOAN é um paradoxo, mas que, para ser explicado, exige de nós estudos e reflexões que vão além do pensamento linear e da lógica no qual se concretizam. Em suma: KOANS são fenômenos complexos difíceis de explicar por paradigmas cartesianos e mecanicistas (Lorenz, 1996).&lt;br /&gt;Para os meus trabalhos com grupos de crescimento construo KOANS que denomino de &lt;em&gt;“Janelas de Paradoxos”&lt;/em&gt; em que o humor e o “non sense” são utilizados para perturbar a lógica habitual do discurso e, com isso, abalar a visão rotineira da realidade, permitindo uma compreensão intuitiva e imediata dos fenômenos grupais:&lt;br /&gt;Abaixo transcrevo alguns deles:&lt;br /&gt;- O QUE DIZER DA ATRAÇÃO EXISTENTE ENTRE OS VÁRIOS PONTOS QUE FORMAM UMA LINHA?...&lt;br /&gt;- É POSSÍVEL REFLETIR SOBRE O DISTANCIAMENTO DO DEDÃO DO PÉ EM RELAÇÃO AO COURO CABELUDO?...&lt;br /&gt;- EM DETERMINADAS OCASIÕES E CONTEXTOS É POSSÍVEL PERCEBER A VANTAGEM DE RETORNAR AO PONTO DE PARTIDA...&lt;br /&gt;- HÁ QUEM DEFENDA A IDÉIA DE QUE A SOLUÇÃO PODE SER O PRÓPRIO PROBLEMA...&lt;br /&gt;- QUAIS SERIAM AS CONSEQÜÊNCIAS DE ACHAR AQUILO QUE NUNCA FOI PERDIDO?...&lt;br /&gt;- HÁ UMA GRANDE PROBABILIDADE DA ROTA PARA CIMA E PARA BAIXO SER A MESMA ROTA...&lt;br /&gt;- É IMPORTANTE CONSTATAR QUE O BARBEIRO SÓ FAZ A BARBA DAQUELES QUE NÃO SE BARBEIAM A SI PRÓPRIOS...&lt;br /&gt;- NO CÍRCULO, O PRINCÍPIO E O FIM SE CONFUNDEM...&lt;br /&gt;Quando sua mente achar saídas para essas questões, agradeça-lhe, mas, ignore-as, retome a pergunta ou a afirmação e continue buscando outras respostas com diferentes perpectivas. &lt;em&gt;É como responder com a não-resposta...&lt;br /&gt;“Certa vez, um Grande Mestre estava sentado (em meditação), perguntou-lhe um monge:&lt;br /&gt;O que você está pensando, (sentado aí) tão fixamente?&lt;br /&gt;O mestre respondeu: Estou pensando no não-pensar.&lt;br /&gt;O monge perguntou: Como você pode pensar no não-pensar?&lt;br /&gt;O mestre respondeu: Não-pensando&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-8776635875056906121?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/8776635875056906121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=8776635875056906121&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8776635875056906121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8776635875056906121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2011/02/janelas-de-paradoxos-koans.html' title='Janelas de Paradoxos (KOANS):'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TU8rlVrm6jI/AAAAAAAAAbI/4TYSozaECTI/s72-c/KOANX.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-7915693123308903873</id><published>2011-01-29T12:36:00.006-03:00</published><updated>2011-01-29T13:01:26.346-03:00</updated><title type='text'>Sobre entender e não entender o Tempo, ao mesmo Tempo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TUQ1lNNgjFI/AAAAAAAAAa8/9tP7REMjLQQ/s1600/O_TEMPO_NAO_PARA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567633952654527570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 259px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TUQ1lNNgjFI/AAAAAAAAAa8/9tP7REMjLQQ/s320/O_TEMPO_NAO_PARA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há quem garanta que o TEMPO foi algo que inventaram para que as coisas não acontecessem todas de uma vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No século IV, Santo Agostinho respondia à indagação sobre o que é o Tempo da seguinte forma: "&lt;em&gt;se ninguém mo perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei''.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Na cultura popular do Trava-línguas ou Parlenda (uma forma literária tradicional, rimada com caráter infantil, de ritmo fácil e de forma rápida), encontramos a seguinte reflexão sobre o Tempo: &lt;em&gt;"O Tempo perguntou para o Tempo qual é o Tempo que o Tempo tem. O Tempo respondeu pro Tempo que não tem Tempo de dizer pro Tempo que o Tempo do Tempo é o Tempo que o Tempo tem".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;No Eclesiastes (parte integrante dos livros poéticos e sapienciais do Antigo Testamento da Bíblia Cristã e Judaica) encontramos uma interessante referência sobre o mesmo tema: &lt;em&gt;“Tudo tem o seu Tempo determinado e há Tempo para todo propósito debaixo do céu: há Tempo de nascer e Tempo de morrer; Tempo de chorar e Tempo de rir; Tempo de abraçar e Tempo de afastar-se; Tempo de amar e Tempo de aborrecer; Tempo de guerra e Tempo de paz”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Um conhecido adágio considera que: &lt;em&gt;"O Tempo dá, o Tempo tira, o Tempo passa e a folha vira".&lt;/em&gt; No sincretismo religioso, qualquer casa de raiz africana tem no seu quintal uma bandeira branca presa a um mastro, esse é o símbolo da presença do &lt;em&gt;“Orixá Tempo”,&lt;/em&gt; ligado à longevidade e à durabilidade das coisas, acredita-se que é necessária a sua permissão para que todas as coisas ocorram no seu Tempo, seja curto ou longo, é no Tempo que tudo acontece. O Tempo não pára e muda a qualquer Tempo.&lt;br /&gt;Talvez por isso Gilberto Gil, nesse contexto, tenha afirmado que:&lt;em&gt; “[...] Não me iludo tudo permanecerá do jeito que tem sido, transcorrendo, transformando; Tempo espaço navegando todos os sentidos [...]”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O poeta Mario Quintana nos traz uma outra perspectiva de Tempo: &lt;em&gt;“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando de vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é natal... Quando se vê, já terminou o ano... Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê passaram 50 anos! Agora é tarde demais para ser reprovado... Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo... E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de Tempo. Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. A única falta que terá será a desse Tempo que, infelizmente, nunca mais voltará”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Enquanto Ivan Lins pondera: &lt;em&gt;“[...] No Novo Tempo apesar dos perigos, da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta pra sobreviver [...]”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E Lulu Santos com o romantismo dos grandes poetas, constata: &lt;em&gt;“[...] Hoje o Tempo voa amor, escorre pelas mãos. Mesmo sem se sentir. E não há Tempo que volte amor. Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir [...]”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E ainda há tempo para visitarmos Renato Russo para compreender porque ele considera que: &lt;em&gt;“[...] Todos ao dias quando acordo não tenho mais o Tempo que passou, mas tenho muito Tempo, temos todo o Tempo do mundo [...]”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Também Aldir Blanc nos diz que: &lt;em&gt;“[...} Batidas na porta da frente, é o Tempo. Eu bebo um pouquinho pra ter argumento, mas fico sem jeito, calado, ele ri ele zomba do quanto eu chorei porque sabe passar e eu não sei [...]”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E finalmente (ou não), Caetano Veloso nos convida a partilhar a sua Oração ao Tempo: &lt;em&gt;“És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho. Tempo. Vou te fazer um pedido. Compositor de destinos tambor de todos os ritmos. Entro num acordo contigo. Por seres tão inventivo e pareceres contínuo, és um dos deuses mais lindos. Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho. Ouve bem o que te digo. Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso, quando o Tempo for propício. De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido e eu espalhe benefícios. O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo apenas contigo e comigo. E quando eu tiver saído para fora do teu círculo, não serei nem terás sido. Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos num outro nível de vínculo. Portanto, peço-te aquilo e te ofereço elogios nas rimas do meu estilo...”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Em Tempo: Espero que os leitores amigos encontrem algum Tempo para refletir sobre essas e outras leituras do Tempo.&lt;br /&gt;Bom Tempo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-7915693123308903873?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/7915693123308903873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=7915693123308903873&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/7915693123308903873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/7915693123308903873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2011/01/sobre-entender-e-nao-entender-o-tempo.html' title='Sobre entender e não entender o Tempo, ao mesmo Tempo.'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TUQ1lNNgjFI/AAAAAAAAAa8/9tP7REMjLQQ/s72-c/O_TEMPO_NAO_PARA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-4445442661577055849</id><published>2011-01-12T21:05:00.007-03:00</published><updated>2011-01-12T21:20:21.587-03:00</updated><title type='text'>Administrar COISAS e Liderar PESSOAS</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TS5CteDLNPI/AAAAAAAAAa0/MeVhEfHMSwY/s1600/Grupo.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561455938777068786" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 184px; CURSOR: hand; HEIGHT: 191px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TS5CteDLNPI/AAAAAAAAAa0/MeVhEfHMSwY/s320/Grupo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;PRECISA-SE&lt;br /&gt;Isac Liberman&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Precisa-se de pessoas que tenham os pés na terra e a cabeça nas estrelas.&lt;br /&gt;Capazes de sonhar, sem medo dos sonhos.&lt;br /&gt;Tão idealistas que transformem seus sonhos em metas.&lt;br /&gt;Pessoas tão práticas que sejam capazes de transformar suas metas em realidade.&lt;br /&gt;Pessoas determinadas que nunca abram mão de construir seus destinos e arquitetar suas vidas.&lt;br /&gt;Que não temam mudanças e saibam tirar proveito delas.&lt;br /&gt;Que tornem seu trabalho objeto de prazer e uma porção substancial de realização pessoal.&lt;br /&gt;Que percebam, na visão e na missão de suas vidas profissionais, de suas dedicações humanistas em prol da humanidade, um forte impulso para sua própria motivação.&lt;br /&gt;Pessoas com dignidade, que se conduzam com coerência em seus discursos, seus atos, suas crenças e seus valores.&lt;br /&gt;Precisa-se de pessoas que questionem, não pela simples contestação, mas pela necessidade íntima de só aplicar as melhores idéias.&lt;br /&gt;Pessoas que mostrem sua face de parceiros legais.&lt;br /&gt;Sem se mostrarem superiores nem inferiores.&lt;br /&gt;Mas... iguais.&lt;br /&gt;Precisa-se de pessoas ávidas por aprender e que se orgulhem de absorver o novo.&lt;br /&gt;Pessoas de coragem para abrir caminhos, enfrentar desafios, criar soluções, correr riscos calculados.&lt;br /&gt;Sem medo de errar.&lt;br /&gt;Precisa-se de pessoas que construam suas equipes e se integrem nelas.&lt;br /&gt;Que não tomem para si o poder, mas saibam compartilhá-lo.&lt;br /&gt;Pessoas que não se empolguem com seu próprio brilho&lt;br /&gt;Mas com o brilho do resultado alcançado em conjunto.&lt;br /&gt;Precisa-se de pessoas que enxerguem as árvores.&lt;br /&gt;Mas também prestem atenção nas magias das florestas.&lt;br /&gt;Que tenham percepção de todo e da parte.&lt;br /&gt;Seres humanos justos, que inspirem confiança e demonstrem confiança nos parceiros.&lt;br /&gt;Estimulando-os, energizando-os, sem receio que lhe façam sombra e sim orgulhando-se deles.&lt;br /&gt;Precisa-se de pessoas que criem em torno de si um ambiente de entusiasmo&lt;br /&gt;De liberdade, de responsabilidade, de determinação,&lt;br /&gt;De respeito e de amizade.&lt;br /&gt;Precisa-se de seres racionais.&lt;br /&gt;Tão racionais que compreendam que sua realização pessoal,&lt;br /&gt;Está atrelada à vazão de suas emoções.&lt;br /&gt;É na emoção que encontramos a razão de viver.&lt;br /&gt;Precisa-se de gente que saiba administrar COISAS e liderar PESSOAS.&lt;br /&gt;Precisa-se urgentemente de um novo ser. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-4445442661577055849?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/4445442661577055849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=4445442661577055849&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4445442661577055849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4445442661577055849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2011/01/administrar-coisas-e-liderar-pessoas.html' title='Administrar COISAS e Liderar PESSOAS'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TS5CteDLNPI/AAAAAAAAAa0/MeVhEfHMSwY/s72-c/Grupo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-1351270365371220631</id><published>2010-12-04T20:29:00.004-03:00</published><updated>2010-12-04T20:53:24.459-03:00</updated><title type='text'>A REVOLUÇÃO: É HORA DE MUDAR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546976629770089554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 173px; CURSOR: hand; HEIGHT: 158px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TPrR2wrW9FI/AAAAAAAAAac/14Yqj56R2C4/s320/hexa49.gif" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo o que existe muda constantemente. Dos átomos às galáxias, passando por todos os seres, nada escapa às Leis que orientam essas transformações. Conhecendo tais Leis, podemos compreender melhor os processos de mudanças pelos quais passamos, agindo conforme a sabedoria de cada situação (Visão Taoista).&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;I Ching&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Livro das Mutações&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é uma das mais importantes obras da literatura mundial. Sua origem remonta a uma antiguidade mítica, tendo atraído a atenção dos mais eminentes eruditos chineses até os nossos dias. Tudo que existiu de grandioso e significativo nos 3.000 anos de história cultural da China ou inspirou-se nesse livro ou exerceu alguma influência na exegese do seu texto. Assim, pode-se afirmar com segurança que uma sabedoria amadurecida ao longo de séculos compõe o I Ching*. Os hexagramas são símbolos constituídos por seis linhas Yin ou Yang que estruturam o livro chinês; no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Hexagrama 49&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; temos a representação da MUDANÇA que flui pela sabedoria da impermanência e pelo desenvolvimento natural do processo de crescimento:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;MUDAR É POSSÍVEL&lt;/strong&gt;**&lt;br /&gt;Sentes. Intuis. Sabes.&lt;br /&gt;A necessidade de mudar afirma-se dentro de ti.&lt;br /&gt;Talvez a dúvida e o medo te detenham.&lt;br /&gt;Mas podes mudar o teu rumo.&lt;br /&gt;Um rumo é uma mera orientação.&lt;br /&gt;Não é um caminho único, nem fixo; não é para sempre.&lt;br /&gt;Perante uma encruzilhada, a tua escolha pode ser outra.&lt;br /&gt;Poucas coisas na vida são tão permanentes como o céu e a terra.&lt;br /&gt;Todo o resto, incluindo todos os seres humanos, muda. O teu rumo também.&lt;br /&gt;Por isso é bom o desapego e não nos agarrarmos ao que é conhecido, seguro.&lt;br /&gt;Convém deixar que a vida flua e se encaminhe para as mudanças.&lt;br /&gt;Presta atenção às indicações do caminho. É no movimento constante que reside a renovação, que ocorre na natureza, na mente e no espírito.&lt;br /&gt;O caminho vai procurando o seu próprio sentido, ás vezes de uma maneira harmoniosa, outras aos tropeções.&lt;br /&gt;E é precisamente quando se tropeça... Que chega a hora de ouvir a mensagem desse caminho.&lt;br /&gt;É necessário seguir outro rumo. Porquê tanto medo? O caminho foi sempre desconhecido. O que te deixa inseguro é teres de abandonar um percurso ao qual já estavas habituado; mas o hábito faz-te perder o prazer da travessia e as oportunidades de percorrer outros caminhos.&lt;br /&gt;Portanto, talvez encontres aquilo que, sem saberes ainda, procuras e necessitas.&lt;br /&gt;Por isso, não tenhas medo, não fujas perante a mudança. Não queiras manter uma posição que já não te leva a parte alguma.&lt;br /&gt;Tens de ser flexível e adaptar-te às circunstancias. Porque, embora a princípio te custe entender... As mudanças são sempre para melhor e ajudam a evoluir para um nível superior.&lt;br /&gt;Lentas ou vertiginosas, pacíficas ou violentas, desejadas ou não, as mudanças promovem o progresso.&lt;br /&gt;Não te deixam estagnar ou murchar. Trazem abundância e riqueza de bens à tua porta, para que tenhas oportunidades na vida, porque o movimento é a manifestação suprema da vida e da prosperidade. A quietude e a rotina, pelo contrário, são sinônimas de estagnação e ocaso.&lt;br /&gt;Por isso, decide-te e começa a mudar.&lt;br /&gt;Rende-te ao movimento e vê com outros olhos o curso da vida.&lt;br /&gt;Ela mesma te indica o movimento propício para agires sem medo e aventurares-te a novos caminhos.&lt;br /&gt;A mudança é um ato de fé. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Nasce da luta entre o velho e o novo.&lt;br /&gt;Todas as mudanças respondem as forças superiores.&lt;br /&gt;Por isso não há motivo para te arrependeres da transformação.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;* I Ching: o livro das mutações / tradução do chinês para o alemão, introdução e comentários: Richard Wilhelm, prefácio: C. G. Jung; tradução para o português: Alayde Mutzenbecher e Gustavo Alberto Corrêa Pinto. São Paulo: Pensamento, 2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000066;"&gt;** &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Do I Ching, Hexagrama 49, Arteplural Edições Ltda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-1351270365371220631?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/1351270365371220631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=1351270365371220631&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/1351270365371220631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/1351270365371220631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/12/revolucao-e-hora-de-mudar.html' title='A REVOLUÇÃO: É HORA DE MUDAR'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TPrR2wrW9FI/AAAAAAAAAac/14Yqj56R2C4/s72-c/hexa49.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-6427856785010884906</id><published>2010-09-27T21:28:00.004-03:00</published><updated>2010-09-27T21:52:30.515-03:00</updated><title type='text'>FAMÍLIA &amp; EDUCAÇÃO - uma aliança para a formação integral do indivíduo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TKE5bQ-LwlI/AAAAAAAAAaU/o2zk0UZFD1Q/s1600/Fam%C3%ADlia+e+Educa%C3%A7%C3%A3o1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521757758707974738" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TKE5bQ-LwlI/AAAAAAAAAaU/o2zk0UZFD1Q/s320/Fam%C3%ADlia+e+Educa%C3%A7%C3%A3o1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A consciência de cada um de nós evolui nos agrupamentos humanos dentro do contexto social / cultural / espiritual, em níveis diferenciados, mas numa escala ascendente. Entre as instituições sociais que mais influenciam a formação do indivíduo, duas se destacam: a FAMÍLIA e a ESCOLA.&lt;br /&gt;FAMÍLIA e EDUCAÇÃO podem e devem se constituir, portanto, numa parceria viável, necessária, saudável e produtiva.&lt;br /&gt;Esse convite ao alinhamento e proximidade entre essas duas fundamentais instituições está previsto inclusive nos dispositivos legais, vejamos:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Artigo 205 da Constituição Federal/1988&lt;/em&gt;: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Artigo 205 da LDB - Lei 9.394/1996&lt;/em&gt;: “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais da solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estatuto da Criança e do Adolescente / ECA - Lei nº 8.069 de 12/07/1990: Art. 53:&lt;/em&gt; A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho (...) “. Parágrafo único: É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. &lt;em&gt;Art. 55&lt;/em&gt;: Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino&lt;br /&gt;E mais: o &lt;em&gt;§ 1º do Art. 208 da CF, o Art. 5º da LDB e § 1º do Art. 54 do ECA&lt;/em&gt;, preconizam : O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo", ou seja, não se pode abrir mão desse direito, porquanto é o `direito de fazer valer os nossos direitos´, “ [...] podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público, acionar o Poder Público para exigi-lo [...]”.&lt;br /&gt;Portanto, FAMÍLIA e EDUCAÇÃO precisam caminhar juntas!.&lt;br /&gt;Mas, &lt;em&gt;O QUE É EDUCAÇÃO&lt;/em&gt;? - &lt;em&gt;Delors&lt;/em&gt; (1999) sinaliza que, todo ser humano nasce com um potencial e tem o direito de desenvolvê-lo e, portanto, Educação é a operação que transforma e atualiza o potencial dos indivíduos em realidade. Quando uma pessoa é educada significa que parte do seu potencial foi transformado em competências, capacidades e habilidades.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E O QUE É FAMÍLIA&lt;/em&gt;? – &lt;em&gt;Castilho&lt;/em&gt; (2008) nos diz que “A família é um sistema complexo de relações, onde seus membros compartilham um mesmo contexto social de pertencimento. A família é o lugar do reconhecimento da diferença, do aprendizado de unir-se e separar-se, a sede das primeiras trocas afetivo-emocionais, da construção da identidade...”. É a matriz onde nos constituímos como sujeitos e como seres sociais; bem como a célula onde vivemos o paradoxo mudança / estabilidade em todo seu ciclo vital, interpessoal e intergeracional.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rosely Sayão&lt;/em&gt; (2004), considera que “Quando a memória histórica de um grupo familiar não é mantida, quando suas tradições não são transmitidas aos filhos, não são apenas fatos e estilos de vida que não são preservados. Toda uma matriz de identidade daquele grupo, que tem a função de deixar marcas de identificação nas novas gerações, é ignorada”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gidi&lt;/em&gt; (2010) discutindo o papel social da família e da escola salienta que “Quando paramos para refletir sobre sociedade, como organismo vivo que sofre e realiza transformações, sejam elas sustentáveis ou não, no intuito de repensarmos os valores gerados como resultado desta grande máquina social, percebemos a necessidade de retornar os nossos olhares ao núcleo familiar, que se constitui chave mestra de todo este contexto sociocultural, em que estamos imersos” e acrescenta: “(...) As famílias tiveram os seus alicerces enfraquecidos, e com isso a sociedade tornou-se vulnerável ao resultado dos próprios avanços, ou melhor, das conseqüências deles (...) Ficamos intolerantes às frustrações e aos embates da vida, e passando esses sentimentos para os nossos filhos, comprometemos uma possível relação saudável com o mundo (...)”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Costa&lt;/em&gt; (2001) nos alerta que “(...) As relações das famílias com as escolas são um tema controverso em nosso sistema de ensino. Muito se fala e pouco se faz. As escolas queixam-se das famílias e as famílias, que, por sua vez, também se queixam muito das escolas. A verdade é que, provavelmente, ambas as partes tenham razão (...)” e nos apresenta quatro formatos mais típicos que as relações com as famílias costumam assumir no dia-a-dia de nossas escolas:&lt;br /&gt;1. &lt;em&gt;Relação Burocrático Formal:&lt;/em&gt; A escola interage com as famílias de seus alunos apenas aquele mínimo necessário para cumprir o que dispõe a lei e a cultura escolar brasileira. Matrículas, reuniões formais, solenidades praticamente obrigatórias, convocações para tratar os temas específicos (geralmente reclamações) e ponto final;&lt;br /&gt;2. &lt;em&gt;Relação Tutelar&lt;/em&gt;: A escola se envolve mais intensamente com os pais ou responsáveis de seus alunos do que no nível anterior, mas o faz como se eles fossem a extensão de seus filhos (como se eles fossem também educandos). Nesta visão, que costuma prevalecer nas relações das escolas com famílias muito pobres e com nenhuma ou pouquíssima escolaridade, os pais são realmente tutelados pelos educadores escolares.&lt;br /&gt;3. &lt;em&gt;Relação Pragmático-Utilitária:&lt;/em&gt; Aqui, a escola tem uma visão instrumental da família, vendo-a como uma fonte de recursos materiais e de trabalho voluntário, para a escola realizar seus objetivos administrativos ou pedagógicos. Os pais são chamados a prestar serviços, envolver-se em campanhas, participar de quermesses, promoções e outros tipos e iniciativas nesta linha.&lt;br /&gt;4. &lt;em&gt;Relação Participativa e Democrática:&lt;/em&gt; Nessa interação, educadores familiares e educadores escolares são vistos como partes interessadas no sucesso escolar dos alunos e dos filhos e, para isto, devem atuar, não de forma paralela, cada um por si, nem de forma antagônica, se opondo uns aos outros, mas de forma convergente e complementar, isto é, cooperando ativamente para o atingimento de objetivos comuns.&lt;br /&gt;Num diálogo construtivo permanente, Família e Educação podem promover o resgate e a valorização da vida e desenvolver a identidade pessoal do indivíduo planetário em conexão com a sua identidade cultural e comunitária; despertando o potencial criativo, transformador e afetivo do ser humano integral – corpo, mente e espírito – que somos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;COSTA, Antonio Gomes da. O professor como educador: um resgate necessário e urgente. Salvador: FLEM, 2001.&lt;br /&gt;DELORS, Jacques. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, Brasília, DF: MEC: UNESCO:1999.&lt;br /&gt;SAYÃO, Rosely; GROPPA, Julio. Em defesa da Escola. Campinas, São Paulo: Papirus, 2004.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.profjoaobeauclair.net/visualizar.php?idt=2413485"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.profjoaobeauclair.net/visualizar.php?idt=2413485&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt; net &gt; acesso em: de agosto 2010&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.via6.com/topico/164365/o-que-e-a-familia-"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.via6.com/topico/164365/o-que-e-a-familia-&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt; net &gt; acesso em: de junho2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-6427856785010884906?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/6427856785010884906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=6427856785010884906&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6427856785010884906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6427856785010884906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/09/familia-educacao-uma-alianca-para.html' title='FAMÍLIA &amp; EDUCAÇÃO - uma aliança para a formação integral do indivíduo'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TKE5bQ-LwlI/AAAAAAAAAaU/o2zk0UZFD1Q/s72-c/Fam%C3%ADlia+e+Educa%C3%A7%C3%A3o1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-9034817972032172901</id><published>2010-09-05T10:19:00.004-03:00</published><updated>2010-09-05T10:29:13.565-03:00</updated><title type='text'>Pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TIOaYnk4_hI/AAAAAAAAAaM/xIxaz8-1Z9g/s1600/Educare.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513420116562869778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 156px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TIOaYnk4_hI/AAAAAAAAAaM/xIxaz8-1Z9g/s320/Educare.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;CARTA-COMPROMISSO POR EDUCAÇÃO DE QUALIDADE É LANÇADA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/10186/carta-compromisso-por-educacao-de-qualidade-e-lancada-em-brasilia"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/10186/carta-compromisso-por-educacao-de-qualidade-e-lancada-em-brasilia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da Redação do Todos Pela Educação&lt;br /&gt;Na terça-feira (31/08/2010), 27 entidades se uniram para cobrar compromisso dos futuros governantes e parlamentares com a Educação de qualidade para todos os brasileiros. Em evento realizado em Brasília, as instituições com atuação em diferentes setores da sociedade assinaram a carta-compromisso “Pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade”.&lt;br /&gt;O documento deverá ser entregue aos candidatos a cargos executivos e legislativos nas eleições de 2010. A intenção é que eles afirmem seu comprometimento com políticas públicas para a Educação.&lt;br /&gt;"Este é um dia de alegria, de compromisso. É um dia do povo brasileiro e é para ele e por ele que estamos aqui", afirmou o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Antônio Carlos Caruso Ronca. "Apesar dos avanços, o nível escolar no Brasil ainda é baixo e desigual. Temos de lutar por mais Justiça. Que a Educação ocupe lugar central."&lt;br /&gt;O presidente do CNE enfatizou que a iniciativa da carta-compromisso surgiu de organizações da sociedade civil e que estas instituições vão fiscalizar o trabalho dos próximos eleitos. "A luta não começa agora e não termina agora, ela continua. Vamos nos reunir no futuro para cobrar que a Educação seja prioridade zero. Estamos de mãos dadas”.&lt;br /&gt;A carta-compromisso conta com sete medidas gerais, que são as seguintes:&lt;br /&gt;1. inclusão, até o ano de 2016, de todas as crianças e adolescentes de 4 a 17 anos na escola;&lt;br /&gt;2. universalização do atendimento da demanda por creche, nos próximos dez anos;&lt;br /&gt;3. superação do analfabetismo, especialmente entre a população com mais de 15 anos de idade;&lt;br /&gt;4. promoção da aprendizagem ao longo da vida para toda criança, adolescente, jovem e adulto;&lt;br /&gt;5. garantia de que, até o ano de 2014, todas as crianças brasileiras com até os 8 anos de idade estejam alfabetizadas;&lt;br /&gt;6. estabelecimento de padrões mínimos de qualidade para todas as escolas brasileiras, reduzindo os níveis de desigualdade na Educação;&lt;br /&gt;7. ampliação das matrículas no ensino profissionalizante e superior.&lt;br /&gt;Segundo o texto, a superação depende de um Sistema Nacional de Educação, que vai definir o papel dos municípios, dos estados e da União. Com ele, são esperadas três medidas: a elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE); o estabelecimento de um regime de colaboração entre os entes federados – ou seja, as regras sobre a cooperação entre as prefeituras, unidades da federação e o governo federal; e a instituição de uma Lei de Responsabilidade Educacional, para normatizar o trabalho dos gestores.&lt;br /&gt;A partir das medidas gerais e da criação de um Sistema Nacional de Educação, as 27 entidades proponentes pedem quatro compromissos dos futuros governantes, que devem ser transformados em leis e políticas públicas:&lt;br /&gt;1. ampliação adequada do financiamento da Educação pública;&lt;br /&gt;2. implementação de ações concretas para a valorização dos profissionais da Educação;&lt;br /&gt;3. promoção da gestão democrática nas escolas;&lt;br /&gt;4. aperfeiçoamento das políticas de avaliação e regulação.&lt;br /&gt;Confira abaixo a lista das entidades proponentes:&lt;br /&gt;· Academia Brasileira de Ciências (ABC)&lt;br /&gt;· Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem)&lt;br /&gt;· Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae)&lt;br /&gt;· Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED)&lt;br /&gt;· Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG)&lt;br /&gt;· Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior(ANDIFES)&lt;br /&gt;· Campanha Nacional pelo Direito à Educação&lt;br /&gt;· Central Única dos Trabalhadores (CUT)&lt;br /&gt;· Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC)&lt;br /&gt;· Centro de Estudos Educação e Sociedade (CEDES)&lt;br /&gt;· Confederação Nacional dos Trabalhadores de Estabelecimento de Ensino (CONTEE)&lt;br /&gt;· Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)&lt;br /&gt;· Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG)&lt;br /&gt;· Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)&lt;br /&gt;· Conselho Nacional de Educação (CNE)&lt;br /&gt;· Conselho Nacional dos Secretários de Educação (CONSED)&lt;br /&gt;· Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação&lt;br /&gt;· Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)&lt;br /&gt;· Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)&lt;br /&gt;· Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)&lt;br /&gt;· Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM)&lt;br /&gt;· Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)&lt;br /&gt;· Todos Pela Educação&lt;br /&gt;· União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)&lt;br /&gt;· União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME)&lt;br /&gt;· União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME)&lt;br /&gt;· União Nacional dos Estudantes (UNE)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A íntegra do documento está disponível em: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.todospelaeducacao.org.br//arquivos/biblioteca/carta_compromisso_2010_08_31.doc"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;http://www.todospelaeducacao.org.br//arquivos/biblioteca/carta_compromisso_2010_08_31.doc&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-9034817972032172901?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/9034817972032172901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=9034817972032172901&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/9034817972032172901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/9034817972032172901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/09/pela-garantia-do-direito-educacao-de.html' title='Pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TIOaYnk4_hI/AAAAAAAAAaM/xIxaz8-1Z9g/s72-c/Educare.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-6369657835358637443</id><published>2010-08-21T11:15:00.002-03:00</published><updated>2010-08-21T11:38:03.299-03:00</updated><title type='text'>CIDADÃOS TERRESTRES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TG_knlbK-UI/AAAAAAAAAZ8/KcTyW6BsjpI/s1600/Valores+Humanos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507872238009514306" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 199px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TG_knlbK-UI/AAAAAAAAAZ8/KcTyW6BsjpI/s320/Valores+Humanos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todo Ser Humano é especial e singular, tem possibilidades ilimitadas, responde por suas escolhas e na sua relação com o mundo tem responsabilidades frente a Si Mesmo, frente ao Outro, frente à Sociedade, frente à Natureza e frente ao Universo.&lt;br /&gt;Construímos o futuro no aqui e agora quando criarmos condições para que pessoas, grupos e organizações encontrem os seus próprios caminhos, fazendo-os resgatar o poder de decidir sobre suas missões, visões, metas e objetivos; comprometidas com sua responsabilidade sócio-ambiental.&lt;br /&gt;Os processos que ocorrem em um indivíduo, e entre ele e seu ambiente, são sistêmicos. Nosso corpomente, nossa sociedade e nosso universo formam um conjunto de sistemas e subsistemas interagindo entre si e influenciando-se mutuamente. É impossível isolar completamente qualquer parte do sistema de seu todo. Os indivíduos não podem não se influenciar. Os vínculos interpessoais formam circuitos de retroalimentação - assim, uma pessoa será influenciada, invariavelmente, pelo efeito que suas próprias ações tem sobre os outros e vice-versa. Tais sistemas são “auto-organizadores” e naturalmente procuram por equilíbrio e estabilidade. Nenhum comportamento experiência ou resposta é significativo fora do contexto no qual acontece, e fora do contexto do feedback que evoca. O sistema ou pessoa com maior flexibilidade terá maior probabilidade de alcançar os resultados que deseja, sobretudo porque, todos nós dispomos, potencialmente, de todos os recursos internos necessários para fazermos qualquer mudança desejada.&lt;br /&gt;A Educação deveria ser o processo de ajudar cada cidadão a descobrir sua individualidade e compartilhar essa experiência. Até porque, todo ser humano nasce com um potencial e tem o direito de desenvolvê-lo e a Educação é a ação que tem o poder de transformar e atualizar o potencial dos indivíduos em realidade cotidiana (traduzidos em conhecimentos, habilidades e atitudes gerando efetivas competências para aprender a conhecer, a fazer, a ser e a viver com os outros).&lt;br /&gt;Que tipo de desenvolvimento poderá fazer eco às inquietações e às esperanças do homem deste novo século?. É importante refletirmos sobre a proposta da &lt;em&gt;Educação do Ser Humano Integral&lt;/em&gt;, onde, a questão da “qualidade pessoal” é tratada no âmbito da Ética e do Self. Assim, a Educação Transpessoal visa promover ambientes amistosos para tarefas difíceis; exaltar o indivíduo e a sociedade, a liberdade e a responsabilidade, a singularidade e a interdependência, a inovação e principalmente a &lt;em&gt;autoconsciência&lt;/em&gt; - porquanto, “&lt;em&gt;A questão educacional é uma síntese orgânica de ciência e arte, que exige do educador plenitude de autoconhecimento e auto-realização”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Estamos necessitando ressignificar corações e mentes numa ênfase global destinada a fazer todo indivíduo refletir que ele vive numa Comunidade Universal que reserva um lugar para os dons e talentos de todos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Edgar Morin&lt;/em&gt; nos alerta de que é preciso criar um pensamento consciente de pertencer a uma comunidade planetária e, enquanto &lt;strong&gt;cidadão terrestre&lt;/strong&gt; participar de processos múltiplos e distintos, mas solidários entre si, para a construção de um modelo de educação que nos ajude a desenvolver a capacidade de pensar o contexto global, o multidimensional e o complexo, amenizando os conflitos e ensinando a ética da compreensão planetária.&lt;br /&gt;O futuro já eliminou o abismo da separação ideológica e construiu pontes dialógicas. Precisamos atualizar os currículos escolares incluindo conteúdos que acessem noções de consciência e o resgate de valores humanos fundamentais, além de formar educadores para promover o desenvolvimento das comunidades enquanto famílias humanas auto-sustentáveis. Por outro lado, inúmeros projetos pedagógicos implementados no país têm evidenciado a importância da Gestão Participativa como fator crítico de sucesso. Tais intervenções colocam em pauta temas como: modelos de liderança, planejamento estratégico, indicadores de qualidade, pedagogia empreendedora, programas de formação continuada, auto-gestão, voluntariado, responsabilidade socioambiental e espiritualidade nas organizações.&lt;br /&gt;A necessidade de religar os conhecimentos dispersos exige uma nova postura da sociedade, no sentido de repensar a construção do conhecimento, rejuntando natureza, cultura, homem e cosmos para edificar uma aprendizagem cidadã que seja capaz de reconstruir a dignidade da condição humana, através de uma educação pluralista, transgressora, democrática, que garanta às futuras gerações o direito planetário de repensar o mundo de modo mais ético e responsável&lt;br /&gt;Mente aberta e disposição para correr riscos são duas qualidades de caráter que resultam num diferencial qualitativo para o cidadão do nosso tempo, porque criam um ambiente favorável para as mudanças de paradigmas e revisão de crenças e valores num processo que visa despertar o potencial criativo, transformador e afetivo do ser humano integral – corpo, mente e espírito – que somos. E assim, promover o resgate e a valorização da vida e desenvolver a nossa identidade pessoal em conexão com a identidade cultural e comunitária, num diálogo construtivo permanente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-6369657835358637443?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/6369657835358637443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=6369657835358637443&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6369657835358637443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6369657835358637443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/08/cidadaos-terrestres.html' title='CIDADÃOS TERRESTRES'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TG_knlbK-UI/AAAAAAAAAZ8/KcTyW6BsjpI/s72-c/Valores+Humanos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-2542576551103157388</id><published>2010-08-15T18:47:00.003-03:00</published><updated>2010-08-15T18:52:50.021-03:00</updated><title type='text'>EM DIREÇÃO AO CAMINHO DE SI MESMO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TGhhcHCUBBI/AAAAAAAAAZ0/yYjXeblIfhY/s1600/merkaba.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505757680013411346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TGhhcHCUBBI/AAAAAAAAAZ0/yYjXeblIfhY/s320/merkaba.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;A Iluminação é “encontrar a si mesmo”, “conhecer a si mesmo” e o primeiro paradoxo é que, quando você conhece a si mesmo você descobre que não existe nenhum eu, nenhum você. E se você não encontrou ninguém, quem se Iluminou? – esse é o segundo paradoxo. O Momento Presente, o Agora, tem duas dimensões: a primeira dimensão é o Mundo das Formas (a dimensão das pessoas, dos objetos, das coisas) o Universo Físico (e por falar em Universo, um dia todos vão descobrir que o Universo é um Organismo Vivo e Consciente); a segunda dimensão do Agora é a Dimensão do Espaço, que precede a primeira, mas na realidade só existe um Agora. Portanto, não se deve confundir o Agora que é o espaço do Momento Presente com o Conteúdo do Agora, que muda a cada instante. Essa é a beleza da vida... (Swami Prasado)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em algum momento dessa Nova Era, chegará a ocasião em que a raça humana irá dar uma espécie de salto qualitativo à frente, no caminho de sua própria evolução, passando para uma condição de autopercepção e autoconsciência ampliadas, de maior nitidez intelectual, de harmonia moral aperfeiçoada, de consciência superior, de amorosa unidade entre todos os seres do planeta.&lt;br /&gt;Esta mudança irá ocorrer quando informações e experiência suficientes já houverem sido produzidas para capacitar a humanidade a emergir dos conflitos, das confusões, da ignorância, das pobrezas psicoemocionais dentro das quais se há aprisionado em suas próprias fraquezas e em seu próprio desenvolvimento tão tensionante.&lt;br /&gt;Essa transformação estará voltada para a investigação de domínios ainda desconhecidos do corpo, da mente e do espírito; e tais descobrimentos irão permitir o nascimento de uma perspectiva nova e mais elevada, uma forma superior de ser, sentir, ver, ouvir, saber e relacionar-se.&lt;br /&gt;Este passo na evolução já está sendo dado, pois que é nítido que estão se tornando cada vez mais comuns indivíduos com esta faculdade; também enquanto raça, estamos nos aproximando cada vez mais do estágio de mente autoconsciente a partir do qual é efetuada a transição para o de consciência cósmica.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;“Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes das montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que, entrar nele, nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Nem você pode voltar. Voltar é impossível na existência; você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar a entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se o oceano. Por um lado é desaparecimento, e por outro lado é uma tremenda ressurreição” (OSHO).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;A evolução humana está se acelerando de modo fantástico já há muitas pessoas interessadas na investigação dos potenciais de seus próprios “corpomentes”. Esta exploração está começando a nível muito particular e pessoal, mas irá por fim desencadear o desenvolvimento da transformação maciça de todas as crianças e formas humanas. A cada momento que se passa nosso “corpomente” está em meio ao processo de fluir do tempo, transportando-nos de ontem para amanhã, sobre uma ponte flexível que somos nós mesmos aqui e agora.&lt;br /&gt;Deste modo, nossa estrutura física e nossa forma atual, a cada momento dado, são apenas fatias do processo contínuo de vida, morte e renascimento, dentro do qual estamos mergulhados. Neste sentido, todas as nossas características físicas e todas as nossas conformações são reflexos preciso das atividades físicas e emocionais da nossa vida, revelando nossas histórias com cicatrizes e terrenos acidentados, mas também sugerindo nosso futuro, em seu potencial de desenvolvimento e transformação. O trabalho básico tem que ser feito no ponto de partida – sobre si mesmo.&lt;br /&gt;As interações sociais, culturais e globais dependem das ações e movimentos de indivíduos que compõem a rede física e psicológica dos grupos.&lt;br /&gt;Para que os grupos se modifiquem e se aperfeiçoem, seus membros primeiro têm de vencer o grande desafio – mudar e desenvolver.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora. Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso? Na realidade, quem é você para não ser? Você é filho do Universo. Você se fazer de pequeno não ajuda o mundo. Não há iluminação em se encolher, para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de você. Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Não está apenas em um de nós: está em todos nós. E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros". (Nelson Mandela)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-2542576551103157388?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/2542576551103157388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=2542576551103157388&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/2542576551103157388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/2542576551103157388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/08/em-direcao-ao-caminho-de-si-mesmo.html' title='EM DIREÇÃO AO CAMINHO DE SI MESMO'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TGhhcHCUBBI/AAAAAAAAAZ0/yYjXeblIfhY/s72-c/merkaba.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-4009772104696824892</id><published>2010-07-31T18:43:00.006-03:00</published><updated>2010-07-31T19:03:59.221-03:00</updated><title type='text'>HEUTAGOGIA: autonomia para transcender os limites do ensino</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TFSbKRJfN5I/AAAAAAAAAZs/h0zdQ-lKA6w/s1600/Eutagogia2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500191645630412690" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TFSbKRJfN5I/AAAAAAAAAZs/h0zdQ-lKA6w/s320/Eutagogia2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Heuriskein&lt;/em&gt; - do grego: “descobrir”; &lt;em&gt;Heurística&lt;/em&gt; - “servindo para revelar”; - &lt;em&gt;Heurëka&lt;/em&gt; - “tenho descoberto”.&lt;br /&gt;O termo &lt;strong&gt;HEUTAGOGIA&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;heuta&lt;/em&gt; – auto, próprio – e &lt;em&gt;agogus&lt;/em&gt; – guiar) foi criado em 2000 por &lt;em&gt;Stewart Hase&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Kenyon&lt;/em&gt;, propõe em contraposição a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Andragogia&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;[&lt;em&gt;Andros&lt;/em&gt; (homem), &lt;em&gt;agein&lt;/em&gt; (conduzir) e &lt;em&gt;logos&lt;/em&gt; (tratado)] e a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pedagogia&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;[&lt;em&gt;paidós &lt;/em&gt;(criança) e &lt;em&gt;agodé &lt;/em&gt;(condução)] um processo de ensino onde não há professor e o aluno é o único responsável pela aprendizagem, sendo um modelo alinhado à Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC`s e às inovações de &lt;em&gt;e-learning &lt;/em&gt;(onde o estudo se dá sem a presença intensiva do professor, necessitando da autonomia de quem aprende).&lt;br /&gt;Diz respeito ao estudo da &lt;em&gt;aprendizagem autodirigida e autodeterminada&lt;/em&gt; (na perspectiva do conhecimento compartilhado), onde o aprendiz é quem determina &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o que&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o como&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; a aprendizagem deve ocorrer. Incentiva a reflexão pessoal, a interação com os outros e a valorização das experiências pessoais. Considera a necessidade de rapidez na assimilação de conhecimento e habilidades, numa época onde as mudanças sociais e a comunicação têm um ritmo acelerado. Por esta proposta a ênfase está na aprendizagem e não no ensino. Trata–se de um conceito que &lt;em&gt;“reconhece as experiências cotidianas como fonte de saber e incorpora a autodireção da aprendizagem com foco nas experiências”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carolina Rodrigues Paz (Diretora da Aprender Consultoria e Design Ltda)&lt;/em&gt; ressalta que a questão está no desenvolvimento individual. &lt;em&gt;"Como aprender a aprender? A proposta é que conteúdos e modelos de oferta sejam pensados (desenhados) visando a habilidade de aprender e o processo de adquirir conhecimento. Neste enfoque, “ensinar” é prover os recursos, mas é aquele que aprende quem estrutura sua aprendizagem. Aprendentes podem acessar leituras e questões em outras fontes; determinar o que é interessante e o que é relevante para eles; e negociar tarefas de estudo e avaliação. Orientar (ou, se ainda preferir, “ensinar”) significa pensar mais no processo que no conteúdo; buscar sentido no mundo de quem aprende e não no de quem ensina; ir além das teorias favoritas; etc. É tudo estímulo, pois aprender é inerente ao indivíduo e é um processo que ocorre dentro e fora dele, simultaneamente (double loop learning ), ou seja, o conhecimento não é apenas internalizado, mas transforma ações. Todas as experiências, formais e informais, são válidas. A aprendizagem não é um processo linear, mas sim randômico, caótico. O desafio é maximizar isso".&lt;br /&gt;Fredric Litto&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED),&lt;/em&gt; assinala que, &lt;em&gt;"Já passamos pela Pedagogia, método que o professor determina o que e como aprender. Estamos tentando utilizar a Andragogia, teoria na qual é o professor quem determina o que, mas é o aluno quem determina como. Mas hoje, já temos de ingressar na Heutagogia, método pelo qual é o aprendiz quem fixa o que e como aprender".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Nessa perspectiva de aprendizagem centrada no aprendente, o antigo foco pedagógico de TRANSMITIR se desloca para FACILITAR, QUESTIONAR, ARGUMENTAR, CRIAR SITUAÇÕES, PROBLEMATIZAR, APOIAR, ORIENTAR e, CONSTRUIR AMBIENTES DE APRENDIZAGEM que possibilitem a exploração, representação de hipóteses, experimentação, interação, colaboração e reflexão-ação. Nesse cenário o aprendente constrói o seu conhecimento, adquire confiança e desenvolve autonomia.&lt;br /&gt;Com a crescente difusão da educação a distância e os recursos como a teleconferência, pode-se adotar a &lt;em&gt;Heutagogia Empresarial&lt;/em&gt;, ou seja, um tipo de educação empresarial (capacitação / treinamento / formação continuada / universidade corporativa) onde os colaboradores, mediados por tutores, interagem com sistemas e programas específicos e "aprendem" sozinhos, na empresa ou em casa.&lt;br /&gt;Enfim, a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;HEUTAGOGIA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; representa uma ampliação da autonomia do estudante ou treinando, pode escolher &lt;em&gt;o que&lt;/em&gt;, e &lt;em&gt;o como&lt;/em&gt; aprender em consonância com seus objetivos, desejos, possibilidades e metas pessoais. Consolida a mais recente visão sobre os fatores de sucesso na construção do conhecimento. O instrutor ou professor atua como mediador, orientando as escolhas dos aprendizes e disponibilizando meios e instrumentos adequados para a eficácia desse processo. Surge assim, a brilhante fase da aprendizagem autodeterminada, em que cada um se afirma, reassegura, realiza, como arquiteto do seu processo de construção do conhecimento. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;ABED / SEBRAE - Ecologia do Conhecimento – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://webcast4.isat.com.br/Player/Player.asp?Palestra_ID=1252"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;color:#000066;"&gt;http://webcast4.isat.com.br/Player/Player.asp?Palestra_ID=1252&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;color:#000066;"&gt;LITTO, Fredric M.; FORMIGA, Manuel M. Educação a distância: o estado da arte. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2008.&lt;br /&gt;ZEZINA, Bellan. Heutagogia - Aprenda a Aprender Mais e Melhor. São Paulo: Socep &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.humus.com.br/news_05_07a.htm"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;color:#000066;"&gt;http://www.humus.com.br/news_05_07a.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-4009772104696824892?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/4009772104696824892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=4009772104696824892&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4009772104696824892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4009772104696824892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/07/heutagogia-autonomia-para-transcender.html' title='HEUTAGOGIA: autonomia para transcender os limites do ensino'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TFSbKRJfN5I/AAAAAAAAAZs/h0zdQ-lKA6w/s72-c/Eutagogia2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-6356211176767517416</id><published>2010-07-02T21:48:00.008-03:00</published><updated>2010-07-02T22:14:34.243-03:00</updated><title type='text'>SARAMAGO - Cidadão do Mundo (1922-2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TC6LM_6bCiI/AAAAAAAAAZk/9eLfW8qlG-g/s1600/Saramago1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489478051242379810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 206px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TC6LM_6bCiI/AAAAAAAAAZk/9eLfW8qlG-g/s320/Saramago1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;“Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;O escritor português &lt;strong&gt;José Saramago&lt;/strong&gt; nasceu na Azinhaga, aldeia ribatejana (Golegã), em 16/11/1922 e morreu em Lanzarote (Ilhas Canárias) em 18/06/2010.&lt;br /&gt;Ao longo de seis décadas de carreira literária, publicou cerca de 30 obras, entre romances, poesia, ensaios, memórias e teatro. Publicou seu primeiro romance, "&lt;em&gt;Terra do Pecado&lt;/em&gt;", em 1947. Em 1969, sob a ditadura salazarista, filiou-se ao Partido Comunista Português. Depois de 47, ficou quase 20 anos sem publicar, argumentando que "não tinha nada a dizer". Na época, teve empregos públicos e trabalhou como editor e jornalista. Entre 1966 e 1975, publicou poesia: "&lt;em&gt;Os poemas possíveis&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;Provavelmente alegria&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;O ano de 1993&lt;/em&gt;". Em 1977, publicou o romance "&lt;em&gt;Manual de pintura e caligrafia&lt;/em&gt;"; depois, vieram os contos de "&lt;em&gt;Objeto quase&lt;/em&gt;" (1978) e a peça "&lt;em&gt;A noite&lt;/em&gt;" (1979). Em 1980, aos 58 anos de idade, Saramago publica um novo romance, chamado “&lt;em&gt;Levantado do Chão&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;O reconhecimento mundial só chegou com "&lt;em&gt;Memorial do convento&lt;/em&gt;" (1982) a que se seguiu "&lt;em&gt;O ano da morte de Ricardo Reis&lt;/em&gt;", dois anos depois - os dois romances receberam o prêmio do &lt;em&gt;PEN Clube Português&lt;/em&gt;. Seu romance "&lt;em&gt;O Evangelho segundo Jesus Cristo&lt;/em&gt;", de 1991, provocou polêmica com a Igreja Católica e foi proibido em Portugal em 1992 (o romance mostrava um Jesus humano, com dúvidas e fraquezas).&lt;br /&gt;Em 1995, pelo conjunto da obra recebeu o &lt;em&gt;Prêmio Camões&lt;/em&gt; (o mais importante da literatura da língua portuguesa) e ainda em 1995 publicou "&lt;em&gt;Ensaio sobre a cegueira&lt;/em&gt;”: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;“Penso que estamos cegos. Cegos que vêem. Cegos que, vendo, não vêem”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - escrito próximo à virada do milênio, o romance aborda uma epidemia de cegueira repentina que acomete a inteira população de uma cidade. A cegueira como uma alegoria para o estado de crise por que passa a atual sociedade, onde, freqüentemente, os limites entre civilização e barbárie são rompidos.&lt;br /&gt;Em 1998, Saramago recebeu o &lt;strong&gt;Nobel de Literatura&lt;/strong&gt;, tornando-se o primeiro autor da língua portuguesa a obter a homenagem. Na justificativa da premiação, a academia afirmou que o português criou uma obra em que, "&lt;em&gt;mediante parábolas sustentadas com imaginação, compaixão e ironia, nos permite captar uma realidade fugitiva&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;Com a conquista do Prêmio Nobel, inicia-se uma nova fase na vida de Saramago, o público leitor multiplica-se, os livros são traduzidos em 42 línguas, publicados em 53 países, e vendem milhões de exemplares mundo afora. E fazendo uso do espaço, da atenção e notoriedade conferidas pelo prêmio Nobel, Saramago denuncia as injustiças sociais, e defende com coração e alma as causas que abraça: &lt;em&gt;Os cuidados com a infância; A educação de qualidade; Os direitos dos povos nativos da América Latina; O combate à violência doméstica; A luta pelo fim dos maus-tratos contra animais; A questão dos refugiados; O sofrimento do povo palestino&lt;/em&gt;; dentre tantas outras.&lt;br /&gt;Em 2007, aos 85 anos, o escritor é agraciado com o prêmio “Amigo das Crianças”, concedido pela fundação ‘Save the Children’. O Prêmio é um reconhecimento ao grande empenho na procura de “um mundo melhor em que todas as crianças tenham esperança e oportunidades”, o “compromisso ativo pela paz” e o “apoio continuado às campanhas e projetos relacionados com a infância e com os mais desfavorecidos”. Dentre os livros de Saramago encontra-se um dedicado ao público infantil: “&lt;em&gt;A Maior Flor do Mundo&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Ainda em 2007, conclui o livro “&lt;em&gt;A viagem do elefante&lt;/em&gt;” e viaja para o Brasil, aos 85 anos de idade, para o lançamento mundial da obra.&lt;br /&gt;Seu último romance foi "&lt;em&gt;Caim&lt;/em&gt;", lançado em 2009, também bastante criticado pela Igreja Católica por conta de sua visão pouco ortodoxa do Velho Testamento.&lt;br /&gt;No dia 18/06/2010 Saramago falece na sua residência em Lanzarote, acompanhado de &lt;em&gt;Pilar Del Rio&lt;/em&gt;, sua esposa, companheira, confidente, conselheira e tradutora.&lt;br /&gt;Com o dom de “inquietar” os seus leitores provocando reações e reflexões na leitura de suas obras, a sua palavra traduz claramente os anseios de sua alma:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;“Acho que na sociedade atual nos falta filosofia. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem idéias, não vamos a parte nenhuma. Falamos muito ao longo destes últimos anos dos direitos humanos, simplesmente deixamos de falar de uma coisa muito simples que são os deveres humanos, que são sempre deveres em relação aos outros, sobretudo. E é essa indiferença em relação ao outro, essa espécie de desprezo do outro, que eu me pergunto se tem algum sentido numa situação ou no quadro de existência de uma espécie que se diz racional. O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas covardias do cotidiano tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses. Temos que acreditar nalguma coisa e, sobretudo, temos de ter um sentimento de responsabilidade coletiva, segundo o qual cada um de nós será responsável por todos os outros. A prioridade absoluta tem de ser o ser humano. Acima dessa não reconheço nenhuma outra prioridade”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.josesaramago.org/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;color:#000000;"&gt;http://www.josesaramago.org/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.leitura.gulbenkian.pt/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;color:#000000;"&gt;http://www.leitura.gulbenkian.pt&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;color:#000000;"&gt;http://g1.globo.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;http://www.estadao.com.br&lt;/span&gt;/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-6356211176767517416?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/6356211176767517416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=6356211176767517416&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6356211176767517416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6356211176767517416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/07/saramago-cidadao-do-mundo-1922-2010.html' title='SARAMAGO - Cidadão do Mundo (1922-2010)'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/TC6LM_6bCiI/AAAAAAAAAZk/9eLfW8qlG-g/s72-c/Saramago1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-4235895006557424112</id><published>2010-03-10T21:45:00.003-03:00</published><updated>2010-03-10T22:04:35.230-03:00</updated><title type='text'>Gestão e Desenvolvimento Humano nas Organizações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S5hAcGIX6mI/AAAAAAAAAZc/IvtQqBZg6UI/s1600-h/Desenvolvimento+humano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447174600730864226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S5hAcGIX6mI/AAAAAAAAAZc/IvtQqBZg6UI/s320/Desenvolvimento+humano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No mundo do trabalho a gestão estratégica de pessoas está intimamente ligada à estratégia organizacional. A estratégia corporativa é estabelecida em função da forma como a organização quer se inserir no contexto em que atua ou quer atuar e em função do seu patrimônio de conhecimentos. Esse patrimônio é transferido para as pessoas, enriquecendo-as e preparando-as para enfrentar novas situações profissionais e pessoais, quer na empresa, quer fora delas. As pessoas, ao desenvolverem sua capacidade individual, transferem para a organização seu aprendizado capacitando-a para enfrentar novos desafios. Deste modo, o desenvolvimento organizacional e as novas possibilidades decorrentes estão intimamente ligados ao desenvolvimento das pessoas, sobretudo porque são elas que implementam as estratégias da organização (DUTRA, 2002).&lt;br /&gt;A mudança no papel da área de RH nos cenários organizacionais contemporâneos aponta para o fortalecimento dos líderes enquanto gestores de pessoas e responsáveis pelo desenvolvimento do capital humano.&lt;br /&gt;A cada dia fica mais claro que o grande diferencial entre empresas ou sociedades é a forma pela qual aproveitam o seu potencial humano disponível. A maioria das organizações pensa nos seus talentos como indivíduos e “times de trabalho” em que o 'background', as capacidades, as competências, o conhecimento e os resultados de desempenho contribuem para o negócio em termos muito significativos.&lt;br /&gt;GRANDES TALENTOS normalmente são referências que fazemos à aqueles colaboradores que podem ser descritos como recursos-chave em papéis críticos, nas funções de liderança, em cargos técnicos e operacionais estratégicos ou em lugares de especialidade que são determinantes para o negócio; profissionais com níveis muito elevados de performance, com um histórico excepcional de resultados, que dominam o seu trabalho, que se desenvolvem continuamente e mostram capacidade para se adaptarem às mudanças - indivíduos que demonstram habilidade para assumir novos desafios numa base consistente; ou ainda, talentos potenciais emergentes - aqueles que apresentam sinais de desempenho superior mas ainda não tiveram oportunidade de evidenciá-lo.&lt;br /&gt;Essas demandas e expectativas apontam para a necessidade de uma atenção rigorosa aos processos de captação, seleção, contratação, retenção, capacitação e treinamento, e gestão do desempenho, e implementação de um sistema de desenvolvimento de carreira que permita que as pessoas certas estejam fazendo as coisas certas no lugar certo. E isso começa pela capacidade da organização saber claramente e comunicar aos colaboradores sua missão, visão, valores e competências essenciais que são requeridas pelo negócio; bem como, as competências individuais, as responsabilidades por resultados, as expectativas de desempenho e a formação e experiência requerida para a missão profissional dos diversos cargos e funções.&lt;br /&gt;Nesse processo de consolidação das transformações que vêm ocorrendo no modelo de gestão e desenvolvimento de pessoas, é fundamental pensar o profissional em toda a sua trajetória de crescimento na organização.&lt;br /&gt;As organizações que vão se destacar no cenário da competitividade pujante, ou mesmo sobreviver nele, serão aquelas que priorizarão o desenvolvimento e o bem-estar de seus talentos, gerando políticas de gestão de pessoas que preconizem sua maior valorização. Isso porque se acredita que a capacidade de uma organização de ser competitiva está diretamente relacionada à sua capacidade de reunir e produzir conhecimento (DEMO, 2008).&lt;br /&gt;Como, então, agir diante desses desafios? Na visão de profissionais de recursos humanos, considerados formadores de opinião (Pesquisa FIA/FEA/USP), os caminhos preferenciais recaem em investir mais na capacitação e no desenvolvimento das lideranças; redefinir, aprimorar e/ou reestruturar as políticas de gestão de pessoas das organizações e atuar mais intensamente na educação, no treinamento e no desenvolvimento dos profissionais e times de trabalho.&lt;br /&gt;Compatibilizar o crescimento das pessoas com o da empresa continua sendo o principal objetivo do processo de desenvolvimento e educação corporativo e o conceito de competências é o elemento de referência para a gestão de carreiras e das práticas de treinamento e desenvolvimento.&lt;br /&gt;Consideradas essas premissas, é fundamental ainda focar a Gestão Estratégica de Pessoas e o Processo de Educação e Treinamento na dimensão de princípios educacionais que nos remetem para a busca da autonomia de aprendizagem de cada profissional que se consolida no &lt;strong&gt;aprender a conhecer&lt;/strong&gt;, dominando os instrumentos de compreensão, o que pressupõe, antes de tudo, o aprender a aprender; &lt;strong&gt;aprender a fazer&lt;/strong&gt;, para poder agir sobre o meio com que interage, sendo cidadão e profissional consciente da responsabilidade social implícita na qualidade do que faz; &lt;strong&gt;aprender a conviver&lt;/strong&gt;, participando e cooperando com os outros em todas as atividades humanas, sendo cidadão comprometido com as mudanças que assegurem qualidade à vida das pessoas da comunidade e implementem o desenvolvimento social, econômico e cultural; &lt;strong&gt;aprender a ser&lt;/strong&gt;, tendo por objeto “a realização integral do homem, em toda a sua riqueza e na complexidade das suas expressões e dos seus compromissos: como indivíduo, membro de uma família e de uma coletividade, cidadão e produtor, inventor de técnicas e criador de sonhos (Relatório UNESCO sobre a Educação para o séc. XXI).&lt;br /&gt;Igualmente importantes são os princípios metodológicos que direcionam os instrutores, facilitadores, orientadores, líderes, mediadores, e consultores a:&lt;br /&gt;1- Considerar que a educação e treinamento desejados se darão com o conhecimento evidenciado pela capacidade do fazer, e não apenas com o conhecimento advindo do contato com a informação;&lt;br /&gt;2- Cuidar para que a viabilização da educação e treinamento se dê mais na sistemicidade, nos processos e nos ciclos complementares de aprendizagem do que no contato informativo de disciplinas e de conhecimentos apenas teóricos;&lt;br /&gt;3- Fortalecer o princípio de que a educação e treinamento surtem mais efeito sistêmico quando é capaz de reunir e coordenar esforços, talentos e recursos em forma de intervenções estruturais na prática profissional;&lt;br /&gt;4- Promover o desenvolvimento de projetos integrados e interligados de maneira a trazerem significado ao todo em que se constitui o programa;&lt;br /&gt;5-Orientar todas as ações para o enfoque de resultados por orientação sistêmica, a partir de uma matriz de causalidade cruzada entre os resultados desejados, para que se tenha um caminho crítico do sucesso de todo o programa e da participação de cada profissional;&lt;br /&gt;6- Desenvolver linha de agregação de valores através da reflexão sobre a ação de modo que a aprendizagem seja sempre considerada a partir do que se pratica;&lt;br /&gt;7 - Basear-se nas disciplinas de aprendizagem propostas por SENGE (2005) para as “Organizações que aprendem”, a saber:&lt;br /&gt;- Maestria Pessoal: aprender a expandir nossa capacidade pessoal para criar os resultados que mais desejamos, e criar um ambiente organizacional que estimule todos os seus colaboradores a se desenvolverem na direção das metas e fins escolhidos. Implica em manter tanto uma visão pessoal quanto uma visão clara e objetiva da realidade;&lt;br /&gt;- Modelos Mentais: pressupostos profundamente enraizados, generalizações ou imagens que temos e que influenciam o modo como percebemos o mundo e agimos;&lt;br /&gt;- Visão Compartilhada: construção de um senso de compromisso em um grupo, desenvolvendo imagens compartilhadas do futuro que buscamos criar, e os princípios e práticas orientadas pelos quais esperamos chegar lá;&lt;br /&gt;- Aprendizado em equipe: transformar as habilidades conversacionais e coletivas de raciocínio, de modo a que grupos de pessoas possam, com confiança, desenvolver inteligência e capacidade maiores do que a soma dos seus talentos;&lt;br /&gt;- Pensamento Sistêmico: capacidade para se concentrar em perceber as inter-relações em lugar de coisas, processos e não imagens estáticas, valorizando mais as tendências e forças de mudanças que os eventos cotidianos;&lt;br /&gt;- Valorizar a Liderança: reformatando a visão tradicional de pessoas especiais que direcionam o rumo de ações, tidas como carismáticas tomadoras de decisões, para líderes que são planejadores, professores e regentes, papéis estes que exigem habilidades de construir visões compartilhadas, de questionar modelos mentais vigentes, incentivando padrões mais sistêmicos de pensamento, capazes de, numa organização aprendente, mobilizar as pessoas para estarem continuamente expandindo sua capacidade de criar o futuro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;DEMO, Gisela. Políticas de Gestão de Pessoas nas Organizações: o papel dos valores pessoais e da justiça organizacional. São Paulo: Atlas, 2008&lt;br /&gt;SENGE, Peter M. A Quinta Disciplina: arte e prática da organização que aprende.. 20ª ed. Rio de Janeiro: Best Seller, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-4235895006557424112?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/4235895006557424112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=4235895006557424112&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4235895006557424112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4235895006557424112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/03/gestao-e-desenvolvimento-humano-nas.html' title='Gestão e Desenvolvimento Humano nas Organizações'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S5hAcGIX6mI/AAAAAAAAAZc/IvtQqBZg6UI/s72-c/Desenvolvimento+humano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-4863624351646555641</id><published>2010-02-14T00:09:00.008-03:00</published><updated>2010-02-14T02:34:52.170-03:00</updated><title type='text'>Índice de Felicidade Interna Bruta (FIB)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S3drXYah5HI/AAAAAAAAAZU/Y8ujRsGwmrk/s1600-h/FIB.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437933124508050546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 265px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S3drXYah5HI/AAAAAAAAAZU/Y8ujRsGwmrk/s320/FIB.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Felicidade Interna Bruta (FIB)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Gross National Happiness (GNH)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é um conceito de desenvolvimento social criado em contrapartida ao &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Produto Interno Bruto (PIB).&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Trata-se de um &lt;em&gt;indicador sistêmico&lt;/em&gt; desenvolvido no &lt;em&gt;Butão&lt;/em&gt;, um pequeno país do Himalaia. O conceito nasceu em 1972, elaborado pelo rei butanês &lt;em&gt;Jigme Singya Wangchuck&lt;/em&gt;. Desde então, o reino de Butão, com o apoio do &lt;em&gt;PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)&lt;/em&gt;, começou a colocar esse conceito na prática, e atraiu a atenção do resto do mundo com a sua nova fórmula para medir o progresso de uma comunidade ou nação baseado na premissa de que o objetivo principal de uma sociedade não deveria ser somente o crescimento econômico, mas a integração do desenvolvimento material com o psicológico, o cultural e o espiritual. Os princípios ligados à sustentabilidade são parte integrante dessa abordagem do FIB. O desenvolvimento sustentável os fez focar na necessidade por equilíbrio, entre o suprimento e a demanda dos materiais que utilizam no dia-a-dia. Todavia, uma vez que é da natureza humana buscar a felicidade, é preciso ir um pouco além dos princípios de desenvolvimento sustentável, trabalhando nove dimensões:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. BEM-ESTAR PSICOLÓGICO&lt;/strong&gt;: Avalia o grau de satisfação e de otimismo que cada indivíduo tem em relação a sua própria vida. Os indicadores incluem a prevalência de taxas de emoções tanto positivas quanto negativas, e analisam a auto-estima, sensação de competência, estresse, e atividades espirituais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. SAÚDE:&lt;/strong&gt; Mede a eficácia das políticas de saúde, com critérios como auto-avaliação da saúde, invalidez, padrões de comportamento arriscados, exercício, sono, nutrição, etc.&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;USO DO TEMPO:&lt;/strong&gt; Este é um dos mais significativos fatores na qualidade de vida, especialmente o tempo para o lazer e socialização com família e amigos. A gestão equilibrada do tempo é avaliada, incluindo tempo no trânsito, no trabalho, nas atividades educacionais, etc.&lt;br /&gt;4. &lt;strong&gt;VITALIDADE COMUNITÁRIA:&lt;/strong&gt; Foca nos relacionamentos e interações na comunidade. Examina o nível de confiança, a sensação de pertencimento, a vitalidade dos relacionamentos afetivos, a segurança em casa e na comunidade, a prática de doação e de voluntariado.&lt;br /&gt;5. &lt;strong&gt;EDUCAÇÃO:&lt;/strong&gt; Leva em conta fatores como participação em educação formal e informal, competência, envolvimento na educação dos filhos, valores em educação, educação ambiental, etc.&lt;br /&gt;6. &lt;strong&gt;CULTURA:&lt;/strong&gt; Avalia as tradições locais, festivais, valores nucleares, participação em eventos culturais, oportunidades de desenvolver capacidades artísticas, e discriminação por causa de religião, raça ou gênero.&lt;br /&gt;7. &lt;strong&gt;MEIO AMBIENTE:&lt;/strong&gt; Mede a percepção dos cidadãos quanto à qualidade da água, do ar, do solo, e da biodiversidade. Os indicadores incluem acesso a áreas verdes, sistema de coleta de lixo, etc.&lt;br /&gt;8. &lt;strong&gt;GOVERNANÇA:&lt;/strong&gt; Avalia como a população enxerga o governo, a mídia, o judiciário, o sistema eleitoral, e a segurança pública, em termos de responsabilidade, honestidade e transparência. Também mede a cidadania e o envolvimento dos cidadãos com as decisões e processos políticos.&lt;br /&gt;9. &lt;strong&gt;PADRÃO DE VIDA:&lt;/strong&gt; Avalia a renda individual e familiar, a segurança financeira, o nível de dívidas, a qualidade das habitações, etc.&lt;br /&gt;Desde o início do século 21, as Conferências Internacionais sobre FIB começaram a ser promovidas – primeiro no Butão, depois na Nova Escócia, no Canadá, em 2005, em Bangcoc, na Tailândia em 2007, novamente no Butão em 2008, e finalmente no Brasil em 2009. Durante esse período também, o Centro para Estudos do Butão, sob o patrocínio do Programa para Desenvolvimento Econômico das Nações Unidas, e juntamente com um grupo de especialistas internacionais, desenvolveu um indicador de FIB para medir esse conceito quantitativa, qualitativa e estatisticamente. Baseando-se na premissa de que mensurações de bem-estar de natureza subjetiva são tão importantes como as medidas de consumo do PIB, o bem-estar ou a felicidade de uma população são analisados pela mensuração dos fatores que, de acordo com a nova Ciência da Hedônica levam a esse estado. Sobre o assunto, a &lt;em&gt;Dra. Susan Andrews&lt;/em&gt; (psicóloga e antropóloga formada pela Universidade de Harvard, fundadora e coordenadora da Ecovila Parque Ecológico Visão Futuro no interior de São Paulo, e coordenadora do FIB no Brasil), proferindo Palestra na 1ª Conferência Internacional do FIB em São Paulo (2008) salientou: &lt;em&gt;“Na última década, um número cada vez maior de cientistas tem se esforçado para decifrar os segredos da felicidade. Uma nova disciplina tem sido recentemente desenvolvida, chamada de a “ciência da hedônica”. A palavra “hedônica” foi cunhada pelo psicólogo Daniel Kahneman, que ganhou o prêmio Nobel de Economia em 2002. Esse termo denota a pesquisa científica quanto as fontes da felicidade humana. De acordo com esses estudos, até um certo nível de riqueza, o sucesso material de fato traz mais felicidade. Por exemplo, quando uma pessoa progride de um estado de absoluta pobreza e miséria até o atendimento das suas necessidades de sobrevivência, e desse nível de sobrevivência até uma vida confortável, e depois de uma vida confortável até um certo grau de luxo, sua felicidade de fato aumenta. Contudo, após um certo ponto, mais bens materiais não trazem mais satisfação. O que importa a esta altura são os chamados “fatores não-materiais”, tais como companheirismo, famílias harmoniosas, relacionamentos amorosos, e uma sensação de se viver uma vida significativa. Nós, enquanto seres humanos, temos fome não apenas por alimento para o corpo, mas também para a alma”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Os pesquisadores sobre felicidade da “ciência da hedônica” definem a felicidade (algumas vezes chamada de “bem-estar subjetivo”) como a combinação de três aspectos: o grau e a freqüência de sentimentos positivas; o nível médio de satisfação que a pessoa reporta durante um período mais alongado de tempo; e o grau de ausência de sentimentos negativos. Até recentemente os cientistas sociais evitavam discutir o tema da felicidade porque eles acreditavam que seria muito difícil medi-la. Mas nos últimos anos as pesquisas hedônicas tiveram um crescimento dramático, com mais de 27 mil artigos publicados em jornais científicos apenas nos últimos 18 meses. Novas ferramentas, como Imageamento por Ressonância Magnética Funcional e mensurações de níveis hormonais, têm permitido que cientistas vejam quais as áreas do cérebro que se tornam ativas sob determinadas circunstâncias, e quais os hormônios que são secretados quando alegamos estar nos sentindo felizes. Logo, os cientistas atualmente medem a felicidade sob diversos ângulos: através de tomografia cerebral, eletromiografia facial, níveis hormonais, etc. E eles também fazem uso de questionários que avaliam o bem-estar subjetivo, cujos resultados são quase que uniformemente de acordo com os correlatos mais objetivos sobre a felicidade. Isso tudo dá aos cientistas a segurança de que a felicidade pode ser medida por indicadores subjetivos, e que esses levantamentos podem e devem ser usados apara mapear políticas públicas visando a qualidade de vida da sociedade.&lt;br /&gt;Em síntese, o FIB é um catalisador de mudança, um processo de mobilização social em prol do bem-estar coletivo e do desenvolvimento sustentável. Também é um processo de conscientização das lideranças locais para a formação de parcerias entre os principais setores da sociedade: governo, empresas, cidadania e academia, visando o bem-estar social e a felicidade de todos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"... tudo o que acontece no mundo, seja no meu país, na minha cidade ou no meu bairro, acontece comigo. Então, eu preciso participar das decisões que interferem na minha vida." (Herbert José de Sousa, “Betinho”).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.visaofuturo.org.br/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;www.visaofuturo.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://felicidadeinternabruta.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://felicidadeinternabruta.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.felicidadeinternabruta.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.felicidadeinternabruta.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG80676-6048-501,00.html"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG80676-6048-501,00.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-4863624351646555641?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/4863624351646555641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=4863624351646555641&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4863624351646555641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4863624351646555641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/02/indice-de-felicidade-interna-bruta-fib.html' title='Índice de Felicidade Interna Bruta (FIB)'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S3drXYah5HI/AAAAAAAAAZU/Y8ujRsGwmrk/s72-c/FIB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-2903824640637565441</id><published>2010-02-13T00:02:00.006-03:00</published><updated>2010-02-13T00:47:55.544-03:00</updated><title type='text'>Edgar Morin: O Pensador Planetário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S3YgiFS2w2I/AAAAAAAAAZM/Jv0QNii6qiI/s1600-h/edgarmorin.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437569370005357410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S3YgiFS2w2I/AAAAAAAAAZM/Jv0QNii6qiI/s320/edgarmorin.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em 2009, a &lt;em&gt;Comunidade do Pensamento Complexo-CPC&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;organizou uma homenagem virtual para celebrar o 88º aniversário de pensador francês &lt;strong&gt;Edgar Morin&lt;/strong&gt;, filósofo, sociólogo, antropólogo, historiador, diretor de pesquisas do “Centre National de la Recherche Scientifique” e presidente da “Association pour la Pensée Complexe” (Paris); que, com constância, humildade e entusiasmo, tem dedicado sua vida a pensar na complexidade humana.&lt;br /&gt;No seu texto intitulado &lt;em&gt;“Antropologia da liberdade”,&lt;/em&gt; Morin, ao se referir aos &lt;em&gt;“Despertos e Sonâmbulos”&lt;/em&gt; nos adverte que: &lt;em&gt;“Somos autômatos, sonâmbulos, possuídos. Mas também podemos ser conscientes de nosso sonambulismo, automatismo e possessões. Somos máquinas na maioria das vezes triviais. Mas também somos sujeitos conscientes, capazes de auto-afirmação. É por isso que somos também máquinas não-triviais. De certo modo, podemos tomar posse daquilo que nos possui. O círculo da dupla possessão prolonga e transforma o círculo da autonomia/dependência. A auto-afirmação do sujeito se apropria daquilo que o possui sem deixar de estar possuído. Assim como podemos possuir o amor que nos possui, o sujeito consciente também pode possuir aquilo que o possui. A consciência é a emergência de muitas possessões possuídas, dependências produtoras de autonomia, metaponto de vista reflexivo de si sobre si, metaponto de vista de conhecimento do conhecimento. É também a condição da liberdade humana. A auto-afirmação do sujeito (subjetiva) é o ato pelo qual ele se apossa de suas possessões, o ato de apropriar-se de seu destino. Na consciência está o ato de auto-afirmação do sujeito e no ato de auto-afirmação do sujeito está o ato de auto-afirmação da consciência. Claro está que as concepções dominantes que ignoram o sujeito, a consciência, a criatividade, são incapazes de perceber a autonomia e a liberdade. O sujeito está no centro da autonomia humana: nele está a consciência, a reflexividade, a existencialidade”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Entre as produções da coleção de contribuições literárias, artísticas, filosóficas e reflexivas que homenagearam o mestre, está o texto abaixo reproduzido, de autoria da poetisa argentina Marta Zoya, que traduz muito bem a nossa admiração pelo Prof. Morin, nos quatro cantos do mundo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;88 AGRADECIMIENTOS PARA EDGAR MORIN DESDE EDGAR MORIN&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Por Marta Elena Zoya (&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="mailto:marta.zoya@]gmail.com"&gt;marta.zoya@]gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;01. Gracias por “resistir al dolor, al horror y al secreto”;&lt;br /&gt;02. Gracias por su oposición a las ideas dominantes;&lt;br /&gt;03. Gracias por su oposición a las ideas imperantes;&lt;br /&gt;04. Gracias por la fidelidad a sus principios;&lt;br /&gt;05. Gracias por pensar su propia vida;&lt;br /&gt;06. Gracias por mostrarse como un hombre común;&lt;br /&gt;07. Gracias por no ocultar que el “hombre” puede llorar;&lt;br /&gt;08. Gracias por escapar a varias aniquilaciones;&lt;br /&gt;09. Gracias por elegir la andadura autodidacta;&lt;br /&gt;10. Gracias por transitar su propio y particular camino;&lt;br /&gt;11. Gracias por echar luz sobre otros posibles caminos;&lt;br /&gt;12. Gracias por el esfuerzo de acceder a la cultura por sus propios medios;&lt;br /&gt;13. Gracias por dudar de lo establecido;&lt;br /&gt;14. Gracias por el desafío de saber;&lt;br /&gt;15. Gracias por pensar en movimiento;&lt;br /&gt;16. Gracias por advertirnos sobre la ilusión y el error;&lt;br /&gt;17. Gracias por reconocer sus propios demonios;&lt;br /&gt;18. Gracias por enfrentar la simplificación;&lt;br /&gt;19. Gracias por presentarnos a la señora “incertidumbre”;&lt;br /&gt;20. Gracias por su inagotable esfuerzo por “una cabeza bien puesta”;&lt;br /&gt;21. Gracias por su palabra clara, sencilla, didáctica;&lt;br /&gt;22. Gracias por su interrogación incesante;&lt;br /&gt;23. Gracias por articular los saberes;&lt;br /&gt;24. Gracias por anticiparnos que la sociedad humana deberá Transformarse;&lt;br /&gt;25. Gracias por la doble implicancia: Reformar el pensamiento para reformar la enseñanza&lt;br /&gt;y viceversa;&lt;br /&gt;26. Gracias por unir, religar; en contraposición a dividir, compartimentar;&lt;br /&gt;27. Gracias por desmistificar la objetividad científica;&lt;br /&gt;28. Gracias por cuestionar la objetividad del investigador;&lt;br /&gt;29. Gracias por su vocación de trabajar la contradicción;&lt;br /&gt;30. Gracias por su contribución al estudio de la Complejidad Organizada;&lt;br /&gt;31. Gracias por la “nueva conjugación” del análisis y la síntesis;&lt;br /&gt;32. Gracias por enfrentar la auto-crítica;&lt;br /&gt;33. Gracias por su inagotable capacidad de asombrarse y asombrarnos;&lt;br /&gt;34. Gracias por las verdades dialógicas;&lt;br /&gt;35. Gracias por pensar y repensar su pensamiento;&lt;br /&gt;36. Gracias por “la esperanza”;&lt;br /&gt;37. Gracias por “alimentarse de mil flores”;&lt;br /&gt;38. Gracias por escuchar el mensaje ecologista;&lt;br /&gt;39. Gracias por “lo demás…”;&lt;br /&gt;40. Gracias por no resignarse al saber parcializado;&lt;br /&gt;41. Gracias por su estrategia;&lt;br /&gt;42. Gracias por dar cuenta del mundo, mutilándolo lo menos posible;&lt;br /&gt;43. Gracias por contagiarnos su amor por los libros;&lt;br /&gt;44. Gracias por unir el rompecabezas que forma el rostro de la Antropo-Etica;&lt;br /&gt;45. Gracias por la necesariedad de una conciencia planetaria/telúrica/ecológica/antropológica&lt;br /&gt;46. Gracias por su tenaz dedicación a elaborar un “Método” capaz de aprehender la&lt;br /&gt;Complejidad;&lt;br /&gt;47. Gracias por descubrir la progresiva ceguera que acompaña los progresos del&lt;br /&gt;conocimiento tecnocientífico;&lt;br /&gt;48. Gracias por ser el promotor de un conocimiento multidimensional de los fenómenos&lt;br /&gt;humanos;&lt;br /&gt;49. Gracias por atreverse a construir una gran síntesis;&lt;br /&gt;50. Gracias por vaticinar que nuestra especie se aproxima a una mutación de sus&lt;br /&gt;herramientas de conocimiento;&lt;br /&gt;51. Gracias por el Paradigma de la Complexjidad;&lt;br /&gt;52. Gracias por su “indisciplina” intelectual;&lt;br /&gt;53. Gracias por su valiente trayectoria;&lt;br /&gt;54. Gracias por su talento;&lt;br /&gt;55. Gracias por sugerirnos armarnos con una ardiente paciencia;&lt;br /&gt;56. Gracias por proponer una perspectiva transdisciplinaria;&lt;br /&gt;57. Gracias por su tenacidad;&lt;br /&gt;58. Gracias por su lucha sin agresión;&lt;br /&gt;59. Gracias por la política que une;&lt;br /&gt;60. Gracias por la ética de la fraternidad;&lt;br /&gt;61. Gracias por valorar la amistad;&lt;br /&gt;62. Gracias por valorar el amor;&lt;br /&gt;63. Gracias por su siempre presente sonrisa;&lt;br /&gt;64. Gracias por su poesía;&lt;br /&gt;65. Gracias por su ternura;&lt;br /&gt;66. Gracias por su vida y su humanidad;&lt;br /&gt;67. Gracias por enfrentar y desafiar las reglas;&lt;br /&gt;68. Gracias por resistir a la crítica y la marginación;&lt;br /&gt;69. Gracias por su rebeldía;&lt;br /&gt;70. Gracias por su perseverancia;&lt;br /&gt;71. Gracias por su generosidad;&lt;br /&gt;72. Gracias por su modestia;&lt;br /&gt;73. Gracias por devolverle al hombre su unidad;&lt;br /&gt;74. Gracias por su aporte a la educación del futuro;&lt;br /&gt;75. Gracias por haber sembrado en el desierto;&lt;br /&gt;76. Gracias por cosechar respeto y reconocimiento;&lt;br /&gt;77. Gracias por su intensa experiencia vital;&lt;br /&gt;78. Gracias por su intensa experiencia intelectual;&lt;br /&gt;79. Gracias por reflotar la tolerancia y la comprensión;&lt;br /&gt;80. Gracias por su honestidad;&lt;br /&gt;81. Gracias por su creativa producción;&lt;br /&gt;82. Gracias por su sabiduría;&lt;br /&gt;83. Gracias por su compromiso;&lt;br /&gt;84. Gracias por seguir siendo vanguardia;&lt;br /&gt;85. Gracias por “tener todas las edades de la vida humana”;&lt;br /&gt;86. Gracias por ser un Padre Planetario;&lt;br /&gt;87. Gracias por “ser lo que es”;&lt;br /&gt;88. Gracias por su L O N G E V I D A D!&lt;br /&gt;Feliz Cumpleaños !!! Bon anniversaire !!!&lt;br /&gt;Yo te admiro. Je t’admire&lt;br /&gt;Yo te respeto. Je t’respecte&lt;br /&gt;Yo te amo. Je t’aime&lt;br /&gt;Marta E. Zoya&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referência: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pensamientocomplejo.com.ar/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.pensamientocomplejo.com.ar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-2903824640637565441?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/2903824640637565441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=2903824640637565441&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/2903824640637565441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/2903824640637565441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/02/em-2009-comunidade-do-pensamento.html' title='Edgar Morin: O Pensador Planetário'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S3YgiFS2w2I/AAAAAAAAAZM/Jv0QNii6qiI/s72-c/edgarmorin.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-1501599556419477307</id><published>2010-02-07T20:25:00.005-03:00</published><updated>2010-02-07T20:41:53.176-03:00</updated><title type='text'>Humanização em Atendimento à Saúde - Foco no Cliente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S29N2OW4qkI/AAAAAAAAAY8/BXXGI-b2bTc/s1600-h/SaÃºde_HumanizaÃ§Ã£o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435648869221837378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S29N2OW4qkI/AAAAAAAAAY8/BXXGI-b2bTc/s320/Sa%C3%BAde_Humaniza%C3%A7%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;“Por vezes, quando reflito sobre as tremendas conseqüências que resultam das pequenas coisas... Fico tentado a pensar... que não há pequenas coisas” (Bruce Barton)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Vivemos numa sociedade espantosamente dinâmica, instável e evolutiva - correrá sérios riscos quem ficar esperando para ver o que acontece, porquanto, a adaptação a essa realidade será, cada vez mais, uma questão de sobrevivência. A única certeza estável é a certeza de que tudo vai mudar!&lt;br /&gt;Nesse cenário, &lt;em&gt;“(...) Nós somos transeuntes, passageiros de um tempo de transmutação, transmutação consciencial, transmutação dos nossos valores, dos nossos conceitos e das nossas atitudes” (Roberto Crema).&lt;/em&gt; E as organizações precisam repensar seus papéis, a “Competência” será o grande “capital” das empresas neste Século XXI e o diferencial estará a cada dia mais na &lt;strong&gt;qualidade&lt;/strong&gt;, nas &lt;strong&gt;pessoas&lt;/strong&gt; e na &lt;strong&gt;prestação de serviços&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Prestar um Atendimento de Qualidade&lt;/em&gt; é garantir uma experiência positiva para cada cliente - é suprir expectativas e satisfazer necessidades, descobrindo oportunidades de surpreender e cativar. E se isso é importante nos vários segmentos da economia de mercado, é sobremodo essencial no setor de prestação de serviços de saúde. O Ministério da Saúde na implementação da Política Nacional de Humanização (PNH) ressalta a necessidade de comprometimento nas dimensões de prevenir, cuidar, proteger, tratar, recuperar, promover, enfim, produzir saúde - e traduz o processo de acolhimento na perspectiva de que &lt;em&gt;“(...) Acolher é dar acolhida, admitir, aceitar, dar ouvidos, dar crédito a, agasalhar, receber, atender, admitir (FERREIRA, 1975). O acolhimento como ato ou efeito de acolher, expressa, em suas várias definições, uma ação de aproximação, um `estar com´ e um `estar perto de´, ou seja, uma atitude de inclusão”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O conceito de Saúde é bastante amplo, a OMS a define como &lt;em&gt;"o completo bem-estar físico, psíquico e social, ocorrendo conjuntamente, e não apenas ausência de doenças ou enfermidade“.&lt;/em&gt; Uma organização hospitalar é um sistema complexo, onde as estruturas e os processos são de tal forma interligadas, que o funcionamento de um componente interfere em todo o conjunto e no resultado final. A missão essencial das instituições hospitalares é atender a seus clientes da forma mais adequada, com foco na melhoria contínua da qualidade de sua gestão e assistência; buscando uma integração harmônica das áreas médica/enfermagem, tecnológica, rh, administrativa, financeira, assistencial, de ensino e pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Quando os hospitais tratam seus pacientes como clientes o atendimento é semelhante a de um hotel, a sensação é de um local para recuperação. Quando os hospitais tratam as pessoas como pacientes, acaba se parecendo com um hospital para doentes. Todos os hospitais, públicos e privados deveriam se preocupar em mudar seus conceitos de atendimentos” (Depoimento de Régis P. Inácio (S.B. Campo, SP, &lt;span style="color:#000000;"&gt;h&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://sigerbrasil.blogspot.com/" target="_parent"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;ttp://sigerbrasil.blogspot.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;):&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A palavra Paciente está impregnada com a idéia de um indivíduo passivo, muito dependente do auxílio dos profissionais de saúde.&lt;br /&gt;Nos dicionários, entre outros significados, encontramos o termo “paciente” referindo-se a &lt;em&gt;“quem padece”,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;“quem suporta resignadamente”.&lt;/em&gt; A palavra é “derivada do vocábulo “pathos”, do qual resultou a palavra patologia, relativa ao estudo das doenças humanas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cliente &lt;/strong&gt;é o &lt;strong&gt;Paciente&lt;/strong&gt; visto como sujeito ativo e co-construtor do seu processo de cura. É aquele que é bem informado, exigente, consciente dos seus direitos, questionador. Ele troca de prestador de serviço quando percebe que não obteve um atendimento adequado, mas também, quando constata que suas expectativas foram atingidas ou superadas, encanta-se e recomenda o prestador para toda a sua rede de relacionamento.&lt;br /&gt;O produto final de um serviço é sempre um SENTIMENTO. Os clientes ficam satisfeitos ou não com o atendimento prestado conforme suas expectativas; portanto, a eficácia na prestação dos serviços de saúde está fortemente ligada à qualidade do relacionamento humano estabelecido entre os profissionais e os clientes usuários no processo de atendimento.&lt;br /&gt;O MS define Qualidade nos Serviços de Saúde como: (1) Alto nível de excelência profissional; (2) Uso eficiente de recursos; (3) Mínimo de risco para o cliente; (4) Alto grau de satisfação do cliente e (5) Impacto final na saúde.&lt;br /&gt;Para que possamos assegurar a Qualidade nos Serviços de Saúde precisamos consolidar os Padrões de Qualidade no Atendimento, identificando procedimentos, critérios, indicadores, metas e objetivos relacionados a:&lt;br /&gt;I - a atenção, o respeito e a cortesia no tratamento a ser dispensado aos clientes;&lt;br /&gt;II - as prioridades a serem consideradas no atendimento;&lt;br /&gt;III - o tempo de espera para o atendimento;&lt;br /&gt;IV - os prazos para o cumprimento dos serviços;&lt;br /&gt;V - os mecanismos de comunicação com os clientes;&lt;br /&gt;VI - os procedimentos para atender a reclamações;&lt;br /&gt;VII - as formas de identificação dos profissionais de saúde (colaboradores e parceiros);&lt;br /&gt;VIII - o sistema de sinalização visual;&lt;br /&gt;IX - as condições de higiene, limpeza e conforto das instalações e dependências.&lt;br /&gt;A organização prestadora de serviços de saúde deve estabelecer os Padrões de Qualidade do Atendimento de maneira realista e adequada a sua especificidade. Tais Padrões representam compromissos públicos assumidos pela organização para com seus clientes e deverão ser:&lt;br /&gt;I - observados na prestação de todo e qualquer serviço de saúde oferecido pela organização aos seus clientes;&lt;br /&gt;II - avaliados e revistos periodicamente;&lt;br /&gt;III – mensuráveis, permitindo a avaliação;&lt;br /&gt;IV - de fácil compreensão (objetivos, concisos e redigidos de forma simples);&lt;br /&gt;V – amplamente divulgados pela organização.&lt;br /&gt;Por outro lado, os Padrões de Qualidade do Atendimento devem estar alinhados com os VALORES da organização. Os “valores” são formados por um conjunto de “crenças” que se associam com “princípios” e juntos determinam o comportamento da organização. Uma vez definidos e publicados, os valores devem principalmente ser vivenciados por todos os colaboradores que fazem a organização, sobretudo porque, impactam profundamente a empresa nas suas várias dimensões, promovendo uma ordem social que constitui a base de sustentação de todas as ações. Quando os Valores Pessoais dos Colaboradores estão alinhados com Valores da Empresa, tais Princípios se tornam Práticas efetivas.&lt;br /&gt;O compromisso da equipe de saúde em qualquer instituição é respeitar o cliente como ser único, uma pessoa autônoma, um cidadão que decide sobre si e é responsável direto pelo seu próprio processo de cura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;- Brasil. Ministério da Saúde. Padrões de Qualidade do Atendimento ao Cidadão: manual técnico para implantação dos padrões de qualidade do atendimento ao cidadão / Ministério da Saúde. - 1. ed. - Brasília: Ministério da Saúde, 2002.&lt;br /&gt;- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Acolhimento nas práticas de produção de saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. – 2. ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-1501599556419477307?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/1501599556419477307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=1501599556419477307&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/1501599556419477307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/1501599556419477307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/02/humanizacao-em-atendimento-saude-foco.html' title='Humanização em Atendimento à Saúde - Foco no Cliente'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S29N2OW4qkI/AAAAAAAAAY8/BXXGI-b2bTc/s72-c/Sa%C3%BAde_Humaniza%C3%A7%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-1927173708802202482</id><published>2010-01-22T21:52:00.008-03:00</published><updated>2010-01-22T22:11:08.773-03:00</updated><title type='text'>Inspiração para responder frente a desafios contemporâneos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S1pLNaNynEI/AAAAAAAAAY0/NmxNjRxivrY/s1600-h/Marina+Colasanti+Eu+sei+mas+nÃ£o+devia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429734994496101442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S1pLNaNynEI/AAAAAAAAAY0/NmxNjRxivrY/s320/Marina+Colasanti+Eu+sei+mas+n%C3%A3o+devia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em novembro de 2009, a UNESCO publicou uma antologia de trabalhos literários brasileiros, intitulado &lt;em&gt;“O Pequeno Livro das Grandes Emoções”.&lt;/em&gt; Preparada no âmbito da Década das Nações Unidas para a Alfabetização (2003-2012) com textos inspiradores, emocionantes e de fácil leitura. Indicado primordialmente a leitores iniciantes, a publicação reuniu produções de renomados escritores brasileiros como Mario Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Clarisse Lispector, Cora Tausz Rónai, Vinícius de Moraes, Victor Giudice, Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira, Lygia Fagundes Telles, Chico Buarque de Holanda, Paulo Mendes Campos, Marina Colasanti e Cora Coralina.&lt;br /&gt;Nessa obra encontramos o famoso e aclamado texto de &lt;em&gt;Marina Colasanti&lt;/em&gt;: “EU SEI, MAS NÃO DEVIA” (escrito há 38 anos, mas extraordinariamente atual), que traduz uma contundente imagem da nossa passividade e aceitação dos valores preestabelecidos e nos fala de como nos acostumamos – e nos conformamos – com as situações que permitimos invadir o cotidiano das nossas vidas, nos impedindo de realmente… Viver!. &lt;em&gt;Colasanti&lt;/em&gt; nasceu na Etiópia, em 1937. Morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com “Eu sei, mas não devia” e também por “Rota de Colisão”. Dentre outros escreveu “E por falar em Amor”; “Contos de Amor Rasgados”; “Aqui entre nós”, “Intimidade Pública”, “Eu Sozinha”, “Zoológico”, “A Morada do Ser”, “A nova Mulher”, “Mulher daqui pra Frente” e “O leopardo é um animal delicado”. É casada com o escritor e poeta &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Affonso Romano de Sant'Anna&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;EU SEI, MAS NÃO DEVIA&lt;br /&gt;Marina Colasanti (1972)&lt;br /&gt;Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E para finalizar, vale lembrar o que nos disse Debord (1967): “... Toda a vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação.” (DEBORD Guy. A Sociedade do Espetáculo. São Paulo: Contraponto, 1997).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;O pequeno livro das grandes emoções. – Brasília: UNESCO, 2009. 60 p.&lt;br /&gt;COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996. 88 p.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-1927173708802202482?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/1927173708802202482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=1927173708802202482&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/1927173708802202482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/1927173708802202482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/01/inspiracao-para-responder-frente.html' title='Inspiração para responder frente a desafios contemporâneos'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S1pLNaNynEI/AAAAAAAAAY0/NmxNjRxivrY/s72-c/Marina+Colasanti+Eu+sei+mas+n%C3%A3o+devia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-1303316782252732431</id><published>2010-01-16T12:23:00.004-03:00</published><updated>2010-01-16T12:38:51.375-03:00</updated><title type='text'>Dra. Zilda Arns: Tempo, Presença e Exemplo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S1HbdMAuH4I/AAAAAAAAAYs/6CgzYCKXJCk/s1600-h/Zilda_Arns.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427360320445095810" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S1HbdMAuH4I/AAAAAAAAAYs/6CgzYCKXJCk/s320/Zilda_Arns.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O Profeta libanês &lt;em&gt;Khalil Gibran&lt;/em&gt; nos dizia que &lt;em&gt;“... Quando o amor vos chamar, segui-o, embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados. E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe, embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos. E quando ele vos falar, acreditai nele, embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim. Pois, da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica. E da mesma forma que contribui para vosso crescimento, trabalha para vossa queda. E da mesma forma que alcança vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol, assim também desce até vossas raízes e as sacode no seu apego à terra. Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração. Ele vos debulha para expor vossa nudez. Ele vos peneira para libertar-vos das palhas. Ele vos mói até a extrema brancura. Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis. Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino. Todas essas coisas, o amor operará em vós para que conheçais os segredos de vossos corações. E, com esse conhecimento, vos convertais no pão místico do banquete divino...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Amar é um ato de coragem:&lt;/strong&gt; A médica pediatra e sanitarista brasileira &lt;em&gt;Dra. Zilda Arns&lt;/em&gt;, fundadora e coordenadora internacional da &lt;em&gt;Pastoral da Criança&lt;/em&gt; e fundadora da &lt;em&gt;Pastoral da Pessoa Idosa&lt;/em&gt;, até sua morte no terremoto do Haiti em 12/01/2010, coordenava cerca de 155 mil voluntários, presentes em mais de 32 mil comunidades em bolsões de pobreza em mais de 3.500 cidades brasileiras.&lt;br /&gt;Uma biografia de grande realizações sociais, uma vida de exclusiva dedicação ao próximo e um exemplo de liderança e determinação que será sempre uma fonte de inspiração para todos nós e uma referência de qualidade pessoal e de elevadíssimo nível de autoconsciência. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O NOBEL DA PAZ BRASILEIRO&lt;br /&gt;Fonte: Instituto Humanitas Unisinos: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/"&gt;http://www.ihu.unisinos.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sua história e seus ideais se confundem com os de um ícone mundial, que foi Madre Tereza de Calcutá. Mas Zilda não era freira, não usava hábito e dedicou sua vida à vida alheia, mantendo-se bonita, vaidosa, imensamente feminina", escreve Eliane Cantanhêde, jornalista, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 14-01-2010.&lt;br /&gt;Eis o artigo.&lt;br /&gt;Zilda Arns foi o que todas nós, ou muitas de nós, gostaríamos de ser ou de ter sido: uma mulher de infinita dedicação às suas crianças, à sua gente, ao seu país e ao seu mundo.&lt;br /&gt;Ela morreu como viveu: chacoalhando em desconfortáveis jipes militares, aos 75 anos, numa guerra contra a pobreza, a sujeira, a ignorância. A favor da vida. Morreu para que tantos outros vivessem no pequeno Haiti, o mais miserável país da América Latina, quase um encrave da África pobre na região. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Médica, especializada em educação física e pediatria, coordenadora da Pastoral da Criança da CNBB, Zilda foi indicada três vezes pelo Brasil para o Prêmio Nobel da Paz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Merecia, e seria uma honra para cada um de nós. Mas ela não era só brasileira, era do mundo. Suas soluções simples, baratas e enormemente eficazes cruzaram fronteiras e foram salvar vidas em 15, 20 países pobres da América Latina e da África. Coisas assim como lavar as mãos, tomar banho, aproveitar os alimentos até o último detalhe. Quem não leu sobre macerar cascas de ovos para adicionar cálcio à alimentação de pobres? Quem não sabe da mistura caseira para salvar crianças de desnutrição e desidratação? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sua história e seus ideais se confundem com os de um ícone mundial, que foi Madre Tereza de Calcutá. Mas Zilda não era freira, não usava hábito e dedicou sua vida à vida alheia, mantendo-se bonita, vaidosa, imensamente feminina. Não interpretou um papel. Era apenas ela mesma em ação.&lt;br /&gt;Se Zilda Arns tivesse morrido de uma doença qualquer, de um acidente qualquer, mesmo assim sua morte teria imensa repercussão e geraria uma tristeza nacional. Quis o destino, ou a sua saga, que ela morresse no Haiti, num terremoto.&lt;br /&gt;Torna-se, portanto, uma personagem única, cercado por símbolos e exemplos que deixam marcas, rastros. Zilda, definitivamente, não passou pela vida em vão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-1303316782252732431?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/1303316782252732431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=1303316782252732431&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/1303316782252732431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/1303316782252732431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2010/01/dra-zilda-arns-tempo-presenca-e-exemplo.html' title='Dra. Zilda Arns: Tempo, Presença e Exemplo'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/S1HbdMAuH4I/AAAAAAAAAYs/6CgzYCKXJCk/s72-c/Zilda_Arns.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-2003875409294651455</id><published>2009-12-26T09:28:00.003-03:00</published><updated>2009-12-26T09:42:09.152-03:00</updated><title type='text'>Rito de Passagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SzYCr38cjgI/AAAAAAAAAYk/Dv1G8C44dXA/s1600-h/2010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419522154362080770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 158px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SzYCr38cjgI/AAAAAAAAAYk/Dv1G8C44dXA/s320/2010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;2010&lt;/strong&gt; está entrando em cena com a missão de fechar a primeira década desse novo século e provavelmente será um período decisivo na luta pelo Desenvolvimento Sustentável do Planeta - uma verdadeira Agenda Global na Era da Globalização. A Era Digital faz a moldura desse cenário contemporâneo onde as Redes Sociais Eletrônicas vão aos poucos ocupando muitos espaços dos Grupos Humanos Comunitários. Por tudo isso e muito mais, é um tempo bem oportuno para uma grande REFLEXÃO-AÇÃO individual e coletiva. Em meio às inúmeras mensagens de Boas Festas para todo o mundo e todos os gostos que circularam nas ondas de comunicação virtual, escolhemos dois pequenos textos que traduzem uma proposta positiva de construção:&lt;br /&gt;ESSE ANO EU VOU MUDAR... (Geraldo Eustáquio de Souza)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Esse ano eu vou mudar de vida. Chega de ficar quebrando a cara com os velhos erros de sempre. Quero cometer erros novos, passar por apertos diferentes, experimentar situações desconhecidas, sair da rotina e do lugar comum. Esse ano vai rolar outra partida. Chega de ficar olhando a porta, procurando uma saída, ensaiando a jornada sem nunca por o pé na estrada, esperando que me dêem o que eu tenho que conquistar, tentando descobrir um modo totalmente seguro de mudar por medo da falta que possa me fazer as coisas que eu mais preciso perder... Esse ano, se eu tiver que sofrer, será por dificuldades reais. Nunca mais por males imaginários, preocupado com coisas que jamais me acontecerão - a mim que não tenho deixado meus sonhos passarem do portão! Chega de planejar o futuro e tropeçar no presente, de pensar demais e fazer de menos, de pensar de um jeito e fazer de outro, de me preparar tanto pra na hora agá me arrepender. Chega de ficar sonhando, sem viver. Esse ano eu vou fazer e acontecer! Chega de ouvir meu corpo dizer que sim e a cabeça que não. Chega desses intermináveis conflitos que me fazem adiar para nunca a decisão de ser feliz, aqui e agora, antes que minha vida resolva ir embora. Sem eu. Não vou deixar mais um ano novo chegar com cara de velho, nem outro ano passar do mesmo jeito sem jeito.Esse ano será a minha vez, sem nenhum talvez!".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;FELIZ OLHAR NOVO!!! (Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA. Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais... Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Tá certo, eu sei, Pollyanna é personagem de ficção, hiena come porcaria e ri, eu sei. Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem. 2009 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. Às vezes se espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou. Normal. 2010 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? O que eu desejo para todos nós é sabedoria, e que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência. Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passa para categoria 3 dos amigos. Ou muda de classe, vira colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém. O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa para o momento (me lembro sempre de uma frase que adoro: CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE). Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes. Desejo para todo mundo esse olhar especial. 2010 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos à volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. 2010 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial... Pode ser puro orgulho. Depende de mim. De você. Pode ser. E que seja !!!".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2+0+1+0=3 será um ano de Criação, Geração de Vida e Renascimentos, portanto, que 2010 venha logo, porque esse ano foi a ferro e fogo!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-2003875409294651455?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/2003875409294651455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=2003875409294651455&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/2003875409294651455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/2003875409294651455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/12/rito-de-passagem.html' title='Rito de Passagem'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SzYCr38cjgI/AAAAAAAAAYk/Dv1G8C44dXA/s72-c/2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-3661402933171022743</id><published>2009-12-08T12:16:00.003-03:00</published><updated>2009-12-08T12:53:50.955-03:00</updated><title type='text'>Educação para a Sustentabilidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sx5xMmMOI4I/AAAAAAAAAYY/23YMSKo9NoQ/s1600-h/desenvolvimento-sustentavel3.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412888263370089346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 188px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sx5xMmMOI4I/AAAAAAAAAYY/23YMSKo9NoQ/s320/desenvolvimento-sustentavel3.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Desenvolvimento Sustentável&lt;/em&gt; é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Para ser alcançado, ele depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos, sugerindo qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.&lt;br /&gt;No mundo do trabalho, a &lt;em&gt;Sustentabilidade&lt;/em&gt; é também conhecida como &lt;em&gt;Responsabilidade Social&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Corporativa&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Cidadania Corporativa&lt;/em&gt;, significa assegurar o sucesso do negócio em longo prazo e ao mesmo tempo contribuir para o desenvolvimento econômico e social da comunidade, um meio ambiente saudável e uma sociedade estável. A &lt;em&gt;Sustentabilidade&lt;/em&gt; tem três amplos componentes: os aspectos sociais, econômicos e ambientais. As organizações precisam darem conta dessas três dimensões e há ainda outro elemento no processo para a &lt;em&gt;Sustentabilidade&lt;/em&gt; que diz respeito a &lt;em&gt;responsabilidade&lt;/em&gt; (accountability), &lt;em&gt;transparência&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;envolvimento com os stakeholders&lt;/em&gt; (termo em inglês amplamente utilizado para designar as partes interessadas, ou seja, qualquer indivíduo ou grupo que possa afetar a empresa por meio de suas opiniões ou ações, ou ser por ela afetado). Nesse contexto surge a &lt;em&gt;Social Accountability 8000&lt;/em&gt;: norma internacional de avaliação da responsabilidade social para empresas fornecedoras e vendedoras, baseada em convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e em outras convenções das Nações Unidas (ONU); a Norma segue o padrão da ISO 9000 e da ISO 14000, o que facilita a implantação por empresas que já conhecem este sistema. Na esteira do Marketing Social enquanto conjunto de ações e estratégias planejadas para a implantação de programas desenvolvidos para a promoção de melhorias sociais, surge na esfera corporativa o &lt;em&gt;Marketing Relacionado a Causas: MRC&lt;/em&gt;, uma ferramenta que alinha as estratégias de marketing da empresa com as necessidades da sociedade, trazendo benefícios para a causa e para os negócios. Trata-se de uma "atividade comercial" com base na qual uma organização associa sua marca a uma causa ou instituição social, com evidentes benefícios para ambas.&lt;br /&gt;Em 1987 a &lt;em&gt;Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas&lt;/em&gt; (conhecida como "&lt;em&gt;Comissão B undtland&lt;/em&gt;") recomendou a criação de uma declaração universal sobre proteção ambiental e desenvolvimento. Em junho de 2000, o lançamento público oficial dessa Declaração aconteceu, no Palácio da Paz em Haia. O Preâmbulo da “CARTA DA TERRA” (hoje traduzida para 40 línguas e subscrita por 4.600 organizações) explicita o cenário contemporâneo em que vive o Cidadão Terrestre, quando enuncia: “Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que, nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações”. E a Carta acrescenta ainda: &lt;em&gt;“A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado. Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado o sistema ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis. A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas. Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza. Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente...”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, LOURES (2009) argumenta que &lt;em&gt;Sustentabilidade&lt;/em&gt; é, hoje, "o novo nome do desenvolvimento, incluindo suas várias dimensões: econômica, social, cultural, físico-territorial e ambiental, político-institucional, científico-tecnológico e, para alguns, principalmente espiritual" - “... é a nova e grande oportunidade de crescimento, de negócios e construção da nova economia. A economia verde. Na passagem do século XIX para o XX, o desafio era dominar os meios para obter escala. Fizemos isso bem demais (e exageramos na dose). Temos, agora, que incorporar rapidamente o novo entendimento sob pena de comprometermos a espécie humana e sua existência neste planeta".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;LOURES, Rodrigo Costa da Rocha. Sustentabilidade XXI - Educar e inovar sob uma nova consciência. São Paulo: Gente, 2009.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.wwf.org.br/i"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000066;"&gt;http://www.wwf.org.br/i&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ideiasocioambiental.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000066;"&gt;http://www.ideiasocioambiental.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.akatu.org.br/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000066;"&gt;http://www.akatu.org.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartadaterrabrasil.org/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000066;"&gt;http://www.cartadaterrabrasil.org/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://envolverde.ig.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000066;"&gt;http://envolverde.ig.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.harmonianaterra.org.br/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000066;"&gt;http://www.harmonianaterra.org.br&lt;/span&gt;/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-3661402933171022743?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/3661402933171022743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=3661402933171022743&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/3661402933171022743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/3661402933171022743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/12/educacao-para-sustentabilidade.html' title='Educação para a Sustentabilidade'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sx5xMmMOI4I/AAAAAAAAAYY/23YMSKo9NoQ/s72-c/desenvolvimento-sustentavel3.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-7396268030521044363</id><published>2009-11-15T22:11:00.002-03:00</published><updated>2009-11-15T22:25:02.241-03:00</updated><title type='text'>O “compartilhamento fraterno” - um compromisso ético comunitário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SwCpvzMXO7I/AAAAAAAAAYQ/KCkXGWAjRs4/s1600-h/Comunidade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404506191505603506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 245px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SwCpvzMXO7I/AAAAAAAAAYQ/KCkXGWAjRs4/s320/Comunidade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para o sociólogo norte-americano &lt;em&gt;G. Smith Russel&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;"Nove décimos de tudo o que você faz, diz, pensa, sente, desde que se levanta de manhã cedo até que vai para a cama de noite, você diz, faz, pensa, sente não como expressão própria, independente, mas em conformidade inconsciente e sem criticas com regras, regulamentos, hábitos grupais, padrões, códigos, estilos e sensações que existiram muito antes que você nascesse"&lt;/em&gt;. Isso acontece, porque desde o nascimento estamos sujeitos a um processo de controle social (conjunto dos meios e processos pelos quais um grupo ou uma unidade social leva os seus membros a adotarem comportamentos, normas, regras, de conduta, até mesmo costumes, conformes aos que o grupo considera socialmente bom). O relatório sobre Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, centrado na participação (1993), indica: &lt;em&gt;“uma participação maior da população não é mais uma vaga ideologia baseada nos bons anseios de uns poucos idealistas. Converteu-se em um imperativo - uma condição de sobrevivência” -&lt;/em&gt; portanto, a nova lógica do Capital Social e suas respectivas tecnologias trazem uma perspectiva construtivista da realidade, onde o tema de fundo é o desenvolvimento e o bem estar social, a partir de conversas fundamentais entre atores que sejam capazes de transformar a realidade, na direção desejada por todos. O homem é um ser social que age de acordo com os interesses e objetivos da &lt;em&gt;comunidade&lt;/em&gt; em que se insere. Primeiro considerada como uma totalidade, uma entidade substancial que &lt;em&gt;F. Tönnies&lt;/em&gt; (1887) opôs à sociedade, a &lt;em&gt;comunidade&lt;/em&gt; é hoje encarada como um conjunto de relações sociais complexas cuja natureza e orientações são examinadas em enquadramentos específicos: religioso, económico, científico, etc (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Raymond Boudon, Dicionário de Sociologia&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;). A &lt;em&gt;comunidade&lt;/em&gt; traduz uma forma de viver junto, de modo íntimo, privado e exclusivo, onde se estabelece relações de troca marcadas por contatos primários entre grupos geralmente formados por familiares, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;amigos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; e vizinhos que possuem um elevado grau de proximidade uns com os outros e estabelecem um conjunto de interações que têm como base a partilha de expectativas, valores, crenças e significados. A dimensão tecnológica da &lt;em&gt;comunidade&lt;/em&gt; é o seu capital, as suas ferramentas e competências, e os modos de lidar com o ambiente físico. Já a dimensão política comunitária consiste dos seus diferentes modos e meios de distribuição de poder, influência e tomada de decisões; enquanto sua dimensão social ou institucional é constituída pelos diferentes modos como as pessoas agem, interagem, reagem e como esperam que os outros ajam e interajam. E finalmente, a dimensão de valores estéticos da &lt;em&gt;comunidade&lt;/em&gt; consiste de uma estrutura de idéias, por vezes paradoxais, inconsistentes, ou contraditórias, que as pessoas possuem acerca dos conceitos de bom e mau, bonito e feio, certo ou errado, e que são as justificações que os indivíduos apresentam para explicar as suas ações. A forma como o ser humano vê o mundo e se relaciona com ele interfere diretamente na construção e reconstrução da realidade em que vive. &lt;em&gt;"Através de sua permanente ação transformadora da realidade objetiva, os homens, simultaneamente, criam a história e se fazem seres histórico-sociais"&lt;/em&gt; (FREIRE, 1987); portanto, a formação e a transformação da sociedade são resultantes de um processo dinâmico e dialético; do mesmo modo, a prática pedagógica fundamentada no princípio libertador para a vida deve fazer emergir as diferenças e os conflitos, identificando-os e criando espaços para que estes possam ser reconhecidos e trabalhados. O homem se constitui através de suas relações sociais, e é a partir daí que estabelece seus códigos, teorias e conceitos. As relações sociais, por sua vez, são resultantes da cultura na qual ele cresce, ora reproduz, ora se volta contra ela; porém, todas as nuanças se dão em torno desse contexto sociocultural. É através dessa interação dialética que se define a constituição humana. Trata-se de uma abordagem sociointeracionista, na qual o homem "&lt;em&gt;é visto como alguém que transforma e é transformado nas relações produzidas em uma determinada cultura"&lt;/em&gt;. A conduta do ser humano em cada momento é multideterminada por suas experiências e pelos modelos de aprendizagem com que ele vai organizando e dando sentido a essas experiências. Esses modelos são determinantes na sua forma de se relacionar com os outros, com o mundo, com seu modo de produzir. "É, portanto na relação dialética com o mundo que o sujeito se constitui e se liberta (REGO, 1995). Entendendo o ser humano como uma totalidade - cognição e afeto estão intrinsecamente associados -, devem-se considerar seus desejos, necessidades, emoções, motivações, interesses, impulsos e inclinações. O indivíduo traz consigo conhecimentos já construídos a partir das suas experiências pessoais e cotidianas, ao que Vygotsky chama de conceitos cotidianos ou espontâneos Esse conhecimento construído pelo indivíduo – e que faz parte do seu mundo impregnado de valores, medos, conceitos, comportamentos etc. – é o ponto de partida para a elaboração de novos saberes, para a reconstrução constante do mundo de cada indivíduo; ou seja, a construção do conhecimento depende da mundivivência e da mundividência. Portanto, há de se considerar, no processo de aprendizagem e construção dos "conceitos científicos", o conceito de ser humano social, histórico, inacabado e em constante transformação, o que torna ainda mais complexa a compreensão sobre o processo de aprendizagem a partir das relações se considerarmos que cada indivíduo tem o seu sistema de representação próprio que lhe permite fazer associações e definições absolutamente individuais, ainda que construídas a partir de referenciais externos e possivelmente coletivos. É esta noção que possibilita o respeito às diferenças e o aprendizado em grupo. A humanidade caminha gradativamente para uma revisão conceitual da realidade. A educação tem um papel fundamental nesta etapa de renovação da compreensão da natureza humana, do mundo e das ciências exatas, não apenas intelectualmente, mas pela transformação interior. Nesta perspectiva é preciso desconstruir e desatar os nós individuais, fio por fio, e, concomitantemente, tecer a nova teia social através dos novos paradigmas construídos e em constante mutação. A educação na contemporaneidade é o ponto de partida para a construção de um mundo pautado nos princípios de igualdade e democracia – precisa dar respostas à diversidade da realidade em que vivemos, precisa estar apta a preparar o sujeito para o reconhecimento e o exercício da cidadania (Flem, 2007).&lt;br /&gt;A sociedade excludente na qual nos inserimos e na qual, sem ilusões, temos que operar não exclui as possibilidades da comunidade ética, que pode vir se realizar nos parâmetros que o sociólogo polonês &lt;em&gt;Zygmunt Bauman&lt;/em&gt;, assinala: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Se vier a existir uma comunidade no mundo dos indivíduos, só poderá ser (e precisa sê-lo) uma comunidade tecida em conjunto a partir do compartilhamento e do cuidado mútuo; uma comunidade de interesse e de responsabilidade em relação aos direitos iguais de sermos humanos e igual capacidade de agirmos em defesa desses direitos”(BAUMAN, 2003).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;BARTLE, Phil. O que é Comunidade? Uma Perspectiva Sociológica. Traduzido por Sofia Ferreira Fernandes e disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.scn.org/mpfc/whatcomp.htm"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.scn.org/mpfc/whatcomp.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;BAUMAN, Zygmunt. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003&lt;br /&gt;FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 19ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.&lt;br /&gt;Fundação Luís Eduardo Magalhães. Na Teia: Manual de Orientação Metodológica para a Formação de Agentes de Desenvolvimento Comunitário. Salvador: FLEM, 2007.&lt;br /&gt;REGO, Teresa Cristina. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópolis: Vozes, 1995.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-7396268030521044363?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/7396268030521044363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=7396268030521044363&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/7396268030521044363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/7396268030521044363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/11/o-compartilhamento-fraterno-um.html' title='O “compartilhamento fraterno” - um compromisso ético comunitário'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SwCpvzMXO7I/AAAAAAAAAYQ/KCkXGWAjRs4/s72-c/Comunidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-6298135807900218704</id><published>2009-11-07T21:31:00.002-03:00</published><updated>2009-11-07T21:37:34.419-03:00</updated><title type='text'>Paradoxos Poéticos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SvYSRv3zVxI/AAAAAAAAAYI/48CqRa0bN-Q/s1600-h/Paradoxos1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401524899195082514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SvYSRv3zVxI/AAAAAAAAAYI/48CqRa0bN-Q/s320/Paradoxos1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um olhar ampliado observa a atuação do silencio, foca o estático e reconsidera o vago, nas entrelinhas do aparentemente abstrato parece surgir algo no ar.&lt;br /&gt;Ao moldar a fluidez das formas indefinidas rompem-se as cadeias que se limitam ao imediato e recorre-se às dimensões do infinito, a existência de um ponto adiante assegura a realidade de algum lugar.&lt;br /&gt;A comodidade do existente não deve inibir o impulso de criar, porquanto, valorizando o fértil não se pode marginalizar o inexplorado alegando esterilidade, o intervalo entre dois pensamentos é terreno a adubar.&lt;br /&gt;Estar sempre no aqui e agora ao invés de lá e então, mas vez por outra, vale arriscar um olhar distante.&lt;br /&gt;Não afastar a solidão sadia de uma reflexão memorável, entretanto, não se alongar demasiado tempo em contemplações.&lt;br /&gt;Por vezes, o intervalo entre dois pontos sugere dimensões infinitas embora, seja possível percorrê-lo com apenas alguns passos. O provisório e o definitivo são diretamente proporcionais quando não se estabelece comparações.&lt;br /&gt;Cometer a tolice de buscar explicações para todas as coisas é arriscar a falar alguma coisa antes de ter algo a dizer, é oscilar entre A e B e não saber a localização de nenhuma das extremidades.&lt;br /&gt;A teoria das “cara-metades” e “encaixes perfeitos” traduz-se num conceito pueril. No cotidiano, vale ser mestre e aprendiz, observador e objeto observado, fato e contexto, mas é preciso saber a posição exata dos pés que tocam o solo, para onde se dirigem e com que objetivo se movimentam.&lt;br /&gt;Conhecer a finalidade das mãos que modelam, que não apenas acenam em qualquer direção, mas que criam, dão forma e deixam o testemunho da utilidade de sua passagem.&lt;br /&gt;Conhecer olhos que se alongam além das dimensões sutis do imediato e explorar o potencial inerente a si mesmo, recuperar pensamentos que se perderam em formas infantis ou em modelos vãs. Lutar, para marcar algo útil de si em si mesmo, e fazer sintonia a partir de possíveis ressonâncias.&lt;br /&gt;Indiferente às solicitações de espera, o tempo segue o seu caminho, resoluto e determinado, e o convite é para navegar sem receios, sem ressentimentos, com coragem e segurança; se o porto não for encontrado que se refaça o caminho, reconstruindo ideais para a luta, porque é esse principalmente o motivo da viagem.&lt;br /&gt;Ao que parece, nada é completamente específico, vagueiam os pontos fixos, as fases isoladas, a complexidade do cotidiano, a estrutura sensata dos dias.&lt;br /&gt;Para ultrapassar limites é prudente a crença lúcida num porvir distante, ainda que as bases sólidas da vida impulsionem a tendência ao pueril.&lt;br /&gt;No moralismo cotidiano dos conceitos de pequenas verdades, a ansiedade das atitudes dispersas no caos sombrio da sábia inocência, semelhante à farta ceia em távora dourada, um mesmo pássaro de pouca iniciativa pousa por sobre um monte de maior elevação.&lt;br /&gt;E assim, no lugar comum de frases rôtas, de gestos curtos e fases breves; surge um dia simples num vácuo de pretensões.&lt;br /&gt;E por simples, percebeu rumores de alegria, atos simples, fé vazia. Em trânsito, se desfez em relativos, dispensou atrativos e colheu pouca luz...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-6298135807900218704?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/6298135807900218704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=6298135807900218704&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6298135807900218704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6298135807900218704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/11/paradoxos-poeticos.html' title='Paradoxos Poéticos'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SvYSRv3zVxI/AAAAAAAAAYI/48CqRa0bN-Q/s72-c/Paradoxos1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-4479296700729924284</id><published>2009-10-30T18:25:00.004-03:00</published><updated>2009-10-30T18:42:58.786-03:00</updated><title type='text'>Voluntariado: pontes possíveis para transformar realidades</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SutbLMVuSRI/AAAAAAAAAYA/yiXnDsJz97U/s1600-h/Voluntariado3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398508826182699282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 149px; CURSOR: hand; HEIGHT: 202px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SutbLMVuSRI/AAAAAAAAAYA/yiXnDsJz97U/s320/Voluntariado3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todos nós, em grande parte, somos o resultado das relações interpessoais que estabelecemos durante a nossa vida. Ninguém sai ileso de um encontro com outra pessoa, porquanto, há sempre uma relação de causa e efeito acontecendo entre duas pessoas - esses efeitos podem ser para melhor ou para pior, construtivos ou destrutivos, para uma das partes ou para ambas; e são especialmente marcantes quando uma das pessoas é considerada significativa - aquela que tem maior influência sobre a outra devido ao papel social que desempenha. Numa relação de ajuda, a responsabilidade maior pelos resultados do encontro é do ajudador. O resultado do encontro depende de suas habilidades interpessoais, essas habilidades podem ser aprendidas, exercitadas e desenvolvidas. Para serem aprendidas, devem ser operacionalizadas em comportamentos observáveis e mensuráveis. No processo de ajuda, o ajudador atende, responde, personaliza e orienta o ajudado; como conseqüência, este se envolve, explora onde está, compreende aonde quer chegar e age pra chegar lá. Os talentos do ajudador são disponibilidade interna e autoconsciência em alto grau; essas habilidades, apesar de caracterizarem a relação de ajuda, são básicas a qualquer encontro entre duas pessoas e são elas que determinam a qualidade desse encontro.&lt;br /&gt;Nesse contexto, o trabalho &lt;strong&gt;voluntário&lt;/strong&gt; vem assumindo um papel social cada vez mais relevante em todo o mundo, beneficiando tanto a sociedade em geral como o próprio voluntário, realizando importantes contribuições a nível econômico e social e contribuindo para formar sociedades mais coesas e inclusivas, uma vez que fomenta a confiança e a solidariedade entre os cidadãos. Os seus fundamentos são os valores da vontade livre, do compromisso, do engajamento e da solidariedade (&lt;em&gt;ONU&lt;/em&gt;). Considera-se serviço voluntário, a atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, ou a Instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade. O serviço voluntário não gera vínculo empregatício, nem obrigação de natureza trabalhista, previdenciária ou afim &lt;em&gt;(Lei n° 9.608, de 18/02/1998).&lt;/em&gt; Em síntese, o voluntário é o cidadão que, motivado pelos valores de participação e solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada, para causas de interesse social e comunitário.&lt;br /&gt;Nós nos aperfeiçoamos como pessoas quando criamos encontros com as realidades que nos rodeiam. O voluntário, na medida em que sua vontade esteja corretamente orientada, realiza um profundo trabalho moral e político, sem que esta seja a sua intenção, ao menos num primeiro momento. Pela via do encontro, humaniza-se e humaniza os que estão ao seu redor. Exerce uma liderança, sem que tenha como objetivo direto exercê-la. Uma liderança transformadora e revolucionária. Silenciosamente revolucionária. Traço significativo do comportamento voluntário é não sentir vergonha de amar. Dizendo de modo positivo: o voluntário experimenta o amor por pessoas concretas (não se trata de um amor etéreo pela humanidade em geral). Este amor realista rejeita especulações abstratas. Esta genuína experiência de amor nasce do encontro e no encontro se fortalece. O encontro se dá no cenário da vida real, e queremos compreendê-lo por dentro. Somos “seres de encontro”, e dessa realidade precisamos ter cada vez mais consciência... Ser voluntário é aprender a ser chave, chave que abre portões, portões que dão acesso a caminhos, caminhos que conduzem a novos horizontes, horizontes que entusiasmam pessoas, pessoas que se transformam em chaves para outras pessoas &lt;em&gt;(Perissé, 2007).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A história nos dá conta que a prática do voluntariado no Brasil remonta ao período colonial, com manifestações movidas pela fé católica junto às Santas Casas de Misericórdia, sobretudo a de São Vicente, apontada como a primeira ONG do Brasil. De fato, os movimentos religiosos exercem até hoje forte influência no hábito do brasileiro de exercer o voluntariado e isso não se restringe ao sentimento de compaixão intrínseco ao catolicismo. Para ficar em poucos exemplos, os judeus sempre articularam ações de voluntariado, para acolher os membros das novas correntes de imigração e por questões de justiça social &lt;em&gt;(“tsedaká”)&lt;/em&gt;, enquanto os evangélicos entendem o auxílio à comunidade como um serviço a Deus, uma missão pessoal. Cada pessoa é voluntária à sua moda e é a soma das diferentes maneiras de exercer o voluntariado que torna a proposta de agir em grupo muito rica. A melhor dica para definir como atuar é identificar as potencialidades de colaboração de cada um, as necessidades da comunidade e pôr a imaginação para funcionar. A ação do voluntário não desonera o Estado de suas obrigações e não deve ser encarado como mão-de-obra gratuita - o trabalho voluntário agrega valor &lt;em&gt;(Goldberg, 2001)&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Perceber que ajudar aos outros pode ser um caminho para que pessoas se sintam melhores, mais úteis, realizadas, é fundamental. O sentimento de que não basta lamentar, reclamar da atual situação, tem gerado mudanças. A necessidade de uma postura mais participativa na sociedade tem levado muitas pessoas e organizações a buscarem formas de atuar, de se engajar. Todos querem mudanças, as quais possam trazer a melhoria do atual estado de crise e caos social pelo qual passamos. O voluntariado tem se mostrado uma forma bastante eficiente na geração de transformações sociais. Mudanças de comportamento, hábitos, atitudes: o voluntariado contribui para um cidadão mais consciente, crítico, reflexivo e, principalmente, atuante e protagonista nessa caminhada rumo a uma sociedade melhor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil. RIOVOLUNTÁRIO - Conselho de Voluntariado Empresarial. Rio de Janeiro: 2007&lt;br /&gt;PERISSÉ, Gabriel. Educar para a Solidariedade: Fundamentos Filosóficos do Voluntariado. São Paulo: 2007&lt;br /&gt;GOLDBERG, Ruth. Como as empresas podem implementar programas de voluntariado. Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. São Paulo: 2001&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;http://www.unv.org/es/ser-voluntario.html&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;http://www.vivernatural.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-4479296700729924284?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/4479296700729924284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=4479296700729924284&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4479296700729924284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4479296700729924284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/10/voluntariado-ponte-para-transformar.html' title='Voluntariado: pontes possíveis para transformar realidades'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SutbLMVuSRI/AAAAAAAAAYA/yiXnDsJz97U/s72-c/Voluntariado3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-4778729739050665024</id><published>2009-10-24T21:12:00.002-03:00</published><updated>2009-10-24T21:30:32.726-03:00</updated><title type='text'>A natureza estruturante do conflito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SuOb8s_vUgI/AAAAAAAAAX4/JPebqQFaRnM/s1600-h/Encruzilhada1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396328245692944898" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 183px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SuOb8s_vUgI/AAAAAAAAAX4/JPebqQFaRnM/s320/Encruzilhada1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O CONFLITO é uma experiência natural de nossas vidas e apenas isso seria suficiente para considerá-lo um importante tema de estudo. Todas as teorias interacionistas em filosofia, psicologia e educação estão alicerçadas no pressuposto de que nos constituímos e somos constituídos a partir da relação direta ou mediada com o outro, seja ela de natureza subjetiva ou objetiva. Nessa relação, deparamo-nos com as diferenças e as semelhanças que nos obrigam a comparar, descobrir, ressignificar, compreender, agir, buscar alternativas e refletir sobre nós mesmos e sobre os demais. O conflito torna-se, portanto, a matéria-prima para nossa constituição psíquica, cognitiva, afetiva, ideológica e social.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Conflito&lt;/em&gt; &lt;em&gt;(1):&lt;/em&gt; Do latim &lt;em&gt;“conflict”&lt;/em&gt;; s. m. Oposição de interesses, sentimentos e idéias - luta, disputa, desentendimento, confusão, tumulto, desordem (&lt;em&gt;Koogan/Houaiss, 1998&lt;/em&gt;). &lt;em&gt;Conflito (2):&lt;/em&gt; Resultado de tensões contrárias, internas ou externas, que podem atingir uma intensidade crítica. O conflito simboliza a possibilidade da passagem de um contrário a outro, da inversão de tendência, para o bem ou para o mal - a &lt;em&gt;“Encruzilhada”&lt;/em&gt; é a imagem simbólica do conflito &lt;em&gt;(Chevalier, 2003).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A palavra &lt;em&gt;conflito&lt;/em&gt; na sua origem possui um significado negativo que está ligado ao estigma de crise, dor e sofrimento, entretanto, o que define o conflito como destrutivo ou construtivo é a nossa maneira de lidar com ele. Diferenças e discordâncias nem sempre são sinônimos de incompatibilidade - pelo contrário, a diversidade de olhares sobre as mesmas questões pode resultar em maior criatividade, abrindo caminhos inovadores.&lt;br /&gt;Psicologicamente, &lt;em&gt;conflito &lt;/em&gt;é um esforço mental, às vezes inconsciente, que surge quando diferentes representações do mundo são mantidas em oposição ou em exclusividade. Os conflitos podem ocorrer tanto &lt;em&gt;internamente&lt;/em&gt;, entre partes de nossa própria consciência (&lt;em&gt;conflito intrapessoal&lt;/em&gt;); como &lt;em&gt;externamente&lt;/em&gt;, à partir dos nossos vínculos relacionais (&lt;em&gt;conflito interpessoal&lt;/em&gt;). &lt;em&gt;Freud&lt;/em&gt; acreditava que as &lt;em&gt;lutas internas&lt;/em&gt; estavam na raiz de muitos problemas psicológicos, dizia ele: "&lt;em&gt;Um lado da personalidade representa certos desejos, enquanto a outra parte luta contra e resiste a eles. Não há neurose sem um conflito."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O &lt;em&gt;conflito&lt;/em&gt; é dissenso. Decorre de expectativas, valores e interesses contrariados. Embora seja contingência da condição humana, e, portanto, algo natural, numa disputa conflituosa costuma-se tratar a outra parte como adversária, infiel ou inimiga. Cada uma das partes da disputa tende a concentrar todo o raciocínio e elementos de prova na busca de novos fundamentos para reforçar a sua posição unilateral, na tentativa de enfraquecer ou destruir os argumentos da outra parte. Esse estado emocional estimula as polaridades e dificulta a percepção do interesse comum. Portanto, o conflito ou dissenso é fenômeno inerente às relações humanas. É fruto de percepções e posições divergentes quanto a fatos e condutas que envolvem expectativas, valores ou interesses comuns. O &lt;em&gt;conflito&lt;/em&gt; não é algo que deva ser encarado negativamente. É impossível uma relação interpessoal plenamente consensual. Cada pessoa é dotada de uma originalidade única, com experiências e circunstâncias existenciais personalíssimas. Por mais afinidade e afeto que exista em determinada relação interpessoal, algum dissenso, algum conflito, estará presente. A consciência do conflito como fenômeno inerente à condição humana é muito importante, sem essa consciência tendemos a demonizá-lo ou a fazer de conta que não existe. Quando compreendemos a inevitabilidade do conflito, somos capazes de desenvolver soluções autocompositivas - quando o demonizamos ou não o encaramos com responsabilidade, a tendência é que ele se converta em confronto e violência. O que geralmente ocorre no conflito processado com enfoque adversarial é a hipertrofia do argumento unilateral, quase não importando o que o outro fala ou escreve. Por isso mesmo, enquanto um se expressa, o outro já prepara uma nova argumentação. Ao identificarem que não estão sendo entendidas, escutadas, lidas, as partes se exaltam e dramatizam, polarizando ainda mais as posições. A solução transformadora do conflito depende do reconhecimento das diferenças e da identificação dos interesses comuns e contraditórios, subjacentes, pois a relação interpessoal funda-se em alguma expectativa, valor ou interesse comum. Em suma, as relações, com sua pluralidade de percepções, sentimentos, crenças e interesses, são conflituosas. A negociação desses conflitos é um labor comunicativo, quotidiano, em nossas vidas. Em realidade, o conflito interpessoal compreende o aspecto relacional (valores, sentimentos, crenças e expectativas intercomunicados), o aspecto objetivo (interesse objetivo ou material envolvido) e a trama decorrente da dinâmica desses dois aspectos anteriores. Daí por que o conflito interpessoal se compõe de três elementos: relação interpessoal, problema objetivo e trama ou processo. Tradicionalmente, se concebia o conflito como algo a ser suprimido, eliminado da vida social. E que a paz seria fruto da ausência de conflito. Não é assim que se concebe atualmente. A paz é um bem precariamente conquistado por pessoas ou sociedades que aprendem a lidar com o conflito. O conflito , quando bem conduzido, pode resultar em mudanças positivas e novas oportunidades de ganho mútuo (&lt;em&gt;Vasconcelos, 2008&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Os conflitos são inerentes à vida em grupo. A escassez de recursos para satisfazer todas as necessidades e desejos individuais, principalmente de poder e afetividade, gera conflitos intermináveis entre os membros do grupo. A trajetória do grupo pode ser entendida como uma contínua sucessão de conflitos, pois nenhum grupo está livre deles. As mudanças no grupo, seu crescimento e desenvolvimento resultam do modo como os conflitos são enfrentados e resolvidos. Cada resolução, quer satisfatória ou insatisfatória, caracteriza nova etapa na história do grupo. O conflito, em si, não é danoso nem patológico. É uma constante da dinâmica interpessoal, reveladora do nível energético do sistema. Suas conseqüências poderão ser positivas ou negativas, construtivas ou destrutivas, em decorrência do grau de aprofundamento e intensidade, da duração, do contexto, da oportunidade e do modo como ele é enfrentado e administrado. O conflito possui numerosas funções positivas: rompe o equilíbrio da rotina, mobiliza energia latente do sistema, desafia acomodação de idéias e posições, desvenda problemas escondidos, aguça a percepção e o raciocínio, excita a imaginação, e estimula a criatividade para soluções originais. A concordância permanente nos grupos pode ser muito agradável, mas é fator de estagnação do sistema, enquanto o desequilíbrio da controvérsia decorrente do pensamento divergente pode provocar "crises" que possibilitam mudanças significativas para o desenvolvimento pessoal, grupal e social.&lt;br /&gt;Há muitas maneiras de lidar com os inevitáveis conflitos, desde a simples negação até a resolução adequada. O primeiro passo consiste em admitir que existe um conflito e que é preciso enfrentá-lo. Todo profissional que lida com pessoas e grupos deve compreender os fenômenos de grupo, para ter melhores condições de desenvolver suas equipes e administrar os fenômenos advindos desse processo relacional.&lt;br /&gt;Mais do que a ausência de conflito, &lt;em&gt;“A paz é um estado de consciência. Ela não deve ser procurada no mundo externo, mas principalmente no interior de cada homem, comunidade e nação”&lt;/em&gt; (Pierre Weill).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;CHEVALIER, Jean. Dicionário de Símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003.&lt;br /&gt;KOOGAN/HOUAISS. Enciclopédia e Dicionário Ilustrado. Rio de Janeiro: Delta, 1998&lt;br /&gt;VASCONCELOS, Carlos Eduardo. Mediação de Conflitos e Práticas Restaurativas. São Paulo: Método, 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ondajovem.com.br/materiadet.asp?idtexto=268"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.ondajovem.com.br/materiadet.asp?idtexto=268&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-4778729739050665024?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/4778729739050665024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=4778729739050665024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4778729739050665024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4778729739050665024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/10/natureza-estruturante-do-conflito.html' title='A natureza estruturante do conflito'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SuOb8s_vUgI/AAAAAAAAAX4/JPebqQFaRnM/s72-c/Encruzilhada1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-7493129860156943533</id><published>2009-10-18T14:34:00.003-03:00</published><updated>2009-10-18T14:54:51.525-03:00</updated><title type='text'>A Circularidade entre as Partes e o Todo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SttTCLfY9-I/AAAAAAAAAXw/qUPeHyucxrk/s1600-h/HolÃ&amp;shy;stitca1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393996275615594466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 199px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SttTCLfY9-I/AAAAAAAAAXw/qUPeHyucxrk/s320/Hol%C3%ADstitca1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O nome &lt;em&gt;Holografia &lt;/em&gt;vem do grego &lt;em&gt;holos&lt;/em&gt; (todo, inteiro) e &lt;em&gt;graphos&lt;/em&gt; (sinal, escrita), refere-se a um método de registro "integral" com relevo e profundidade, é uma forma de registrar-se ou apresentar uma imagem em três dimensões. Os &lt;em&gt;Hologramas&lt;/em&gt; possuem uma característica única: &lt;em&gt;cada parte deles possui a informação do todo&lt;/em&gt;. Assim, um pequeno pedaço de um holograma terá informações de toda a imagem do mesmo holograma completo. Concebida teoricamente em 1948 pelo húngaro &lt;em&gt;Dennis Gabor&lt;/em&gt;, ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1971; a técnica teve seu grande desenvolvimento a partir de 1962, após a invenção do laser. A Holografia foi introduzida no Brasil em 1974 pelo físico argentino &lt;em&gt;Dr. J.J. Lunazzi&lt;/em&gt; e em síntese, consiste na mais perfeita técnica de reconstrução tridimensional de imagens. A perfeição do processo é de tal qualidade que um observador não saberia distinguir uma Holografia da Realidade. O termo Holografia também é conhecido por Holograma, que quer dizer "registro inteiro" ou "registro integral". Em 1982, na Universidade de Paris, uma equipe de pesquisa liderada pelo físico &lt;em&gt;Alain Aspect&lt;/em&gt; descobriu que sob certas circunstâncias partículas subatômicas como os elétrons são capazes de instantaneamente se comunicar umas com as outras a despeito da distância que as separe. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo. O problema com esta descoberta é que isto violava a por muito tempo sustentada afirmação de &lt;em&gt;Einstein &lt;/em&gt;que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz. E como viajar mais rápido que a velocidade da luz é o objetivo máximo para quebrar a barreira do tempo, este fato estonteante tem feito com que muitos físicos tentem vir com maneiras elaboradas para descartar os achados de &lt;em&gt;Aspect&lt;/em&gt;; mas também tem proporcionado que outros busquem explicações mais radicais. O físico da Universidade de Londres, &lt;em&gt;David Bohm&lt;/em&gt;, por exemplo, acredita que as descobertas de &lt;em&gt;Aspect&lt;/em&gt; implicam na realidade objetiva não existe, que a despeito da aparente solidez o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado. O fato é que, a natureza de "todo em cada parte" de um Holograma nos proporciona uma maneira inteiramente nova de entender organização e ordem. Durante a maior parte de sua história, a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito que a melhor maneira para entender um fenômeno físico, é dissecá-lo e estudar suas respectivas partes. Um Holograma nos ensina que muitas coisas no universo não podem ser conduzidas por esta abordagem. Se tentarmos tomar alguma coisa a parte, alguma coisa construída holograficamente, não obteremos as peças da qual esta coisa é feita, obteremos apenas inteiros menores. Independentemente dos inúmeros estudos científicos que estão sendo levados a efeito sobre esse tema, os achados de &lt;em&gt;Aspect &lt;/em&gt;"&lt;em&gt;indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novos pontos de vista da realidade".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Para ampliar ainda mais esse conceito recorremos à Teoria do Pensamento Complexo de &lt;em&gt;Edgar Morin&lt;/em&gt; (2001) que a visão de &lt;em&gt;Humberto Mariotti&lt;/em&gt; (2007) recomenda que esclareçamos a diferença entre &lt;em&gt;cognição e conhecimento&lt;/em&gt;. Onde a &lt;em&gt;cognição&lt;/em&gt; é o ato de adquirir o conhecimento. O &lt;em&gt;conhecimento &lt;/em&gt;é o resultado da cognição: é a tomada de consciência. Os operadores cognitivos facilitam a colocação em prática do pensamento complexo. Fazem com que raciocinemos de outro modo e, com isso, permitem que cheguemos a resultados diferentes dos habituais. Sua utilização permite estabelecer o diálogo entre os pensamentos linear e sistêmico, isto é, facilitam a religação de saberes oriundos desses dois modos de pensar. Por isso, são também chamados de operadores de religação e foram desenvolvidos ao longo do tempo por autores oriundos de várias disciplinas. A idéia de apresentá-los e utilizá-los em conjunto como instrumentos cognitivos se deve a &lt;em&gt;Edgar Morin&lt;/em&gt; e está presente em vários de seus textos. Vistos por esse ângulo, os operadores são também instrumentos de autoconhecimento: capacitam-nos a pensar, a refletir, a considerar os múltiplos aspectos de uma mesma realidade. Permitem, sobretudo, a busca e o estabelecimento das ligações entre objetos, fatos, dados ou situações que parecem não ter conexões entre si. Possibilitam que entendamos como as coisas podem influenciar umas às outras e que propriedades ou idéias novas podem emergir dessas interações. Trata-se, pois, de instrumentos de articulação, que nos ajudam a sair da linearidade habitual e enriquecem nossa capacidade de encontrar soluções, desenhar cenários e tomar decisões. Devolvem-nos uma visão que havíamos perdido ao longo de pelo menos três séculos de pensamento fragmentado. Entre os operadores cognitivos do pensamento complexo encontramos o &lt;em&gt;Operador Hologramático&lt;/em&gt;, assim enunciado: “As partes estão no todo, mas o todo também está nas partes”. Para defini-lo &lt;em&gt;Morin&lt;/em&gt; usa a metáfora do &lt;em&gt;Holograma&lt;/em&gt;, onde as partes estão contidas no todo, mas o todo também está contido em cada uma das partes que o constituem. O pensamento complexo, tal como desenvolvido por Morin, conceitua a relação entre o todo e as partes por meio de quatro princípios: &lt;em&gt;a) o da emergência; b) o da imposição; c) o da complexidade do todo; c) o da distinção, mas não-separação entre o objeto (ou o ser) de seu ambiente.&lt;/em&gt; O &lt;em&gt;princípio da emergência&lt;/em&gt; diz que o todo é superior à soma das partes. É o que mostra o fenômeno das propriedades emergentes. Um bom exemplo são as ligas metálicas, que têm propriedades que não existem em cada um dos metais que as constituem. Outro é o que ocorre quando um grupo se reúne para discutir um determinado assunto ou problema. Das interações que se estabelecem costumam surgir idéias novas, que antes não haviam ocorrido aos participantes. A sabedoria de um grupo é maior do que a soma das sabedorias de seus componentes. &lt;em&gt;O princípio da imposição&lt;/em&gt; diz que o todo é inferior à soma de suas partes. Isso significa que as qualidades ou propriedades das partes, quando consideradas em separado, diluem-se no sistema. Tornam-se latentes, virtuais. É o que ocorre, por exemplo, em um coral. Por mais destacadas que sejam as qualidades da voz de um ou de vários de seus participantes, eles têm de restringi-las ao que a totalidade do coral exige. Num time de futebol, por mais hábil que seja um determinado jogador quase sempre ele precisa jogar com e para o conjunto. O fato de determinadas propriedades ou qualidades das partes serem tornadas virtuais em benefício do todo caracteriza uma restrição ou inibição deste sobre elas. Esse fenômeno ocorre em toda relação organizacional: para que uma empresa possa existir, é preciso que ela se imponha aos seus membros, que dessa maneira ficam impedidos de exercer algumas ou várias de suas qualidades e potencialidades. Com isso essas qualidades e potencialidades se tornam virtualizadas, entram em estado latente. É o que também ocorre quando os indivíduos, em troca do acolhimento e proteção da sociedade, se submetem às suas regras e normas. &lt;em&gt;O princípio da complexidade dos sistemas &lt;/em&gt;reconhece que os dois princípios anteriores são ao mesmo tempo antagônicos e complementares. Por isso, ele estabelece que o todo é ao mesmo tempo maior e menor que a soma de suas partes, pois a relação entre (a) e (b) é circular e não linear. &lt;em&gt;O principio da distinção, mas não-separação entre o objeto (ou ser) e o seu ambiente&lt;/em&gt; diz que o conhecimento de qualquer organização física exige o conhecimento das interações dessa organização com o seu ambiente. Em termos biológicos, o conhecimento dos seres vivos requer o conhecimento de suas interações com seus ecossistemas. Em termos organizacionais, o conhecimento das empresas exige o conhecimento de suas interações com o mercado. A parte pode ser identificada como parte, mas não pode ser desligada do todo. O que percebemos por meio dos nossos cinco sentidos são coisas separadas, mas na realidade essa separação não significa desligamento. &lt;strong&gt;Tudo está ligado a tudo...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;MARIOTTI, Humberto Pensamento Complexo: suas aplicações à liderança, à aprendizagem e ao desenvolvimento sustentável. São Paulo: Atlas, 2007&lt;br /&gt;MORIN, Edgar. Introdução ao Pensamento Complexo. Lisboa: Instituto Piaget, 2001.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-7493129860156943533?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/7493129860156943533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=7493129860156943533&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/7493129860156943533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/7493129860156943533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/10/circularidade-entre-as-parte-e-o-todo.html' title='A Circularidade entre as Partes e o Todo'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SttTCLfY9-I/AAAAAAAAAXw/qUPeHyucxrk/s72-c/Hol%C3%ADstitca1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-8843280788559047262</id><published>2009-10-12T16:28:00.007-03:00</published><updated>2009-10-12T16:47:58.346-03:00</updated><title type='text'>Sobre a ALEGRIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/StOEGToMwNI/AAAAAAAAAXo/U5Sk0m_bmzg/s1600-h/Alegria2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391798422775578834" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 209px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/StOEGToMwNI/AAAAAAAAAXo/U5Sk0m_bmzg/s320/Alegria2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se formos ao dicionário pesquisar o significado da palavra &lt;strong&gt;Alegria&lt;/strong&gt; a encontraremos definida como um vocábulo de origem &lt;em&gt;Teutônico&lt;/em&gt; cujo sentido está relacionado à uma gama de emoções ou sentimentos que vão desde &lt;em&gt;contentamento&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;satisfação&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;bem-estar&lt;/em&gt; - até &lt;em&gt;inteireza&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;felicidade&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;júbilo&lt;/em&gt;. Alegria é uma palavra cuja mais remota inserção na língua portuguesa data do século XIII, deriva do latim clássico &lt;em&gt;alecer&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;alacris&lt;/em&gt; e vem do adjetivo &lt;em&gt;alegre&lt;/em&gt;, que quer dizer &lt;em&gt;animado&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;vivo&lt;/em&gt;. Em síntese, parece dizer respeito à qualidade ou estado de quem demonstra “&lt;em&gt;prazer em viver&lt;/em&gt;”. Conhecer esses significados é extraordinariamente diferente de “&lt;em&gt;viver a alegria&lt;/em&gt;”, um sentimento tão pessoal e singular que não terá jamais uma boa tradução para o senso comum ou uma versão coincidente para uma percepção coletiva.&lt;br /&gt;O comportamento humano é, por assim dizer, paradoxalmente previsível e surpreendente. Não raras vezes, transitamos entre a capacidade de lidarmos satisfatoriamente com o cotidiano e a incapacidade de lidarmos eventualmente com o inusitado e o inesperado; também transitamos entre o mal-estar da angústia vivida na selva urbana contemporânea e a possibilidade de resgatarmos a alegria enquanto estado primordial da existência que emerge na essência do nosso verdadeiro ser.&lt;br /&gt;O sábio hindu &lt;em&gt;Rabindranath&lt;/em&gt; nos fala da alegria em termos dos processos naturais, enfatizando que a compulsão não é atração básica para o homem, mas a alegria está em toda parte e só terá alcançado a verdade decisiva aquele que souber que o mundo todo é uma criação da alegria.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lowen&lt;/em&gt; (1997) nos assinala que, assegurar a sobrevivência é uma das funções do ego, como representante do instinto de autopreservação. Ele a realiza valendo-se de sua capacidade de coordenar a reação do corpo à realidade externa por meio do controle que exerce sobre a musculatura voluntária, assumindo o comando de todas as funções corporais que poderiam interferir na sobrevivência. Todavia, como o “general” que se torna um “ditador” depois de saborear o poder de comandar, o ego reluta em abrir mão de sua hegemonia. Apesar do fato de o perigo ser passado, de que aquela criança amedrontada é agora um adulto independente - o ego não consegue permitir-se aceitar a nova realidade e renunciar ao controle. Agora se tornou um superego, que teima em manter o controle por temer que irrompa a anarquia caso abandone seu posto. Dessa contínua tensão pode sobrevir o descontentamento e a infelicidade.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ROMAN&lt;/em&gt; (1995) atribuindo sua fonte de inspiração a um estado de meditação e consciência expandida, salienta que existem muitos caminhos de vida a escolher, assim como existem muitas maneiras de servir no nível planetário - existe o caminho da vontade, da luta e também o caminho da alegria, que implica a valorização de nós mesmos e o controle de onde investimos o nosso tempo - a alegria é uma nota que fazemos vibrar ao movimentar-nos durante o dia. Só teremos alegria quando nos concentrarmos em tê-la e nos fixarmos em nada menos do que isso. A capacidade de vermos todas as situações, pessoas e eventos de uma perspectiva positiva ajudar-nos-á a abandonar as formas de pensamento das massas e dos níveis mais densos de energia, rumo ao nosso caminho de alegria. Nós estamos realmente dispostos a acreditar em idéias de abundância, de reconhecer o mundo interior e de aprender a crescer através da alegria? - qual é a nossa verdade? O propósito da vida é qualquer caminho que escolhermos, pois tudo é livre arbítrio. Precisamos respeitar a nós mesmos como pessoas únicas.&lt;br /&gt;Essa reflexão nos remete á visão de &lt;em&gt;TOLLE&lt;/em&gt; (2002) que nos alerta que o verdadeiro poder humano se encontra na entrega ao Agora: o momento presente. Se constatarmos que não existe alegria, naturalidade e leveza naquilo que estamos fazendo é porque o tempo está encobrindo o momento presente e a nossa vida está sendo percebida como um encargo, um peso ou um dura luta. Ao respeitarmos o momento presente, toda a infelicidade e tristeza se dissolvem e a vida começa a fluir com alegria e naturalidade, porque ao agirmos com a consciência do momento presente, tudo o que fizermos virá com um sentido de qualidade e amor.&lt;br /&gt;Toda pessoa tem o direito de ser feliz, ainda que a realização disso signifique trabalho árduo, é na alegria de viver que se encontra o sentido maior da própria existência - com essa crença, o poeta, músico, escritor, filósofo e educador mineiro &lt;em&gt;Geraldo Eustáquio de Souza&lt;/em&gt; traduz sabiamente o sentimento de alegria na plenitude do momento presente: &lt;em&gt;“Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e sorrir e cantar e brincar e dançar e vestir-se com todas as cores e entregar-se a todos os amores experimentando a vida em todos os seus sabores sem preconceito ou pudor. Tempo de entusiasmo e de coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda a disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso. Essa idade, tão fugaz na vida da gente, chama-se PRESENTE, e tem apenas a duração do instante que passa... doce pássaro do AQUI E AGORA que quando se dá por ele já partiu para nunca mais!”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A alegria depende de nós e ela está no percurso e não no fim do caminho, na construção da história e não na cena final.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;CUNHA, A. G. Dicionário Etimológico da L. Portuguesa. RJ: N. Fronteira, 1997&lt;br /&gt;LOWEN, Alexandre. Alegria: a entrega ao corpo e à vida. São Paulo: Summus, 1997&lt;br /&gt;ROMAN, Sanaya. Vivendo com alegria. São Paulo: Pensamento, 1995&lt;br /&gt;TOLLE, Eckhart. O poder do agora. Rio de Janeiro: Sextante, 2002&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-8843280788559047262?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/8843280788559047262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=8843280788559047262&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8843280788559047262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8843280788559047262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/10/sobre-alegria.html' title='Sobre a ALEGRIA'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/StOEGToMwNI/AAAAAAAAAXo/U5Sk0m_bmzg/s72-c/Alegria2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-6133711339509232007</id><published>2009-09-25T11:24:00.005-03:00</published><updated>2009-09-25T23:35:27.702-03:00</updated><title type='text'>A Essência do HUMOR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SrzZWjBLNQI/AAAAAAAAAXg/AYoEhCybHpg/s1600-h/Humor1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385418235808789762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SrzZWjBLNQI/AAAAAAAAAXg/AYoEhCybHpg/s320/Humor1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Monteiro Lobato&lt;/em&gt; dizia que o Humor é a maneira imprevisível, certa e filosófica de ver as coisas. No mundo contemporâneo globalizado e competitivo em que vivemos, muitas vezes não conseguimos desenvolver uma efetiva capacidade de resiliência para sairmos do campo tenso produtor de incômodo e mal-estar, para um campo relaxado mais duradouro, onde a espontaneidade, a informalidade, a alegria e o bom humor se façam emergentes, ampliando o nível de qualidade na experiência do cotidiano das nossas relações.&lt;br /&gt;O educador &lt;em&gt;Eugenio Mussak&lt;/em&gt; (escritor, conferencista, presidente da consultoria Sapiens Sapiens Desenvolvimento Integral, professor do MBA da FIA-USP e Fundação Dom Cabral) assinala que, no melhor dos mundos, poderíamos apenas ser mais engraçados, como éramos quando crianças, desse modo absolutamente natural, desprovidos de controles sociais, de autocensura e adágios vencidos. &lt;em&gt;Mussak&lt;/em&gt; trata de forma notável esse tema extraordinariamente difícil de definir chamado “Humor”, elemento vital e singular da condição humana:&lt;br /&gt;Não há pessoas bem ou mal-humoradas, há as que se permitem ser e as que não se permitem ser bem-humoradas, dependendo mais da educação que receberam do que da genética que carregam - mas todos precisamos do Humor. O vocábulo Humor é de origem latina, mas vem do grego. Os antigos usavam a palavra para designar os líquidos do corpo que estariam ligados com a saúde da pessoa e como conseqüência, com seu estado de espírito. &lt;em&gt;Hipócrates&lt;/em&gt; estudava os quatro humores circulantes: o sangue, a fleuma, a bílis amarela e a bílis negra - do equilíbrio dos quatro dependia o equilíbrio do corpo, ou seja, a saúde. Como a saúde do corpo interfere na condição psicológica da pessoa, bem como recebe a influência desta, foi natural que se estabelecesse rapidamente uma relação entre os humores e o comportamento. Assim, uma pessoa alegre, "de bem com a vida", estava "de bem com os seus humores" e era, portanto - uma pessoa bem-humorada. Quando &lt;em&gt;Freud&lt;/em&gt; descreveu o inconsciente, trouxe para a humanidade uma informação que mudou o rumo das ciências comportamentais e como conseqüência, do próprio comportamento humano. Em 1905 ele publicou o livro &lt;em&gt;“O Chiste e sua relação com o inconsciente”&lt;/em&gt;, com o estudo sobre o Humor, a comédia e o gracejo, utilizando os princípios gerais da psicanálise. Em seu livro &lt;em&gt;“A interpretação dos sonhos”&lt;/em&gt; que lança o conceito de inconsciente e cria as bases da psicanálise ele já havia explicado como elaboramos nossos sonhos (que seria uma espécie de conteúdos manifestos de idéias latentes que se mostram através de imagens substitutivas da realidade, abreviando, condensando e em geral, caricaturizando a realidade). Na obra &lt;em&gt;“O Chiste e sua relação com o Inconsciente” &lt;/em&gt;(1977) &lt;em&gt;Freud&lt;/em&gt; mostra que o Humor utiliza-se das mesmas ferramentas que utilizamos para construir os sonhos. Tanto o sonho quanto o Humor seriam, portanto, necessários para aliviar as tensões internas e descarregar energias destrutivas. Através do sonho elaboramos nossas frustrações e nos equilibramos - através do Humor, também. A diferença consiste apenas no fato de que enquanto o Humor é uma forma de comunicação interpessoal, o sonho é a mais natural das formas de comunicação intrapessoal. O Humor é a mais social das funções psicológicas destinadas à obtenção do prazer. O prazer cômico nasce do confronto entre o comportamento da pessoa observada ou imaginada e o nosso próprio comportamento. O engraçado reside no fato de que esse comportamento, considerado cômico, poderia também, ser nosso. Poderíamos, portanto, sermos engraçados, como éramos quando crianças de modo espontâneo e simples, e dessa possibilidade, retiraríamos prazer. Como disse &lt;em&gt;Kant&lt;/em&gt;, "&lt;em&gt;o cômico é uma esperança decepcionada&lt;/em&gt;". O Humor é sempre uma caricatura de nós mesmos como humanos que somos. O Humor é universal e não pessoal, como são a ironia, a sátira, ou o seu parente mais objetivo: o sarcasmo, que tem alvos fixos, e muitas vezes, são destrutivos. O Humor não mira um indivíduo ou uma instituição, mas a própria condição humana; uma vez que ele é uma espécie de “riso filosófico” em que o homem compara a finitude do mundo e da própria vida com o infinito da idéia. Portanto, quando &lt;em&gt;Cervantes&lt;/em&gt; descreve Don Quixote, está manifestando Humor, pois no personagem o que se destaca é o ridículo, mas ao mesmo tempo está revestido de imensa simpatia humana - Don Quixote poderia ser ridículo, mas muitos de nós nos identificamos com ele - nós gostaríamos de ter coragem de guerrear dragões, mesmo que todos pensassem que eles são moinhos de vento. Então por que a gente não faz? - porque somos adultos, portanto dominados por nosso superego construído pela sociedade que nos diz que devemos controlar nossas pulsões, especialmente a pulsão da vida, o Eros, pois este é inconveniente ao convívio social. Nascemos de Eros e morremos por Thanatos, mas a distância que os separa é medida menos pela biologia e mais pela sociologia. Chamamos o homem sério de “sizudo”, porque sendo adulto e portanto sério, já tem o dente do siso ou da sensatez - &lt;em&gt;“muito riso, pouco siso”&lt;/em&gt; diz o adágio popular original da idade média, será mesmo? Devemos também lembrar que a palavra “emburrado” vem de “burro”, sendo assim, o bom-humor seria um sinal de inteligência. A palavra “enfezado” vem de “cheio de fezes”, alguém com “prisão de ventre” dificilmente consegue ter bom-humor - está de fato “mau com seus humores”. &lt;em&gt;Sócrates&lt;/em&gt; preconizava o Humor e era bem-humorado, ao contrário de &lt;em&gt;Platão&lt;/em&gt; que considerava o riso um sinal de fraqueza de caráter. &lt;em&gt;Sócrates &lt;/em&gt;era mais solto, livre dos controles sociais, talvez por isso mesmo tenha sido acusado de subversão dos costumes - ensinava na praça, foi preso, condenado e levado ao suicídio compulsório - quando o juiz ao proferir a sentença disse: &lt;em&gt;“Sócrates você está condenado à morte”,&lt;/em&gt; ele por sua vez foi ao mesmo tempo lúcido e bem-humorado respondendo com a calma dos sábios: &lt;em&gt;“Grande coisa, o senhor também!”.&lt;/em&gt; Nenhum grande escritor desprezou o Humor, &lt;em&gt;Shakespeare&lt;/em&gt; mostrava o Humor não só nas comédias, mas também nas tragédias - Hamlet vive a ambigüidade entre a dúvida e o humor, o “bobo da corte”, quando estudado com mais cuidado na literatura medieval mostra não o tolo, mais o sátiro inteligente, sagaz, influente e até temido. O Humor constrói ou destrói - mas dificilmente passa incólume. Inúmeros autores influentes na literatura universal (especialmente &lt;em&gt;Oscar Wilde&lt;/em&gt;) utilizaram o Humor em suas mais variadas formas para passar suas mensagens, sem as quais o mundo teria menos brilho. No Brasil, &lt;em&gt;Machado de Assis&lt;/em&gt; não pode ser ignorado nesse contexto. É clássico em pedagogia que enquanto o aprendizado é um fenômeno intelectual, a aprendizagem é emocional - aprendizado é produto, aprendizagem é processo, ambos são interdependentes e a aprendizagem só ocorrerá se a pessoa receber junto com a informação, a percepção do significado e uma carga emocional. Entre os componentes emocionais mais competentes para promover a aprendizagem, encontramos sem dúvida, o Humor. Por que, em geral, os colunistas mais lidos são &lt;em&gt;José Simão, Mário Prata, Luiz Fernando Veríssimo e Max Gehringer&lt;/em&gt; - porque eles se utilizam da forma como bandeira; não desprezam o conteúdo, mas notabilizam-se pela forma e esta atinge a maior necessidade psicológica do homem moderno: o lenitivo emocional que permite suportar a acidez corrosiva da realidade. Quando o Humor cumpre esse papel, ao mesmo tempo em que passa conteúdo e instiga o pensamento, estamos no melhor dos mundos da literatura informativa, reflexiva e prazerosa. &lt;em&gt;Viktor Frankl&lt;/em&gt; fundou a &lt;em&gt;Logoterapia&lt;/em&gt; após sua experiência em campos de concentração onde passou praticamente toda a guerra, não só conseguiu suportar a miséria da vida como saiu fortalecido, gestando uma nova teoria psicoterapêutica - em seu livro &lt;em&gt;“Em busca do sentido - um psicólogo no campo de concentração” &lt;/em&gt;(1997) ele deixa claro que conseguiu suportar os maus tratos e sair melhor porque se valeu de duas ferramentas psicológicas altamente poderosas: a criação de objetivos na vida e a prática do Humor, independentemente da carga de sofrimento existente - só assim sua vida e de seus companheiros imediatos ficou suportável, uma experiência que virou uma nova escola psicanalítica: ajudar pessoas não através da análise do seu passado como prescrevia &lt;em&gt;Freud&lt;/em&gt;, mas a partir da construção do futuro e da percepção do engraçado no presente. Dizia &lt;em&gt;Frankl&lt;/em&gt;: “&lt;em&gt;Eu nunca teria conseguido suportar se não conseguisse rir, o riso me levava momentaneamente para fora daquela situação horrível o suficiente para torná-la suportável”.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Bill Cosby&lt;/em&gt; disse uma coisa parecida: &lt;em&gt;“Se você conseguir rir de alguma coisa poderá sobreviver a ela”&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Eugène Ionesco&lt;/em&gt; escrevendo a respeito do papel do seu teatro assinalou: &lt;em&gt;“Tornar-se consciente do que é assustador e rir disso, é tornar-se mestre do que é assustador - só o sorriso é capaz de nos dar a força para suportar a tragédia da existência”.&lt;/em&gt; E &lt;em&gt;Thomas Hobbes&lt;/em&gt; coroou: &lt;em&gt;“O riso é um tipo de glória repentina”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Existe alguma ferramenta mais eficiente para criar ambientes de felicidade do que o humor?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;MUSSAK, Eugênio. “Humor” - Volume 14 (Coleção Para Pensar e Agir) / Rio de Janeiro: Linkquality DVDs - Vídeos de Treinamento (texto adaptado à partir da transcrição parcial do vídeo)&lt;br /&gt;FRANKL, V. E. Em busca do sentido: um psicólogo no campo de concentração. Petrópolis: Vozes, 1997.&lt;br /&gt;FREUD, Sigmund. O Chiste e sua relação com o Inconsciente. Rio de Janeiro. Imago, 1977&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;FREUD, Sigmund. A interpretação dos Sonhos.Rio de Janeiro: Imago, 1999. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-6133711339509232007?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/6133711339509232007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=6133711339509232007&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6133711339509232007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6133711339509232007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/09/essencia-do-humor.html' title='A Essência do HUMOR'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SrzZWjBLNQI/AAAAAAAAAXg/AYoEhCybHpg/s72-c/Humor1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-8823768227999469041</id><published>2009-09-16T19:44:00.004-03:00</published><updated>2009-09-16T20:11:44.652-03:00</updated><title type='text'>A Ideologia da Globalização: "O sonho obriga o homem a pensar”.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SrFuFApfRZI/AAAAAAAAAXY/0CZrfsIOzzg/s1600-h/GlobalizaÃ§Ã£o2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382204062036870546" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SrFuFApfRZI/AAAAAAAAAXY/0CZrfsIOzzg/s320/Globaliza%C3%A7%C3%A3o2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A Globalização é um fenômeno capitalista e complexo que começou na Era dos Descobrimentos Europeus (século XV e XVII) e desenvolveu-se a partir da Revolução Industrial (século XVIII e XIX). O seu conteúdo passou despercebido por muito tempo, e hoje muitos economistas analisam esse fenômeno como resultado do pós Segunda Guerra Mundial, ou como resultado da Revolução Tecnológica. O conceito de Globalização e "Aldeia Global" surgiu em meados da década de 1980 e diz respeito à interdependência de todos os povos e países do nosso planeta. A expressão tem sido utilizada mais recentemente num sentido marcadamente ideológico, na qual se assiste no mundo inteiro a um processo de integração econômica sob a égide do neoliberalismo, caracterizado pelo predomínio dos interesses financeiros, pela desregulamentação dos mercados, pelas privatizações das empresas estatais, e pelo abandono do estado de bem-estar social.&lt;br /&gt;É impossível tratar desse tema sem buscar referências na obra do Prof. Dr. &lt;strong&gt;Milton Santos&lt;/strong&gt; (1926-2001), renomado geógrafo baiano, advogado, consultor da ONU, UNESCO e OIT e possuidor de 13 títulos de doutor honoris causa, recebidos no Brasil, França, Argentina e Itália, entre outros. Ele foi um desses raros pensadores brasileiros cujas reflexões e produção teórica repercutiu não só além das fronteiras do país, como também além do âmbito de sua comunidade profissional. Intelectual comprometido com os grandes problemas e questões de seu tempo, sobretudo com aquelas parcelas da população marginalizadas pelo perverso processo de Globalização ainda hoje em curso; deixou sua marca de indignação e revolta por todos os meios e instrumentos nos quais teve a oportunidade de manifestar suas idéias. O Prof. Dr. &lt;em&gt;Délio Mendes&lt;/em&gt; (2001) salienta que &lt;em&gt;Milton Santos&lt;/em&gt; se mostrou mais crítico no livro &lt;em&gt;“Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal”&lt;/em&gt; (2002), onde nos aponta para um mundo de difícil percepção por conta da confusão reinante que nos tem levado à perplexidade. Portanto, toma para análise a realidade relacional do ser humano, e a esta realidade relacional perversa atribui os males revelados pelo território. Não aceita explicações mecanicistas pelo seu caráter insuficiente. Atribuindo ao desenrolar da história, capitaneada por determinados segmentos da sociedade, os males que tornam difícil a vida da maioria das mulheres e dos homens. Coloca na base deste processo confuso a tirania do dinheiro e da informação, transcende a Marx, e o dinheiro passa a produzir dinheiro, dominando o mundo da produção de mercadorias. Especulação, financeirização. A Globalização é feita menor, sob a égide dos bancos e dos banqueiros, criando uma fábrica de perversidades.&lt;br /&gt;Para compreender os efeitos culturais da Era da Globalização em que vivemos é interessante conhecer a interpretação multidisciplinar do mundo contemporâneo proposta por &lt;em&gt;Milton Santos&lt;/em&gt; e sumarizada abaixo, onde ele realça o papel atual da ideologia na produção da história e nos traz uma mensagem de esperança na construção de um novo universalismo, bom para todos os povos e pessoas:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Estamos convencidos de que a mudança histórica em perspectiva provirá de um movimento de baixo para cima, tendo como atores principais os países subdesenvolvidos e não os países ricos; os deserdados e os pobres e não os opulentos e outras classes obesas; o indivíduo liberado partícipe das novas massas e não o homem acorrentado; o pensamento livre e não o discurso único.&lt;br /&gt;- Vivemos num mundo confuso e confusamente percebido. De um lado, é abusivamente mencionado o extraordinário progresso das ciências e das técnicas, das quais um dos frutos são os novos materiais artificiais que autorizam a precisão e a intencionalidade. De outro lado, há também, referência obrigatória à aceleração contemporânea e todas as vertigens que cria, a começar pela própria velocidade.&lt;br /&gt;- Quando tudo permite imaginar que se tornou possível a criação de um mundo veraz, o que é imposto aos espíritos é um mundo de fabulações, que se aproveita do alargamento de todos os contextos para consagrar um discurso único.&lt;br /&gt;- Se desejamos escapar à crença de que esse mundo assim apresentado é verdadeiro, e não queremos admitir a permanência de sua percepção enganosa, devemos considerar a existência de pelo menos três mundos num só. O primeiro seria o mundo tal qual nos fazem vê-lo: &lt;strong&gt;a globalização como fábula&lt;/strong&gt;; o segundo seria o mundo tal como ele é: &lt;strong&gt;a globalização como perversidade&lt;/strong&gt;; e o terceiro, o mundo como ele pode ser: &lt;strong&gt;uma outra globalização&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;- Fala-se em aldeia global para fazer crer que a difusão instantânea de notícia realmente informa as pessoas. A partir desse mito e do encurtamento das distâncias (para aqueles que realmente podem viajar), também se difunde a noção do tempo e espaço contraídos (é como se o mundo se houvesse tornado, para todos, ao alcance da mão). Um mercado avassalador dito global é apresentado como capaz de homogeneizar o planeta quando, na verdade, as diferenças são aprofundadas. Há uma busca de uniformidade, ao serviço dos atores hegemônicos, mas o mundo se torna menos unido, tornando mais distante o sonho de uma cidadania verdadeiramente universal. Enquanto isso, o culto ao consumo é estimulado.&lt;br /&gt;- Esses poucos exemplos, recolhidos numa lista interminável, nos permitem indagar se, no lugar do fim da ideologia proclamado pelos que sustentam a bondade dos presentes processos de globalização, não estaríamos, de fato, diante da presença de uma ideologização maciça, segundo a qual a realização do mundo atual exige condição essencial para o exercício de fabulações.&lt;br /&gt;- Para a grande maior parte da humanidade a Globalização está se impondo como uma fábrica de perversidades. O desemprego crescente torna-se crônico. A pobreza aumenta e as classes médias perdem em qualidade de vida. O salário médio tende a baixar. A fome e o desabrigo se generalizam em todos os continentes. Novas enfermidades se instalam e velhas doenças, supostamente extirpadas, fazem seu retorno triunfal. A mortalidade infantil permanece, a despeito dos progressos médicos e da informação. Alastram-se e aprofundam-se males espirituais e morais, como os egoísmos, os cinismos e a corrupção.&lt;br /&gt;- Podemos pensar na construção de um outro mundo, mediante uma Globalização mais humana. As bases técnicas que o grande capital se apóia para construir a globalização perversa mencionada, poderão servir a outros objetivos, se forem postas ao serviço de outros fundamentos sociais e políticos.&lt;br /&gt;- Agora que estamos descobrindo o sentido de nossa presença no planeta, pode-se dizer que uma história universal verdadeiramente humana está, finalmente, começando. A mesma materialidade, atualmente utilizada para construir um mundo confuso, pode vir a ser uma condição da construção de um mundo mais humano. Basta que se completem as duas grandes mutações ora em gestação: a mutação tecnológica e a mutação filosófica da espécie humana.&lt;br /&gt;- A grande mutação tecnológica é dada com a emergência das técnicas da informação, as quais são constitucionalmente divisíveis, flexíveis e dóceis, adaptáveis a todos os meios e culturas, ainda que seu uso perverso esteja subordinado aos interesses dos grandes capitais. Mas, quando sua utilização for democratizada, essas técnicas estarão ao serviço do homem.&lt;br /&gt;- Muito se fala hoje nos progressos e nas promessas da engenharia genética, que conduziriam a uma mutação do homem biológico, algo que ainda é do domínio da história da ciência e da técnica. Pouco, no entanto, se fala das condições, também hoje presentes, que podem assegurar uma mutação filosófica do homem, capaz de atribuir um novo sentido à existência de cada pessoa e, também, do planeta.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;A utopia é pertinente, a GLOBALIZAÇÃO DE TODOS é um projeto irreversível da humanidade.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;SANTOS, Milton. Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2002&lt;br /&gt;MENDES, Délio. Milton Santos: Por uma outra globalização - a de todos. Revista Política Democrática, Brasília, Ano 1, n.2, p.191-197, 2001.&lt;br /&gt;CARVALHO, M. B. "Milton Santos: intelectual, geógrafo e cidadão indignado". In: El ciudadano, la globalización y la geografía. Homenaje a Milton Santos. Scripta Nova. Revista electrónica de geografía y ciencias sociales, Universidad de Barcelona, vol. VI, núm. 124, 30 de septiembre de 2002.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ub.es/geocrit/sn/sn-124.htm"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000000;"&gt;http://www.ub.es/geocrit/sn/sn-124.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-8823768227999469041?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/8823768227999469041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=8823768227999469041&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8823768227999469041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8823768227999469041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/09/ideologia-da-globalizacao-o-sonho.html' title='A Ideologia da Globalização: &quot;O sonho obriga o homem a pensar”.'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SrFuFApfRZI/AAAAAAAAAXY/0CZrfsIOzzg/s72-c/Globaliza%C3%A7%C3%A3o2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-3088741217117917960</id><published>2009-09-07T01:09:00.004-03:00</published><updated>2009-09-07T01:24:17.816-03:00</updated><title type='text'>Sobre a incapacidade de administrar o consenso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SqSKE3jukGI/AAAAAAAAAXQ/qBMrkkm7MIg/s1600-h/Abilene5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378575671225127010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 194px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SqSKE3jukGI/AAAAAAAAAXQ/qBMrkkm7MIg/s320/Abilene5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um &lt;em&gt;Paradoxo&lt;/em&gt; é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz o senso comum. Em termos simples, um &lt;em&gt;Paradoxo&lt;/em&gt; é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade”. Etimologicamente, a palavra é composta do prefixo “&lt;em&gt;para&lt;/em&gt;”, que quer dizer "&lt;em&gt;contrário a&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;alterado&lt;/em&gt;" ou "&lt;em&gt;oposto de&lt;/em&gt;", conjugada com o sufixo nominal “&lt;em&gt;doxa&lt;/em&gt;”, que significa dizer "&lt;em&gt;opinião&lt;/em&gt;". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Paradoxo de Abilene&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; foi inicialmente observado por &lt;em&gt;Jerry B. Harvey&lt;/em&gt; (especialista em gestão e professor da &lt;em&gt;The George Washington University&lt;/em&gt;), no seu artigo &lt;em&gt;"The Abilene Paradox and other Meditations on Management”&lt;/em&gt;. Tal paradoxo define uma situação em que um grupo de pessoas se vê forçado a agir de uma forma oposta às suas preferências, escolhe um curso de ações com o qual não concorda devido ao medo da rejeição, ou ainda, deixa-se levar por uma determinada preferência, apesar de não estarem de acordo, porque pensam que todos os outros membros concordam. Enfim, é um consenso formado por um grupo cujos integrantes, individualmente, prefeririam tomar uma decisão oposta - é uma decisão coletiva tomada com base em suposições individuais, equivocadas, sobre as decisões dos outros membros do grupo O nome do paradoxo surgiu a partir de uma estória em que todos os membros de uma família, estando sentados confortavelmente em sua casa, decidem passear em &lt;em&gt;Abilene&lt;/em&gt; (uma cidade no Texas). A viagem foi um inferno para cada um deles, apesar de nenhum mencionar tal fato, pensando que os outros estavam gostando. Só no regresso o problema foi levantado e só aí tomaram consciência de que agiram em contradição com o que realmente queriam fazer. Tal fenômeno ocorre entre pessoas, grupos, famílias, organizações, comunidades e países e se dá de forma paradoxal e curiosa. Como adultos racionais, sem serem coagidos, podem unanimemente concordar com uma decisão que todos, indistintamente, reprovam? As pessoas, grupos e organizações freqüentemente fazem coisas contrárias aos desejos de qualquer um de seus membros indo exatamente contra os propósitos que se propuseram atingir. A estrada para “&lt;em&gt;Abilene&lt;/em&gt;” geralmente começa assim: todos concordam sobre a natureza básica da situação, sobre o que deveriam fazer, mas de algum modo deixam de comunicar a concordância e com base em informações erradas fazem exatamente o oposto. Na verdade, o “&lt;em&gt;Paradoxo de Abilene&lt;/em&gt;” retrata a incapacidade de administrar o consenso e não o conflito, que na verdade não existe em sua origem. Parece absurdo que as pessoas possam agir em contradição com o que realmente querem, piorando os seus problemas em lugar de resolvê-los. O absurdo é um elemento básico no “&lt;em&gt;Paradoxo de Abilene&lt;/em&gt;” e para entendê-lo temos que lidar com os princípios psicológicos que têm uma imensa força; antes de tudo há uma ansiedade pela ação e muitas vezes criamos uma série de fantasias sobre “desastres” que aconteceriam se agíssemos com sensatez explicitando nossas reais motivações, e tais explicações nos dão justificativas bizarras para não nos arriscarmos e desculpas para não agir quando o que a situação reclama é exatamente a ação. Arriscar-se é uma conseqüência natural da existência humana e não fazê-lo pode gerar resultados bem piores do que não fazer nada. Se tivermos receio de assumir riscos podemos preferir um passeio para “&lt;em&gt;Abilene&lt;/em&gt;” e esta escolha pode envolver riscos ainda maiores, logo, do que temos medo? Provavelmente é um sintoma de uma coisa que conhecemos bem: o medo da rejeição, medo da exclusão. Quanto mais tememos a separação mais teremos que enfrentar a separação que tememos. Felizmente há algumas maneiras de se evitar as viagens para “Abilene”, mas é preciso prestar atenção às placas de sinalização. Um dos sinais seguros da chegada a “&lt;em&gt;Abilene&lt;/em&gt;” é a procura por um “bode expiatório” e uma atribuição de culpa desta natureza é tão irrelevante quanto inútil - concentrar-se no conflito quando o problema é o consenso é algo totalmente fora da realidade. E quando um grupo ou organização chegar a esse ponto todos os seus membros serão vítimas - na verdade, se não se ajudarem mutuamente todos os passageiros para “&lt;em&gt;Abilene&lt;/em&gt;” serão igualmente responsáveis, a menos que se encontre um modo de quebrar a coesão dessa “conspiração”. Cada um de nós tem uma opção, podemos ficar quietos ou enfrentar a situação, não com informações novas, mas com algo que o grupo já está de acordo. Portanto, podemos lidar com esse paradoxo, entretanto não é fácil, primeiro cada indivíduo precisa calcular o risco real de entrar em ação, bem como o risco de não fazer coisa alguma. Então o que se precisa é de um confronto diante do grupo para que os indivíduos expressem suas próprias crenças e opiniões sem atribuírem crenças e opiniões aos outros. É incrível como podemos transformar algo tão simples como estar de acordo num problema tão grande. E como podemos saber se estamos na estrada para “&lt;em&gt;Abilene&lt;/em&gt;”? Se todos concordam com a natureza da situação (o que querem fazer) precisam comunicar tal concordância, e não se pode fazer coisas contrárias ao que se quer fazer, porquanto tal comportamento vai gerar frustrações e conflitos. É um paradoxo realmente, mas os paradoxos são assim por que se baseiam numa lógica diferente daquilo que podemos entender ou esperar. Se pudermos romper com essa lógica e tivermos a coragem de defender as nossas convicções, nossos grupos e organizações poderão crescer e desenvolver-se. Qual a verdadeira razão por detrás de tantos esforços desperdiçados, projetos que não levam a nada e programas que falham o alvo? Tudo começa nos recônditos da emoção humana e da comunicação deficiente, onde o medo do isolamento ou da censura leva os indivíduos a dizer "sim" em vez de "não", levam a decisões de grupo inadequadas, gerando “acordos mal-administrados" e processos decisórios improdutivos e ineficazes. Uma concordância mal administrada (falso conflito) é tão perigosa para a harmonia das relações interpessoais e intergrupais quanto o excesso de conflitos reais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;HARVEY, Jerry B. The Abilene Paradox and Other Meditations on Management Jossey-Bass. 1ª ed. 1996&lt;br /&gt;O Paradoxo de Abilene (The Abilene Paradox). DVD Siamar / CRM Films (EUA)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-3088741217117917960?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/3088741217117917960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=3088741217117917960&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/3088741217117917960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/3088741217117917960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/09/sobre-incapacidade-de-administrar-o.html' title='Sobre a incapacidade de administrar o consenso'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SqSKE3jukGI/AAAAAAAAAXQ/qBMrkkm7MIg/s72-c/Abilene5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-4158940462450010559</id><published>2009-08-29T17:05:00.006-03:00</published><updated>2009-08-29T17:35:01.019-03:00</updated><title type='text'>Mudança é o nome do caminho entre onde estamos e para onde queremos ir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SpmP_KvQf8I/AAAAAAAAAXI/Q91jDcIM2Mw/s1600-h/Objetivos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375485945620496322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 251px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SpmP_KvQf8I/AAAAAAAAAXI/Q91jDcIM2Mw/s320/Objetivos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;“[...] Otimismo só é útil onde existe ação planejada, pensamento positivo só funciona à custa de muito trabalho, sem objetivos e prazos definidos, esperança é pura ilusão [...]”&lt;/em&gt; - com essa e outras contundentes afirmações, o Economista, Psicanalista e Consultor de Comportamento &lt;em&gt;Geraldo Eustáquio de Souza&lt;/em&gt; nos assinala o seu entendimento sobre “&lt;em&gt;Resultados&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;O que é de fato um &lt;strong&gt;OBJETIVO&lt;/strong&gt;? Diz respeito a um fim que se quer atingir, o foco de uma busca, um lugar onde e quando se quer chegar, o efeito que se deseja gerar. As palavras assumem inúmeros significados dependendo dos contextos, representações percepções e modelos mentais a elas associados. Objetivo é um enunciado escrito, sobre resultados a serem alcançados num período determinado; é uma declaração, uma expressão, uma frase, uma expectativa de desempenho, uma projeção de resultados; &lt;em&gt;é um conjunto de números. O quanto possível, números.&lt;/em&gt; A grande maioria dos objetivos pode ser quantificada. São números que orientam o desempenho para um resultado mensurável, mobilizador, importante e compatível com os demais resultados.&lt;br /&gt;O professor alemão &lt;em&gt;Karl Duncker&lt;/em&gt; tendo realizado consideráveis pesquisas sobre a psicologia da solução dos problemas, apresentou suas conclusões com as seguintes palavras: &lt;em&gt;"O problema surge quando o ser vivo possui um objetivo, mas não sabe como consegui-lo".&lt;/em&gt; Baseado na definição de &lt;em&gt;Duncker&lt;/em&gt;, o problema é a distância entre o lugar onde nos encontramos (Estado Atual) a aquele onde desejamos estar (Estado Desejado), quando não existe aparentemente nenhum meio de transporte à vista. Quase sempre o elemento que falta é o segundo, o Estado Desejado.&lt;br /&gt;Tais estudos nos remetem à evidência de que as pessoas que apresentam melhores resultados naquilo que fazem, são aquelas que definem claramente seus objetivos. Muitas vezes reclamamos que não conseguimos realizar nossos objetivos e isto ocorre porque tais objetivos nem sempre decidem, nem expressam especificamente, o que queremos. &lt;em&gt;Anthony Robbins&lt;/em&gt; (1987) nos recomenda que, ao formularmos metas e objetivos, devemos seguir o seguinte caminho:&lt;br /&gt;[1] - &lt;strong&gt;Exprimir objetivos em termos positivos&lt;/strong&gt;: isso significa dizermos o que desejamos que aconteça. Muito freqüentemente, explicitamos como meta o que não queremos que ocorra e não o que precisamente desejamos;&lt;br /&gt;[2] - &lt;strong&gt;Ser o mais especifico possível:&lt;/strong&gt; ou seja, precisamos utilizar todos os nossos sentidos para formular claramente os resultados que queremos atingir (como os vemos, sentimos e pensamos). Quanto mais específicas e ricas de sentidos forem as nossas descrições, mais fortalecerão nosso cérebro para realização dos nossos desejos. Por outro lado, quanto mais inespecíficas e generalizadas forem nossas descrições, mais dificultarão o nosso cérebro no processo de consumação de nossas metas;&lt;br /&gt;[3] - &lt;strong&gt;Possuir um procedimento de evidência:&lt;/strong&gt; é importante sabermos como nos sentiremos e o que veremos e ouviremos em nosso mundo exterior, após ter alcançado o nosso objetivo. Se não soubermos como reconhecer quando o tivermos alcançado, não saberemos se estamos nos distanciando ou nos aproximando dele e poderemos até já tê-lo atingido sem o sabermos;&lt;br /&gt;[4] - &lt;strong&gt;Estar nós mesmos no controle e monitoramento de nossas metas:&lt;/strong&gt; nosso objetivo deve ser iniciado e gerenciado por nós. Ele não deve depender da iniciativa ou da mudança de outras pessoas.&lt;br /&gt;[5] - &lt;strong&gt;Assegurar que o nosso objetivo seja ecologicamente sadio e desejável:&lt;/strong&gt; Projetemos no futuro as conseqüências de nossa meta atual. Nosso objetivo deve beneficiar a nós próprios, mas não deve prejudicar a outras pessoas.&lt;br /&gt;Além levarmos em conta essas importantes estratégias na construção dos nossos objetivos, é conveniente ainda:&lt;br /&gt;[a] &lt;em&gt;Identificarmos limitações, recursos disponíveis e alternativas&lt;/em&gt; {há algo que esteja nos impedindo de atingir o objetivo definido?, que atitudes, motivações recursos e habilidades já dispomos para alcançar o resultado desejado?, temos mais de uma alternativa para alcançar o nosso objetivo?};&lt;br /&gt;[b] &lt;em&gt;Definirmos os primeiros passos estabelecendo prazos&lt;/em&gt; (qual será o primeiro, simples, óbvio e pequeno passo efetivo em direção ao nosso objetivo, que daremos nas próximas 24 horas?);&lt;br /&gt;[c] &lt;em&gt;Construirmos a experiência imaginária do nosso objetivo atingido&lt;/em&gt; {criando em nossa mente a imagem nítida e colorida onde vejamos, ouçamos e sintamos a nós próprios realizando o objetivo desejado}.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teremos sempre dois caminhos: decidir o que queremos ou aceitar o que recebemos.&lt;/strong&gt; E se decidimos o que queremos, precisamos tomar medidas que criem reais possibilidades de produzir os resultados desejados, exercitando a flexibilidade para realizarmos qualquer mudança necessária. E para tanto, precisamos preencher o que está incompleto em nossa vida, identificando todas as coisas que estejam: &lt;em&gt;começadas, mas não terminadas; em progresso, mas não completas; quase completas, mas não concluídas; coisas que não tenhamos conseguido começar; e/ou que não tenhamos conseguido mudar e/ou que ainda não tenhamos conseguido parar&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;Todas as coisas incompletas furtam a nossa energia e o nosso poder de ter o que queremos.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Responsabilizarmo-nos por tudo que acontece em nossa vida é o primeiro passo para obtermos o que quer que queiramos, isso significa assumirmos, efetivamente, 100% de responsabilidade pelo modo como a nossa vida é agora. Se não assumirmos, desperdiçaremos nosso poder de escolher como queremos que as coisas sejam. E somente tendo clareza dos nossos valores poderemos alinhar os nossos pensamentos com nossos objetivos e decidir o que é importante para nós, no contexto de nossa vida pessoal, familiar, profissional, social e espiritual.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se continuarmos a fazer o que sempre fizemos, vamos apenas continuar a obter o que sempre obtivemos.&lt;/strong&gt; Precisamos trazer todas essas reflexões para a nossa ação cotidiana, se as deixarmos apenas no nível intelectual será o mesmo que &lt;em&gt;“devorar o cardápio, em lugar das iguarias”&lt;/em&gt;, ou ainda, &lt;em&gt;“ler ou escrever trabalhos sobre o sabor do açúcar sem tê-lo jamais experimentado”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“O futuro não é o lugar para onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído, e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quanto o destino”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;CHUNG, Tom. Qualidade começa em mim. São Paulo: Maltese, 1995.&lt;br /&gt;ROBBINS, Anthony. Poder sem limites. São Paulo: Best Seller, 1987.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.paracrescer.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000000;"&gt;http://www.paracrescer.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-4158940462450010559?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/4158940462450010559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=4158940462450010559&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4158940462450010559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4158940462450010559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/08/mudanca-e-o-nome-do-caminho-entre-onde.html' title='Mudança é o nome do caminho entre onde estamos e para onde queremos ir'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SpmP_KvQf8I/AAAAAAAAAXI/Q91jDcIM2Mw/s72-c/Objetivos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-7547837001416938468</id><published>2009-08-23T23:01:00.003-03:00</published><updated>2009-08-23T23:22:00.928-03:00</updated><title type='text'>“Eu nasci há 10 mil anos atrás...”.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SpH49Hi-02I/AAAAAAAAAXA/6BjN27eOnyk/s1600-h/Raul+Seixas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373349559311192930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 242px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SpH49Hi-02I/AAAAAAAAAXA/6BjN27eOnyk/s320/Raul+Seixas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há exatos vinte anos, no dia 21/08/1989, o Brasil perdia &lt;strong&gt;RAUL SEIXAS&lt;/strong&gt;, o &lt;em&gt;Mago do Rock Brasileiro&lt;/em&gt;, o eterno &lt;em&gt;Maluco-Beleza&lt;/em&gt; partia aos 44 anos para outra dimensão, onde talvez fosse enfim encontrar a sua &lt;em&gt;Sociedade Alternativa&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;“Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”&lt;/em&gt; - com essas palavras Raulzito encerrou o seu último show.&lt;br /&gt;Nascido em Salvador/BA em 28/06/1945, seu primeiro grande sucesso como interprete foi "&lt;em&gt;Ouro de Tolo&lt;/em&gt;", em 1973, incluída em seu primeiro LP solo &lt;em&gt;Krig-há&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Bandolo&lt;/em&gt;, do mesmo ano e que incluiu outros êxitos, como "&lt;em&gt;Metamorfose Ambulante"&lt;/em&gt;, "&lt;em&gt;Mosca na Sopa&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;Al Capone&lt;/em&gt;". Seu sucesso se consolidou com os três LPs seguintes, &lt;em&gt;Gîtâ&lt;/em&gt; (1974), &lt;em&gt;Novo Aeon&lt;/em&gt; (1975) e &lt;em&gt;Há dez mil anos atrás&lt;/em&gt; (1976). Nos anos seguintes gravou também: &lt;em&gt;O dia em que a terra parou&lt;/em&gt; (1977), que incluia "&lt;em&gt;Maluco Beleza&lt;/em&gt;", que se tornaria um hino da geração hippie, "&lt;em&gt;Mata Virgem&lt;/em&gt;" (1978) e "&lt;em&gt;Por quem os sinos dobram&lt;/em&gt;" (1979). Manteve o prestigio e o sucesso em quase todos seus LPs seguintes: &lt;em&gt;Abre-te sésamo&lt;/em&gt; (1980), &lt;em&gt;Raul Seixas&lt;/em&gt; (incluindo sucessos como "&lt;em&gt;Capim-guiné"&lt;/em&gt;, e &lt;em&gt;"Carimbador Maluco"&lt;/em&gt;, "&lt;em&gt;Metrô linha 743&lt;/em&gt;" (1984), "&lt;em&gt;Uah-bap-lu-bap-lah-bdim-bum!&lt;/em&gt;" (1987), "A&lt;em&gt; Pedra do Gênesis&lt;/em&gt;" (1988) e "&lt;em&gt;A Panela do Diabo&lt;/em&gt;" (1989). Seus outros sucessos incluem "Como vovó já dizia" (1975), "&lt;em&gt;Rock das `aranha&lt;/em&gt;´" (1980) e "&lt;em&gt;Cowboy fora-da-lei&lt;/em&gt;" (1987).&lt;br /&gt;O sonho da &lt;em&gt;Sociedade Alternativa&lt;/em&gt;: tudo começa no Rio de Janeiro, em 1971, quando Raul Seixas conhece seu principal parceiro musical, o hoje famoso escritor Paulo Coelho. Essa dupla, que faria boa parte dos maiores sucessos de Raul, funda, em setembro deste mesmo ano, a conhecida &lt;em&gt;Sociedade Alternativa&lt;/em&gt; - originada das divagações místico-filosóficas de ambos, que procuravam um caminho que não fosse o oferecido pelo establishment (ordem ideológica, social, econômica e política vigente nas instituições oficiais da sociedade). O material que emergiu da parceria de Paulo e Raul foi muito influenciado por &lt;em&gt;Aleister Crowley&lt;/em&gt; (1875 - 1947), um ocultista britânico cuja obra central de cunho místico e mágico chamava-se “O Livro da Lei”. Dizia Raul: &lt;em&gt;“A Sociedade Alternativa sempre esteve presente em minha vida. Em todos os shows eu canto essa música e aproveito para ler os princípios da sociedade. São as leis do ser humano, pela liberdade do homem, contra as ditaduras”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Raul Seixas também denuncia os conceitos falsificados da sociedade estabelecida, relacionando-os com uma era que está para se findar, e dá à canção “&lt;em&gt;Novo Aeon&lt;/em&gt;”, um rock tocado a toda a velocidade, um tom de manifesto em que, o &lt;em&gt;Aeon&lt;/em&gt; é sinônimo de rebelião social, apesar dele usar uma linguagem mística para falar do mesmo. O florescimento de uma nova ordem social estava a exigir uma nova mitologia, e é dentro dessa perspectiva que podemos compreender o tom simbólico e profético de diversas criações artísticas de Raul Seixas, como é o soar das trombetas do Apocalipse anunciado pela canção “&lt;em&gt;O Trem das Sete&lt;/em&gt;” que adquire sentido, se constarmos que a Contracultura, como gesto espontâneo, veio nos despertar para uma era de renovação de paradigmas, para um momento de transição – entre o Velho e o Novo Aeons. A ansiedade de querer se desvencilhar de um mundo sufocante e ir de encontro às estrelas é recorrente em algumas canções de Raul Seixas, como em “&lt;em&gt;S.O.S.&lt;/em&gt;”, que integra o LP “&lt;em&gt;Gita&lt;/em&gt;”. E foi cantando os versos da música “&lt;em&gt;Ouro de Tolo&lt;/em&gt;”, em 1973, que Raul Seixas iniciou sua militância em prol da &lt;em&gt;Sociedade Alternativa&lt;/em&gt;, numa dura crítica aos valores conformistas de uma classe média que se encantou com a expansão de seu poder de compra durante o chamado “milagre econômico” da ditadura militar. Com a palavra, Raul Seixas: &lt;em&gt;“Me confesso seriamente engajado numa cruzada pela implantação da Sociedade Alternativa, uma revolução cultural em andamento. Tenho um compromisso, não posso voltar atrás. Recebo cartas e mais cartas toda semana, gente querendo aderir ao projeto. Mas quero avisar que a Sociedade Alternativa não é um clube ou partido, é uma idéia. A carteirinha do clube é você mesmo. É a sua cabeça” &lt;/em&gt;(Boscato, 2006).&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Manifesto da Sociedade Alternativa&lt;/em&gt;, escrito por Raul Seixas, Paulo Coelho, Sylvio Passos, Christina Oiticica, Toninho Buda, Ed Cavalcanti e distribuído no primeiro show de Raul em São Paulo(1973), trazia a seguinte mensagem:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1 - O espaço é livre. Todos têm direito de ocupar seu espaço.&lt;br /&gt;2 - O tempo é livre. Todos têm que viver em seu tempo, e fazer jus as promessas, esperanças e armadilhas.&lt;br /&gt;3 - A colheita é livre. Todos têm direito de colher e se alimentar do trigo da criação.&lt;br /&gt;4 - A semente é livre. Todos têm o direito de semear suas idéias sem qualquer coerção da INTELEGENZIA ou da BURRICIA.&lt;br /&gt;5 - Não existe mais a classe dos artistas. Todos nós somos capazes de plantar e de colher. Todos nós vamos mostrar ao mundo e ao Mundo a nossa capacidade de criação.&lt;br /&gt;6 - "Todos nós" somos escritores, donas-de-casa, patrões e empregados, clandestinos e careta, sábios e loucos.&lt;br /&gt;7 - E o grande milagre não será mais ser capaz de andar nas nuvens ou caminhar sobre as águas. O grande milagre será o fato de que todo dia, de manhã até a noite, seremos capazes de caminhar sobre a Terra.&lt;br /&gt;Sucesso a quem ler e guardar este manifesto. Porque nós somos capazes. Todos nós, todos nós somos capazes.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;As canções de Raul Seixas por si só traduzem a sua alma. A arte e a inquietação desse inesquecível roqueiro cósmico ainda vão ecoar por muito tempo em nossos corações e mentes:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Quero dizer agora o oposto do que eu disse antes Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...”;&lt;br /&gt;“... Viva a Sociedade Alternativa!. Faze o que tu queres há de ser tudo da lei...”;&lt;br /&gt;“Não diga que a vitória está perdida. Tenha fé em Deus, tenha fé na vida. Tente outra vez!...”;&lt;br /&gt;“... Das telhas eu sou o telhado. A pesca do pescador. A letra A tem meu nome. Dos sonhos eu sou o amor...”;&lt;br /&gt;“... Controlando a minha maluquez. Misturada com minha lucidez. Vou ficar. Ficar com certeza. Maluco Beleza...”;&lt;br /&gt;“... Eu sou a mosca que pousou em sua sopa. Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar. Eu sou a mosca que perturba o seu sono. Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar...”;&lt;br /&gt;“... Vê, é o sinal. O sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões. Ói, lá vem Deus. Deslizando no céu entre brumas de mil megatões. Ói, ói o Mal. Vem de braços e abraços com o Bem. Num romance astral. Amém...”;&lt;br /&gt;Ô ô ô seu moço, do disco voador me leve com você pra onde você for - Ô ô ô seu moço, mas não me deixe aqui enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí....”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/raul.seixas/index.html"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000000;"&gt;http://www.mpbnet.com.br/musicos/raul.seixas/index.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.casadobruxo.com.br/raul/trip.html"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000000;"&gt;http://www.casadobruxo.com.br/raul/trip.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;BOSCATO, Luiz Alberto de Lima. Vivendo a sociedade alternativa: Raul Seixas no panorama da contracultura jovem. Tese de Doutorado em História Social - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/USP). São Paulo, 2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-7547837001416938468?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/7547837001416938468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=7547837001416938468&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/7547837001416938468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/7547837001416938468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/08/eu-nasci-ha-10-mil-anos-atras.html' title='“Eu nasci há 10 mil anos atrás...”.'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SpH49Hi-02I/AAAAAAAAAXA/6BjN27eOnyk/s72-c/Raul+Seixas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-3434304307107706647</id><published>2009-08-17T22:12:00.003-03:00</published><updated>2009-08-17T22:20:06.885-03:00</updated><title type='text'>Afinal, o que é ser Construtivista?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SooBSoTQDmI/AAAAAAAAAW4/ADDmWWBPX-Q/s1600-h/Construtivismo3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371106925160173154" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SooBSoTQDmI/AAAAAAAAAW4/ADDmWWBPX-Q/s320/Construtivismo3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ser ou não ser, eis a questão: os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), implantados a partir de 1997, trazem como fundamento o Construtivismo em sua versão educacional, mas há muita confusão e polêmica em torno desse tema - finalmente, o Construtivismo é uma teoria de aprendizagem, uma filosofia, uma abordagem, uma estratégia, um método de ensino, uma técnica pedagógica, uma linha de pensamento, uma atitude, um modelo mental, uma visão de mundo? Como se reconhece que alguém está verdadeiramente atuando numa práxis Construtivista? Inúmeros autores e especialistas da educação escreveram sobre seus entendimentos acerca do Construtivismo, mas nem sempre numa linguagem simples e mais acessível à compreensão. Entretanto, na obra do &lt;em&gt;Prof. Dr. Sérgio Franco&lt;/em&gt; (1995) encontramos um texto de grande clareza e objetividade sobre as teses que dão substrato à prática pedagógica “Construtivista” e suas conseqüências. Um recorte de suas idéias vai a seguir apontado, para nossa reflexão e debate:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A partir da década de 80, após o tecnicismo e os métodos de alfabetização terem caído em descrédito, a educação brasileira começou a ser invadida pelas idéias construtivistas de Jean Piaget, especialmente através do trabalho de Emília Ferreiro sobre a psicogênese da língua escrita, abalando principalmente a área de alfabetização. A profundidade da teoria se deve ao fato de o construtivismo piagetiano não ser uma teoria educacional ou de aprendizagem, mas uma teoria epistemológica (ou seja, uma teoria acerca do conhecimento). Piaget, ao fazer a sua Epistemologia não estava satisfeito em saber como se dava o conhecimento, mas queria saber a sua origem (gênese), como se desenvolve a capacidade de conhecer e o próprio processo do conhecimento no decorrer da vida do homem, que o possibilita a produzir conhecimentos tão complexos como a ciência atual produz. Piaget (1896/1980), esse grande biólogo e psicólogo suíço, considerado o maior expoente do estudo do comportamento infantil, fez o seguinte raciocínio: a criança, ao nascer, não se diferencia do mundo; isto é, ela e o mundo são uma coisa só - portanto, o seio que a amamenta, o objeto que ela prende em sua mão, são um prolongamento do seu eu - não há um sujeito nem um objeto conhecido, o que há é um todo indiferenciado, portanto não se pode falar de um processo de conhecimento. O que vai inaugurar a diferenciação entre o sujeito e o objeto deverá ser algum instrumento de mediação que cumpra esse papel. Tal instrumento não pode ser a percepção, pois, como se sabe, esta não se encontra acabada no nascimento da criança, portanto será o concurso da ação que se instalará a diferenciação entre o sujeito que conhece e o objeto a ser conhecido. É por isso que Piaget conclui que o conhecimento surge da ação. Mas ele não só surge da ação como sempre consistirá numa ação; ação essa que é, de fato, uma intenção. Mesmo o conhecimento mais teórico é uma ação que o sujeito exerce sobre o objeto, não necessariamente uma ação prática, mas uma ação mental, sendo que esta é, na verdade, um prolongamento daquela. No entanto, não basta saber que o conhecimento se constrói na interação do sujeito com o objeto - é preciso compreender o que implica esta noção em nível teórico e prático. Esta problemática reflete-se em um questionamento comum entre os educadores sobre se o procedimento “x” é construtivista ou não - não existe procedimento construtivista, o que existe é um uso construtivista deste ou daquele procedimento didático. Como garantir a compreensão do construtivismo? - a resposta a essa questão é de cunho filosófico, logo não basta discutir-se o aspecto pedagógico, muito menos prender-se ao didático, o modo de pensar o mundo tem que ser coerente com o construtivismo - porquanto o construtivismo não é uma filosofia, é uma epistemologia que, como toda ciência, é pensada a partir de uma visão filosófica: a dialética. Eu só posso entender o desenvolvimento em termos de estágios que se superam entre si e que se constrói nesta superação se pensar isso dialeticamente. Eu só posso entender que o conhecimento se produz por processos de assimilação e acomodação e que estes processos geram construções totalmente novas embora tenham partido de situações preexistentes, mas em um patamar intelectual inferior (abstração reflexionante) se pensar isso dialeticamente. Eu só posso entender que o conhecimento se constrói e provoca o próprio desenvolvimento a partir da interação do sujeito com o seu meio físico e social se penso isso dialeticamente. Se compreender que tudo que é também não é. A própria idéia de interação é essencialmente dialética. Para entender-se a construção do conhecimento como fruto de um processo de interação entre o sujeito e seu meio é necessário que se busque entender também esta lógica dialética, o do ser que é e não é, ou ainda, do vir-a-ser. A interação só pode ser entendida como um processo de simultaneidade e, portanto de movimento entre dois pólos que necessariamente se negam, mas que, conseqüentemente, se superam gerando uma nova realidade. O conhecimento é, assim fruto de uma relação. E relação nunca tem um sentido só. Tome-se, por exemplo, uma relação de amizade: João não é amigo de Pedro sem Pedro ser amigo de João. A amizade só existe quando os dois têm amizade recíproca um para com o outro, deste modo a amizade não está nem no Pedro, nem no João, mas na relação entre ambos. Assim é o conhecimento - ele só acontece na medida em que o sujeito age sobre o objeto de conhecimento (que pode ser uma coisa, uma idéia ou uma pessoa) e sofre uma ação deste objeto, ação esta que pode ser na forma de uma resistência do objeto à ação do sujeito. Dizer, então, que o conhecimento se constrói na interação do sujeito com o objeto significa afirmar que o conhecimento não é incorporação do objeto nem é afirmação do sujeito, e ao mesmo tempo é as duas coisas. Ou seja, assim como a amizade entre o João e o Pedro não é uma imposição ou uma dominação entre ambos, assim também acontece com o conhecimento. Quando leio um livro, não estou simplesmente engolindo as idéias do autor, nem estou distorcendo as idéias contidas no livro de tal modo que me seja impossível compreender a mensagem que o autor quer me dar. No entanto, ao mesmo tempo eu interpreto as idéias que leio, pois tenho minhas próprias idéias e as idéias do autor me fazem reformular muitas de minhas idéias - conseqüentemente, depois de uma leitura refletida saio enriquecido, pois a relação que estabeleci com o livro me fez ser diferente. Por conseguinte, o conhecimento é distinto do sujeito pré-existente e também do objeto de conhecimento. Podemos então ver o quanto o conhecimento é e não é ao mesmo tempo. Ser e não ser ao mesmo tempo implica, necessariamente em vir-a-ser. Assumir, pois, uma posição interacionista implica uma mudança de postura frente ao mundo e à vida; portanto, esta é uma mudança filosófica e não psicológica ou pedagógica e muito menos didática. Significa compreender o mundo dialeticamente; logo, ser ou não ser construtivista refere-se muito mais à filosofia de cada um.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Voltando ao começo em Shakespeare ("Ser ou não ser, eis a questão..."), vale concluir que o Construtivismo não é uma prática ou um método; não é uma técnica de ensino nem uma forma de aprendizagem; não é um projeto escolar; é, sim, uma teoria que permite (re) interpretar todas essas coisas e, por conseqüência, construir um novo modo de ver o universo, a vida e o mundo das relações sociais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Fonte: FRANCO, Sérgio R. K. O Construtivismo e a Educação. Porto Alegre: Mediação, 1995.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-3434304307107706647?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/3434304307107706647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=3434304307107706647&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/3434304307107706647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/3434304307107706647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/08/afinal-o-que-e-ser-construtivista.html' title='Afinal, o que é ser Construtivista?'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SooBSoTQDmI/AAAAAAAAAW4/ADDmWWBPX-Q/s72-c/Construtivismo3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-8469734224337012302</id><published>2009-08-13T23:58:00.005-03:00</published><updated>2009-08-14T00:20:28.928-03:00</updated><title type='text'>Um MOTIVo para a AÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369651020798268754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SoTVJ15-lVI/AAAAAAAAAWw/CAHCPevEmtQ/s320/Motiva%C3%A7%C3%A3o2.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Parece paradoxal que não consigamos motivar ninguém, mas que possamos ser tão facilmente capazes de precipitarmos as pessoas no plano inclinado da desmotivação.&lt;br /&gt;A palavra "Motivação" advém do latim que significa "movimentar-se", aquilo que move, que faz andar, correr, realizar, conseguir, conquistar - aquilo que motiva a ação. Ao considerarmos a motivação como uma espécie de força interna que emerge, regula e sustenta todas as nossas ações mais importantes, estamos considerando tratar-se de uma experiência pessoal e intrínseca que não pode ser estudada diretamente, mas sim a partir da observação de sua expressão no comportamento humano. Trata-se, portanto, de um comportamento, ação do indivíduo, dirigido a uma determinada meta numa dimensão espaço / tempo.&lt;br /&gt;Os estudos da motivação permanecem em um estágio pré-paradigmático de desenvolvimento no qual convivem miniteorias complementares sobre o fenômeno. Eis o desafio dos teóricos! A motivação é uma esfera interna, singular, inerente ao espaço da individualidade, relacionada à história de vida, à estrutura social, aos desejos do indivíduo e à recuperação do sentido do trabalho. Eis o desafio dos gestores! (&lt;em&gt;GODOI, 2009&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;A teoria da motivação humana de &lt;em&gt;Maslow&lt;/em&gt; vê o indivíduo como eternamente insatisfeito e possuidor de uma série de necessidades, que se relacionam entre si por uma escala hierárquica na qual uma necessidade deve estar razoavelmente satisfeita, antes que outra se manifeste como prioritária. Nesta hierarquia, o indivíduo procura satisfazer suas necessidades fisiológicas, fundamentais à existência, e necessidades de segurança; antes de procurar satisfazer as necessidades sociais, as necessidades de estima e auto-realização. &lt;em&gt;Herzberg&lt;/em&gt;, por sua vez, destaca os (1) fatores motivacionais (que são intrínsecos e quando atendidos provocam satisfação) e (2) fatores higiênicos (que, quando atendidos não elevam a satisfação, apenas evitam a insatisfação).&lt;br /&gt;O psiquiatra e neurologista vienense &lt;em&gt;Viktor Frankl&lt;/em&gt; (criador da Logoterapia) considera o homem como um ser cuja principal preocupação consiste em preencher um significado e em atualizar potencialidades, mais do que simplesmente em buscar por gratificação e satisfação de necessidades e instintos. Percebendo a força que existia nas palavras de &lt;em&gt;Nietzsche&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;"Quem tem por que viver agüenta quase qualquer como", &lt;/em&gt;Frankl salienta que a principal força motivadora no ser humano é a busca do sentido.&lt;br /&gt;O mitólogo francês &lt;em&gt;Paul Diel&lt;/em&gt; (1981) ao escrever sobre a psicologia da motivação faz uma ligação entre realidade interior e a realidade exterior considerando que, &lt;em&gt;“Os objetos do mundo interior, os desejos não existem senão em uma relação sinérgica com os objetos do mundo exterior. Os objetos exteriores são os excitantes e os desejos são as excitações. Os desejos têm uma tensão energética, eles são as manifestações mais primitivas da energia psíquica: enquanto a tensão de um desejo determinado não seja eliminada pela possessão do objeto exterior, a excitação não encontrará sua reação e o desejo persistirá sob forma de tensão interior, isto é, uma intenção, e todos os centros energéticos aí produzidos se interinfluenciarão mutuamente. Os desejos se encontram em constante transformação constituindo o trabalho intrapsíquico que prepara o trabalho extrapsíquico: as reações”.&lt;/em&gt; Como se vê, mais uma vez, a motivação é considerada como uma força propulsora tipicamente interna.&lt;br /&gt;O etologista &lt;em&gt;Konrad Lorenz&lt;/em&gt;, prêmio Nobel da medicina explica que, na conduta motivacional, o indivíduo parte de um estado de carência que tenta suprir, o que o leva à busca do fator de satisfação que o irá atender. Deste modo, satisfeita essa necessidade, outra vem à tona. Ou seja, toda a motivação é, sempre e só, interior ao indivíduo, que pode ou não encontrar no meio exterior as condições para a sua satisfação. E, quando esta ocorre, aquela motivação cessa, sendo substituída por outra ainda não satisfeita.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cecília Bergamini&lt;/em&gt; (1992) nos diz que, &lt;em&gt;“a motivação sempre foi e continuará sendo sintoma da vida psíquica que se move em busca de algo, e jamais se poderia descrever um ser humano em toda a abrangência do seu significado se tal aspecto fosse legado ao esquecimento”.&lt;/em&gt; Por sua vez, &lt;em&gt;Idalberto Chiavenato&lt;/em&gt; (1997) considera que a motivação existe dentro das pessoas e se dinamiza através das necessidades humanas. As necessidades humanas ou motivos são forças internas que impulsionam e influenciam cada pessoa determinando seus pensamentos e direcionando o seu comportamento frente as diversas situações da vida. As necessidades ou motivos constituem as fontes internas de motivação da pessoa. Cada indivíduo possui seus próprios e específicos motivos ou necessidades. Daí resulta que os motivos ou necessidades são pessoais e singulares, pois são determinados pelos fatores que formam a personalidade, pelos traços biológicos e psicológicos e pelas características adquiridas através da experiência pessoal e decorrentes aprendizagens.&lt;br /&gt;Refletindo sobre todas essas abordagens e algumas outras que aqui não foram inseridas, mas que tangenciam um significado correlato, é fácil concluir que a &lt;strong&gt;Motivação é sempre AUTO-MOTIVAÇÃO&lt;/strong&gt;. Assim, cabe indagar: enquanto indivíduos, cidadãos e profissionais, como nos situamos frente às novas realidades de um mundo que se transforma com uma rapidez, profundidade e abrangência jamais vistas na história humana? Uma coisa todos nós já sabemos muito bem: não adianta mais continuar fazendo as coisas do mesmo jeito e querer, no final, resultados diferentes. Na realidade, a busca incessante pelo aperfeiçoamento, qualificação e melhoria contínua da qualidade daquilo que fazemos, tornou-se um imperativo de sobrevivência. Uma decisão muito importante frente às novas realidades é chamar para nós mesmos a responsabilidade pelo nosso próprio processo de educação permanente - é uma temeridade, nos dias de hoje, uma pessoa deixar a sua atualização humana e profissional nas mãos da decisão de terceiros. O novo entendimento é que esta é uma função indelegável e cada indivíduo deve gerir ele próprio o desenvolvimento de suas competências e habilidades. E isso implica na auto-motivação para a descoberta do que desejamos para nós mesmos, sobretudo porque, quando a consciência está pronta, o caminho aparece.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O segredo da existência humana consiste não somente em viver, mas ainda encontrar o motivo para viver” (Dostoievski)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;BERGAMINI, Cecília Whitaker.1992. Psicologia Aplicada à Administração de Empresas. 3. ed. São Paulo: Atlas.&lt;br /&gt;CHIAVENATO, Idalberto, 1997 Gerenciando Pessoas. 3.,ed.São Paulo, Makron Books.GODOI, Christiane Kleinübing. Passado, presente e futuro das teorias motivacionais. Rev. adm. empres. [online]. 2009, vol.49, n.2, pp. 240-241. ISSN 0034-7590. doi: 10.1590/S0034-75902009000200010.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-8469734224337012302?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/8469734224337012302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=8469734224337012302&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8469734224337012302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8469734224337012302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/08/um-motivo-para-acao.html' title='Um MOTIVo para a AÇÃO'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SoTVJ15-lVI/AAAAAAAAAWw/CAHCPevEmtQ/s72-c/Motiva%C3%A7%C3%A3o2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-8446920431569055944</id><published>2009-08-06T23:07:00.009-03:00</published><updated>2009-08-07T00:11:28.074-03:00</updated><title type='text'>Educação da Espontaneidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SnuXHbYhm8I/AAAAAAAAAWo/LmKHPn_ncqk/s1600-h/Gaiola+da+liberdade.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367049534807579586" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SnuXHbYhm8I/AAAAAAAAAWo/LmKHPn_ncqk/s320/Gaiola+da+liberdade.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Muitas dificuldades do nosso cotidiano poderiam ser superadas se o modelo educacional vigente favorecesse a liberação da &lt;em&gt;espontaneidade&lt;/em&gt;, ao invés de bloqueá-la através do reforço à repetição, à imitação, aos condicionamentos, ao represamento de idéias e emoções, aos julgamentos cristalizados, aos modismos e à robotização que nos faz agir por “controle remoto”; produzindo uma sociedade munida de modelos mentais com níveis de consciência bastante comprometidos.&lt;br /&gt;A palavra ESPONTANEIDADE vem do latim “&lt;em&gt;sponte&lt;/em&gt;” (de livre vontade), “&lt;em&gt;spontaneu&lt;/em&gt;” (manifestação do interior para o exterior) - quando ela é perturbada por ambientes ou meios sociais constrangedores, priva-se o indivíduo de sua iniciativa pessoal, impedindo-o de sentir-se vivo e de dirigir sua própria vida. Na perspectiva aqui apresentada, &lt;em&gt;ser espontâneo&lt;/em&gt; não consiste em fazer qualquer coisa, em qualquer momento, em qualquer lugar, de qualquer maneira e com qualquer pessoa - a &lt;em&gt;espontaneidade&lt;/em&gt; é uma resposta nova a uma situação nova ou uma nova resposta a uma situação antiga ou circundante. É fazer o oportuno no momento necessário, numa resposta pessoal e integrada. &lt;em&gt;Jacob Levy Moreno&lt;/em&gt; (1889-1974 / psiquiatra judaico romeno, conhecido como o pai do Teatro Espontâneo, Psicoterapia de Grupo, Psicodrama, Sociodrama e Sociometria) acreditava que a solução para a humanidade estaria no desenvolvimento da &lt;em&gt;espontaneidade criativa&lt;/em&gt;. Para ele a &lt;em&gt;espontaneidade &lt;/em&gt;é uma função inata e cultural, positiva e criadora, construtiva e adaptável, por isso está ligada a todos os aspectos do desenvolvimento orgânico, mental, psicológico, social e espiritual do ser humano. Através da &lt;em&gt;espontaneidade&lt;/em&gt; o próprio indivíduo e o grupo social são capazes de adaptações plásticas, originais e criativas, a qualquer tipo de situação. A &lt;em&gt;Revolução Criadora&lt;/em&gt; proposta por &lt;em&gt;Moreno&lt;/em&gt; (onde ele dizia: &lt;em&gt;“Deus é espontaneidade. Daí o mandamento: Sê espontâneo”) &lt;/em&gt;sugere o rompimento com os padrões de comportamento, valores e formas estereotipadas de participação na vida social, que acarretam a automatização do homem ("Conservas Culturais"). A &lt;em&gt;espontaneidade&lt;/em&gt; é portanto, a capacidade de agir de modo eficaz diante de situações novas, procurando transformar seus aspectos insatisfatórios - trata-se pois, de uma reação incisiva, transformadora no aqui e agora, que permite ao indivíduo deixar de ser meramente aquilo que dele se espera socialmente; é ainda, uma qualidade inata a cada indivíduo e que entra em estado de “Conserva”, ou dormência, no decorrer do processo do desenvolvimento humano. O homem nasce naturalmente &lt;em&gt;espontâneo&lt;/em&gt; e os obstáculos ao desenvolvimento e consolidação dessa &lt;em&gt;espontaneidade&lt;/em&gt; encontram-se nos fatores adversos presentes no ambiente afetivo-emocional do seu núcleo familiar e no sistema social onde está inserido (Rede Sociométrica). Uma grande parte da sócio e da psicopatologia humana pode ser atribuída a um desenvolvimento insuficiente da &lt;em&gt;espontaneidade&lt;/em&gt;. No sentido cosmológico, a &lt;em&gt;espontaneidade&lt;/em&gt; se opõe a energia física que se conserva; no sentido psicológico, desenvolve no homem um estado de perpétua originalidade e de adequação pessoal, vital e existencial à circunstância que lhe compete viver.&lt;br /&gt;Um novo paradigma focado na Educação para a Consciência acolheria estratégias que propiciassem a “pedagogia do encontro” - num contexto de desenvolvimento intrapessoal e interpessoal onde as pessoas pudessem modificar percepções e comportamentos que estivessem causando danos a si mesmos e aos seus grupos de convívio, liberando o livre fluxo para a recuperação da sua &lt;em&gt;espontaneidade e criatividade potencial&lt;/em&gt;. A possibilidade de modificar uma dada situação ou de estabelecer uma nova situação implica em criar: produzir, à partir de algo que já é dado, alguma coisa nova. A criatividade é indissociável da &lt;em&gt;espontaneidade&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;espontaneidade&lt;/em&gt; é um fator que permite ao potencial criativo atualizar-se e manifestar-se. A importância do "&lt;em&gt;Fator E"&lt;/em&gt; na Antropologia Moreniana, ao lado da séria ameaça que a sociedade sofre pela tecnificação, justificam sua proposta de implementação de uma Educação para a Espontaneidade, uma abordagem que deveria ser trabalhada por todos os educadores - e qualquer resistência ou objeção à possibilidade de &lt;em&gt;ensinar a espontaneidade&lt;/em&gt; provém do imobilismo da noção de aprendizagem, que é preciso remover, unindo-a mais às ações e à própria vida do que à repetição de conteúdos. A vinculação e inter-relação &lt;em&gt;espontaneidade-criatividade&lt;/em&gt; é a forma mais elaborada de inteligência e cumpre reconhecermos que ambas são forças primárias da conduta humana.&lt;br /&gt;Num viés complementar, &lt;em&gt;Judite Wey&lt;/em&gt; (consultora em criatividade), falando acerca da essência da experiência criativa assinala que &lt;em&gt;“O indivíduo intuitivo só pode responder no imediato – no aqui e agora. Ele é gerado no momento de espontaneidade, onde estamos livres para atuar e inter-relacionar, envolvendo-nos com o mundo à nossa volta, em constante transformação. A espontaneidade cria uma explosão que por um momento nos liberta de quadros de referência estáticos, da memória sufocada por velhos fatos e informações, de teorias não bem digeridas e técnicas que nos foram impostas, que são na realidade descobertas de outros. A espontaneidade é um momento de liberdade pessoal quando estamos frente a frente com a realidade e a vemos, a exploramos e agimos em conformidade com ela. Nessa realidade, as nossas mínimas partes funcionam como um todo orgânico. É o momento de descoberta, de experiência, de expressão criativa. É necessário um caminho para adquirir o conhecimento intuitivo, ele requer um ambiente no qual a experiência se realize, uma pessoa livre para experienciar e uma atividade que faça a espontaneidade acontecer”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;GARRIDO, E.M.- J.L.Moreno: Psicologia do Encontro, Livraria Duas Cidades, SP, 1984  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;WEY, Judite. A essência da experiência criativa. Revista CREARMUNDOS - edicion 02, 2005 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;(disponível em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.crearmundos.net/primeros/revista-crearmundos-2005/wey.htm"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.crearmundos.net/primeros/revista-crearmundos-2005/wey.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-8446920431569055944?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/8446920431569055944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=8446920431569055944&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8446920431569055944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8446920431569055944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/08/educacao-da-espontaneidade.html' title='Educação da Espontaneidade'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SnuXHbYhm8I/AAAAAAAAAWo/LmKHPn_ncqk/s72-c/Gaiola+da+liberdade.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-3408617705839598978</id><published>2009-07-18T22:33:00.004-03:00</published><updated>2009-07-18T22:50:42.616-03:00</updated><title type='text'>“A Luta é a minha Vida”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SmJ5oDudZII/AAAAAAAAAWY/i-xo_Rc8WCA/s1600-h/mandela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359980235626210434" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 202px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SmJ5oDudZII/AAAAAAAAAWY/i-xo_Rc8WCA/s320/mandela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora. Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser Brilhante, Maravilhoso, Talentoso e Fabuloso? Na realidade, quem é você para não ser? Você é filho do Universo. Você se fazer de pequeno não ajuda o mundo. Não há iluminação em se encolher, para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de você. Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Não está apenas em um de nós: está em todos nós. E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros."&lt;/em&gt; Essas palavras foram proferidas pelo advogado e líder político &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nelson Rolihlahla Mandela&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, um lutador incansável pelos direitos humanos na África do Sul e a nível internacional, ícone da luta contra o regime segregacionista do apartheid, e uma das figuras mais importantes da história contemporânea, que completa hoje 91 anos e os sul-africanos reforçaram o apoio a uma proposta para festejar a data como &lt;em&gt;"Dia Internacional de Mandela".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O apartheid, que significa "vida separada", era o regime de segregação racial existente na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;África do Sul,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; que obrigava os negros a viverem separados. Os brancos controlavam o poder, enquanto o restante da população não gozava de vários direitos políticos, econômicos e sociais. Dizia ele: &lt;em&gt;"Eu estimo o ideal de uma sociedade livre e democrática, na qual todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais. Esse é um ideal ao qual pretendo dedicar minha vida e que pretendo alcançar. No entanto, se for preciso, esse é um ideal pelo qual estou disposto a morrer".&lt;/em&gt; Mandela foi condenado à prisão perpétua em 1964, foi um líder rebelde e, posteriormente, presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Considerado pelo povo um guerreiro em luta pela liberdade, era tido pelo governo sul-africano como um terrorista e passou quase três décadas na cadeia. Nelson Mandela, Prêmio Nobel da Paz em 1993, esteve à frente de uma transição pacífica na África do Sul para a democracia. Após o fim do mandato de presidente, em 1999, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos e tem se dedicado à luta contra a Aids e pobreza que assolam o continente. A luta dele contra a Aids adquiriu cores marcadamente pessoais no começo de 2005, quando perdeu seu único filho ainda vivo para a doença: &lt;em&gt;"Aids não é mais só uma doença, é uma questão de direito humano. Como eu fiquei preso com uma sentença de prisão perpétua, as pessoas infectadas pelo HIV vivem com uma condenação para a vida toda. Temos os remédios e as formas de livrar as pessoas desta condenção em mãos. Precisamos agir juntos para fazer esta ajuda chegar as pessoas necessitadas." &lt;/em&gt;Mandela recebeu muitas distinções no exterior, incluindo a &lt;em&gt;Ordem de St. John&lt;/em&gt;, da rainha Isabel II, e a &lt;em&gt;Medalha presidencial da Liberdade&lt;/em&gt; de George W. Bush. Ele é uma das duas únicas pessoas de origem não-indiana a receber o Bharat Ratna - distinção mais alta da Índia - em 1990. (A outra pessoa não-indiana é a Madre Teresa de Calcutá.) Em 2001 tornou-se Cidadão Honorário do Canadá e também um dos poucos líderes estrangeiros a receber a &lt;em&gt;Ordem do Canadá&lt;/em&gt;. O fato de tantos sul-africanos se referirem a Nelson Mandela pela abreviatura afetuosa de &lt;em&gt;Madiba&lt;/em&gt;, o seu nome de clã, é um sinal da proximidade que sentem para com ele. É que, na África do Sul, &lt;em&gt;Madiba &lt;/em&gt;é visto como o pai terno e sábio de uma nação transformada, bem como um verdadeiro estadista à escala global. Eis o que pensa o homem que viveu, desde sempre, em luta pela liberdade do seu povo:&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;A educação é a mais poderosa arma pela qual se pode mudar o mundo."&lt;br /&gt;"A educação é o grande motor do desenvolvimento pessoal. É através dela que a filha de um camponês pode se tornar uma médica, que o filho de um mineiro pode se tornar o diretor da mina, que uma criança de peões de fazenda pode se tornar o presidente de um país."&lt;br /&gt;"Não é valente o que não tem medo, mas sim o que sabe dominá-lo."&lt;br /&gt;"Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia."&lt;br /&gt;"Depois de escalar uma montanha muito alta, descobrimos que há muitas outras montanhas por escalar."&lt;br /&gt;"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."&lt;br /&gt;"Eu faço tudo isso em nome dos princípios morais, segundo os quais não podemos abandonar aqueles que nos ajudaram nos momentos mais sombrios da história do nosso país."&lt;br /&gt;"Ainda há gente que não sabe, quando se levanta, de onde virá a próxima refeição e há crianças com fome que choram."&lt;br /&gt;"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."&lt;br /&gt;"Quando deixamos nossa luz própria brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo."&lt;br /&gt;"Isso foi uma das coisas que me preocuparam - ter ascendido à posição de semi-deus - pois daí em diante você não é mais um ser humano. Eu queria ser conhecido como Mandela, um homem com fraquezas, algumas das quais são fundamentais, a um homem que é engajado."&lt;br /&gt;"Não há revelação mais aguçada do espírito de uma sociedade do que a forma pela qual ela trata seus filhos."&lt;br /&gt;"Como eu tenho dito, a primeira coisa é ser honesto consigo mesmo. Você não pode nunca ter um impacto sobre a sociedade se não mudou a si próprio... Os grandes pacificadores são todas pessoas íntegras, honestas, exceto humildes."&lt;br /&gt;"Não há mais caminho fácil para a liberdade em lugar algum, e muitos de nós têm que atravessar o vale das sombras da morte de novo e de novo antes de alcançarmos o topo da montanha de nossos desejos."&lt;br /&gt;"Uma boa cabeça e um bom coração são sempre uma formidável combinação."&lt;br /&gt;“Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração."&lt;br /&gt;"Sempre parece impossível até que seja feito."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Um jornalista perguntou a &lt;em&gt;Nelson Mandela&lt;/em&gt; se durante todos aqueles longos anos em que ele passou na prisão, houve alguma coisa a que se tenha agarrado, algo dentro de si mesmo, que o ajudasse a manter o ânimo? Ao que ele respondeu: &lt;em&gt;“Havia um poema de um poeta inglês, W. E. Henley, intitulado `Invictus´, os últimos versos são: Não importa quão estreita a porta; quão carregado de penas o futuro; sou o senhor do meu destino; o capitão da minha alma”...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-3408617705839598978?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/3408617705839598978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=3408617705839598978&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/3408617705839598978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/3408617705839598978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/07/luta-e-minha-vida.html' title='“A Luta é a minha Vida”'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SmJ5oDudZII/AAAAAAAAAWY/i-xo_Rc8WCA/s72-c/mandela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-8293330669501690861</id><published>2009-07-12T09:28:00.004-03:00</published><updated>2009-07-12T10:00:04.796-03:00</updated><title type='text'>A Filosofia do Encontro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SlnddXSCxMI/AAAAAAAAAWQ/wZ5qVYf9EzE/s1600-h/Encontro3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357556728269554882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 188px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SlnddXSCxMI/AAAAAAAAAWQ/wZ5qVYf9EzE/s320/Encontro3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Existir é Coexistir". &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O&lt;/span&gt; homem possui a capacidade de inter-relacionamento com seu semelhante, ou seja, a intersubjetividade. Intersubjetividade é a relação entre sujeito e sujeito e/ou sujeito e objeto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O filósofo austríaco &lt;em&gt;Martin Buber&lt;/em&gt; (1978/1965), criador da Filosofia Dialógica do Encontro (&lt;em&gt;Eu-Tu&lt;/em&gt;), representa um dos exemplos do verdadeiro vínculo de responsabilidade entre reflexão e ação, entre práxis e logos. Suas obras filosóficas têm influenciado a psiquiatria, a psicologia, a educação, a sociologia e toda uma corrente da filosofia contemporânea que se preocupa com o sentido da existência humana em todas as suas manifestações. &lt;em&gt;Buber&lt;/em&gt; é conhecido pela sua antropologia do inter-humano como pelos seus estudos sobre o Hassidismo (Mística Judaica). A obra “&lt;em&gt;Eu e Tu&lt;/em&gt;” representa o estágio mais completo e moderno da filosofia do encontro de Martin Buber e trata-se não apenas de uma descrição fenomenológica das atitudes do homem no mundo e de uma fenomenologia da palavra, mas sobretudo, de uma ontologia da relação enquanto fundamento para uma antropologia que se encaminha para uma ética do inter-humano.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Buber&lt;/em&gt; influenciou bastante a obra do psiquiatra, psicossociólogo e criador do &lt;em&gt;Psicodrama&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Jacob Levi Moreno&lt;/em&gt; (1889-1974) - esses dois grandes pensadores, provavelmente nutridos da mesma fonte, desenvolveram teorias semelhantes em campos diversos, porém muitas vezes convergentes - eles encaram o ser humano com otimismo e alegria; acreditam nas suas potencialidades cósmicas; anseiam pela realização do homem num mundo que, apesar de tudo, vale a pena ser vivido; esperam o “cara a cara” do &lt;em&gt;Eu-Tu&lt;/em&gt;, o confronto-verdade, a liberação das centelhas divinas contidas, o relâmpago da vivência integral do momento do Encontro; confirmam o “sair de si” e crêem na espontaneidade, no &lt;em&gt;Homem-Deus&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Deus-Eu&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Deus-Tu&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carls Rogers&lt;/em&gt; (1902-1987), precursor da psicologia humanista e criador da linha teórica conhecida como “&lt;em&gt;Abordagem Centrada na Pessoa&lt;/em&gt;” também deu grande destaque às idéias buberianas em suas obras, em “Liberdade para Aprender” (1972) escreveu: &lt;em&gt;”De certas coisas que tenho dito, confio em que ficou evidente que o que verdadeiramente me satisfaz é o poder de revelar minha autenticidade e de senti-la, ou permiti-la em outrem. Desolador e lamentável, para mim, é não ser capaz de dar-lhe oportunidade em mim mesmo, ou de tolerar autenticidade diversa da minha, no outro. Acho que a minha capacidade de ser coerente e genuino ajuda, muitas vezes, a outra pessoa. Quando a outra pessoa é transparentemente autêntica e coerente, quem recebe ajuda sou eu. Nos raros momentos em que a autenticidade profunda de um, vai ao encontro da autenticidade profunda do outro, ocorre a memorável `Relação Eu-Tu´, a que se referiu Martin Buber, o filósofo existencialista judeu. Esse mútuo encontro, profundo e pessoal, não acontece muitas vezes, mas estou convencido de que, se não acontece, ocasionalmente, não somos humanos”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;As idéias de &lt;em&gt;Martin Buber&lt;/em&gt; vêm sendo também aplicadas no campo da pedagogia (Bicudo, 1972): &lt;em&gt;"[...] o essencial no encontro professor-aluno, é que o primeiro possa ir até o outro lado - se esta experimentação for real e concreta, remove o perigo de que a vontade do professor para educar se degenere em arbitrariedade; esta `inclusão na outra parte´ pertence à essência da relação dialógica, mas o professor vê a posição do outro em sua realidade concreta, embora não perca de vista a sua própria. O relacionamento do tipo Eu-Tu no ensino levaria `a uma aprendizagem do Eu onde a pessoa se avalia a partir dos seus próprios relacionamentos e realizações´ [...]".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A mensagem buberiana (2001), traduzida sumariamente nos recortes abaixo, evoca no pensamento contemporâneo uma notável nostalgia do humano, exatamente numa época que se deixa tomar por um esquecimento sistemático daquilo que é mais característico no homem - a sua humanidade:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- [...] O mundo é duplo para o homem, segundo a dualidade de sua atitude. A atitude do homem é dupla de acordo com a dualidade das palavras-princípio que ele pode proferir. As palavras-princípio não são vocábulos isolados, mas pares de vocábulos. Uma palavra-princípio é o par Eu-Tu. A outra é o par Eu-Isso no qual, sem que seja alterada a palavra-princípio, pode-se substituir Isso por Ele ou Ela. Deste modo, o Eu do homem é também duplo; pois, o Eu da palavra-princípio Eu-Tu é diferente da palavra-princípio Eu-Isso [...].&lt;br /&gt;- [...] A vida do ser humano não se restringe apenas ao âmbito dos verbos transitivos. Ela não se limita somente às atividades que têm algo por objeto. Eu percebo alguma coisa. Eu experimento alguma coisa, eu quero alguma coisa ou sinto alguma coisa, eu penso em alguma coisa. A vida do ser humano não consiste unicamente nisso ou em algo semelhante. Tudo isso e o que se assemelha a isso fundam o domínio do Isso. O reino do Tu tem, porém outro fundamento [...].&lt;br /&gt;- [...] Aquele que diz Tu não tem coisa alguma por objeto. Pois, onde há uma coisa há também outra coisa, cada Isso é limitado por outro Isso; o Isso só existe na medida em que é limitado por outro Isso. Na medida em que se profere o Tu, coisa alguma existe. O Tu não se confina a nada. Quem diz Tu não possui coisa alguma, não possui nada. Ele permanece em relação [...].&lt;br /&gt;- [...] A relação com o Tu é imediata. Entre o Eu e o Tu não se interpõe nenhum jogo de conceitos, nenhum esquema, nenhuma fantasia; e a própria memória se transforma no momento em que passa dos detalhes à totalidade. Entre Eu e Tu não há fim algum, nenhuma avidez ou antecipação; e a própria aspiração se transforma no momento em que passa do sonho à realidade. Todo meio é obstáculo. Somente na medida em que todos os meios são abolidos, acontece o encontro [...].&lt;br /&gt;- [...] O homem se torna Eu na relação com o Tu. O face-a-face aparece e se desvanece, os eventos de relação se condensam e se dissimulam e é nesta alternância que a consciência do parceiro, que permanece o mesmo, que a consciência do Eu se esclarece, aumenta cada vez mais. De fato, ainda ela aparece somente envolta na trama das relações na relação com o Tu, sem ainda ser Tu. Mas, essa consciência do Eu emerge com força crescente, até que um dado momento, a ligação se desfaz e o próprio Eu se encontra, por um instante, diante de si, separado, como se fosse um Tu, para logo retomar a posse de si, e daí em diante, no seu estudo de ser consciente, entrar em relações [...].&lt;br /&gt;“Digo-te com toda a seriedade da verdade: o homem não pode viver sem o Isso, mas quem vive somente com o Isso não é homem... Realizo-me ao contato com o Tu, torno-me Eu dizendo Tu. Toda vida verdadeira é encontro”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Fontes:&lt;br /&gt;BUBER, Martin. Eu e Tu. Tradução e introdução de Newton Aquiles Von Zuben. 5.ed. São Paulo: Centauro, 2001.&lt;br /&gt;FONSECA FILHO. J. S. Psicodrama da Loucura: Correlações entre Buber e Moreno. São Paulo. Âgora, 1980.&lt;br /&gt;BICUDO, Maria Apparecida Viggiani. Um Novo Enfoque em Orientação Educacional. Rio Claro: 1972. 164 f. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-8293330669501690861?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/8293330669501690861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=8293330669501690861&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8293330669501690861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8293330669501690861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/07/filosofia-do-encontro.html' title='A Filosofia do Encontro'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SlnddXSCxMI/AAAAAAAAAWQ/wZ5qVYf9EzE/s72-c/Encontro3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-8572660543246985414</id><published>2009-07-05T02:33:00.003-03:00</published><updated>2009-07-05T02:49:34.298-03:00</updated><title type='text'>"Guardiães do Segredo"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SlA9yPwthJI/AAAAAAAAAWA/DPLn2ruOBk0/s1600-h/Kahuna.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354847890377114770" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 149px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SlA9yPwthJI/AAAAAAAAAWA/DPLn2ruOBk0/s320/Kahuna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A psicofilosofia &lt;em&gt;Huna&lt;/em&gt; inspirou-se nas crenças espirituais havaianas, surgiu no final do século XIX e foi divulgada para o mundo pelo pesquisador, psicólogo e teosofista americano &lt;em&gt;Max Freedon Long.&lt;/em&gt; Trata-se de um sistema de princípios e práticas no qual elementos filosóficos, éticos, religiosos e psicológicos são aplicados à vida diária. A palavra &lt;strong&gt;Huna &lt;/strong&gt;significa “&lt;em&gt;segredo&lt;/em&gt;” (não na acepção de manter algo oculto, mas sim de descobrir um sentido mais profundo da nossa existência), designa um conjunto de idéias e rituais originalmente conhecidos pelos mestres e curadores do Havaí pré-cristão - estes sacerdotes ou xamãs eram chamados de &lt;strong&gt;Kahunas&lt;/strong&gt; ou “Guardiães do Segredo” &lt;em&gt;Serge King&lt;/em&gt; (2004) define a sabedoria &lt;em&gt;Huna&lt;/em&gt; como &lt;em&gt;“a filosofia de realização que pode ser aplicada a qualquer propósito, seja religioso, científico, social ou pessoal”&lt;/em&gt; - portanto, o que mais caracteriza a psicologia &lt;em&gt;Huna&lt;/em&gt; é o seu lado prático baseado em uma filosofia de vida ética.&lt;br /&gt;Os Sete Princípios Básicos da Sabedoria Mística dos &lt;em&gt;Kahunas&lt;/em&gt; enunciada por &lt;em&gt;King&lt;/em&gt; e tão bem interpretada na obra de &lt;em&gt;Jens Weskott&lt;/em&gt; (1995), pode ser assim descrita: (1) IKE: O mundo é o que você pensa que ele é; (2) KALA: Não há limites, tudo é possível; (3) MAKIA: Onde você coloca sua atenção, para lá segue sua energia; (4) MANAWA: Seu momento de poder é agora; (5) ALOHA: Amar é estar feliz com! - Amar significa compartilhar; (6) MANA: Eu produzo toda energia - toda energia vem de mim e (7) PONO: A eficácia é a medida da verdade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vale salientar que, segundo a doutrina &lt;em&gt;Huna&lt;/em&gt;, todos os acontecimentos vivenciados, inclusive doenças e acidentes, se originam na mente - admitem-se predisposições herdadas para certas enfermidades, porém mais em termos de convicções herdadas na memória celular que na hereditariedade física. Para os &lt;em&gt;Kahunas&lt;/em&gt;, as convicções são a base fundamental da experiência de toda realidade: nossa experiência é condicionada pelo que cremos e somente podemos experimentar o que, em algum nível da consciência acreditamos ser possível - quanto mais firmemente cremos em algo, tanto mais profundamente esse algo afeta a nossa experiência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É interessante observar que a idéia dos &lt;em&gt;Kahunas&lt;/em&gt; de que a realidade seja totalmente subjetiva tem sua contrapartida na moderna física quântica. O conceito de relatividade é muito importante na filosofia &lt;em&gt;Huna&lt;/em&gt;, especialmente com respeito à cura - tal idéia é bem similar ao conceito yin/yang dos chineses, isto é, tudo é relativo a algo além. Nada pode ser descrito ou experimentado exceto em relação a algo mais porque não há absolutos no mundo de nossa percepção.&lt;br /&gt;A filosofia &lt;em&gt;Huna&lt;/em&gt; considera que o Ser Humano é portador de uma natureza tríplice, qual seja: (1) UNIHIPILI: Eu Básico (Mente Inconsciente) - “o armazém gerador de emoções”; (2) UHANE: Eu Médio (Mente Consciente) - “o espírito que fala”; e o (3) AUMAKUA: Eu Superior (Mente Superconsciente) - “o divino em cada um de nós que constrói todo o universo à nossa volta pelo poder da intenção”. O maior beneficio obtido pelo conhecimento &lt;em&gt;Huna&lt;/em&gt; é o de tornar-se consciente dos meios adequados de comunicação com o Eu Superior. Esta psicologia oferece uma abordagem prática ao pensamento criativo – a de orar através do eu básico para contatar o Eu Superior. O conceito &lt;em&gt;Huna &lt;/em&gt;da prece é único na área do pensamento positivo: criar imagens visuais, carregá-las de energia “Mana” (o equivalente ao ‘prana’ hindu, o ‘chi’ chinês, e o ‘ki’ japonês) gerada pela emoção do desejo e enviá-las como formas-pensamento através do eu básico ao Eu Superior.&lt;br /&gt;Em síntese, a sabedoria Huna pode ser traduzida em quatro conceitos básicos:&lt;br /&gt;(I) &lt;em&gt;Você cria sua própria realidade&lt;/em&gt;: - Isto abrange sua experiência pessoal da realidade e todas as situações nela contidas. Você cria sua realidade através de suas convicções, expectativas, atitudes, desejos, receios, julgamentos, interpretações, sentimentos, intenções e pensamentos consistentes e persistentes.&lt;br /&gt;(II) &lt;em&gt;Você consegue aquilo em que você se concentra&lt;/em&gt;: - Os pensamentos e sentimentos nos quais você vive, conscientemente ou não, formam o molde ao qual são atraídas, para a sua vida, as coisas disponíveis mais próximas, em termos de experiências, dos seus pensamentos e sentimentos.&lt;br /&gt;(III) &lt;em&gt;Você não tem limites&lt;/em&gt;: - Não existe coisa oculta a você, nenhuma barreira entre você e seu corpo, você e o mundo que o cerca ou entre você e Deus. Quaisquer divisões usadas para discussão são termos referentes a funções e/ou conveniência, já que separação é apenas uma útil ilusão.&lt;br /&gt;(IV) &lt;em&gt;Seu momento de poder é agora&lt;/em&gt;: Você não está limitado por experiências do passado ou do futuro, porque o passado é apenas uma memória e o futuro uma mera possibilidade. Você tem a força aqui e agora para, baseado em suas convicções, mudar as limitações e conscientemente plantar, à sua escolha, as sementes do futuro. Na medida em que você muda sua mente você muda sua experiência.&lt;br /&gt;As emoções são vistas pelos &lt;em&gt;Kahunas&lt;/em&gt; como um excitamento ou movimento de energia através do corpo, e todas as palavras havaianas relacionadas a emoções refletem esta idéia, geralmente com o uso da imagem da água como ondas ou respingos ou então fluindo de algum modo. O nome específico para uma emoção particular depende de que pensamentos a acompanham. Em termos de sensação pura, você não pode dizer a diferença entre raiva e entusiasmo, ou ansiedade e excitada antecipação. A estimulação do fluxo emocional pode vir de seus pensamentos ou eventos externos, mas em qualquer caso os pensamentos são o que perpetua a emoção, e uma mudança no pensamento pode mudar a emoção experimentada.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Nós temos direito a todas as nossas emoções, mas não temos direito de vivê-las ferindo os demais”&lt;/em&gt; - foi com essa crença que a magia &lt;em&gt;kahuna&lt;/em&gt;, tendo embutida uma psicologia espiritual milenar baseada no ‘&lt;em&gt;não ferir ninguém, intencionalmente’&lt;/em&gt;, se tornou um modelo de sociedade harmoniosa e pacífica no antigo Havaí.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Fontes:&lt;br /&gt;WESKOTT, Jens Federi. A Magia dos Kahunas. São Paulo: Zenda, 1995&lt;br /&gt;KING, Serge Kahili. Magia E Cura Kahuna. São Paulo: Madras, 2004&lt;br /&gt;http://www.huna.org.br/index.htm&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-8572660543246985414?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/8572660543246985414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=8572660543246985414&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8572660543246985414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8572660543246985414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/07/guardiaes-do-segredo.html' title='&quot;Guardiães do Segredo&quot;'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SlA9yPwthJI/AAAAAAAAAWA/DPLn2ruOBk0/s72-c/Kahuna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-2749492366955336881</id><published>2009-06-30T13:21:00.008-03:00</published><updated>2009-06-30T13:46:22.844-03:00</updated><title type='text'>"Deus, o Nome sem nome, a realidade última..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sko95sU7iHI/AAAAAAAAAV4/BO7SMFj99_k/s1600-h/deus.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353159168444041330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sko95sU7iHI/AAAAAAAAAV4/BO7SMFj99_k/s320/deus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O educador e psicólogo francês &lt;em&gt;PIERRE WEIL&lt;/em&gt; (Estrasburgo, 16/04/1924 — Brasília, 10/10/2008) Doutor em Psicologia pela Universidade de Paris, precursor da Psicologia Transpessoal e Fundador da Universidade Internacional da Paz (Unipaz), pregava a descoberta da paz interior do ser humano, em suas relações sociais e com o meio ambiente, por meio da educação. Publicou 40 livros sobre a cultura da paz, psicologia e holística, disseminando um sistema de educação e formação integral de indivíduos com foco nos valores humanos, na ética e na arte. Em consonância com sua vocação transreligiosa, &lt;em&gt;WEIL&lt;/em&gt; organizou e estimulou a realização de celebrações ecumênicas em que tiveram participação representantes das principais tradições religiosas e espiritualistas durante inúmeros Congressos Holísticos, regionais e internacionais que contribuíram enormemente para a compreensão e paz entre as religiões. Sempre à frente do seu tempo, esse grande educador buscava incansavelmente despertar a solidariedade e fraternidade nas pessoas; refletindo sobre a questão: &lt;em&gt;“Deus: Representação Intelectual ou Vivência Direta do Real?”&lt;/em&gt; construiu novas idéias para novos tempos assinalando que: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;“... Um progresso notável se encontra quando Deus é visto como manifestação do verdadeiro e puro amor, do amor altruísta e da compaixão. Querer bem a todos os seres e querer aliviar o seu sofrimento de modo incondicional e não egoísta. É o amor de Cristo e a compaixão de Buddha. `Amai-vos uns aos outros como eu vos amei´. Quando este sentimento desperta dentro de nós, se efetua uma transformação profunda no conceito de Deus; Ele já não é mais um conceito; Ele passa a ser um sentimento de pura alegria; a alegria de dar e compartilhar alegria. Aí começa a plena realização da dança da vida. Neste estágio, a pessoa se torna criativa, poética. Ela descobre que existe um espírito criador dentro dela e que este espírito é o espírito divino em ação dentro dela mesma. Ela descobre que as idéias não são dela, mas deste espírito criador. Ela toma contato com o aspecto criativo de Deus, com o Deus criador, dentro e fora dela. O individualismo do ego começa a se dissolver. Esta força criadora se manifesta também sob forma de sincronicidade, de acasos que não são acasos. Se desenvolve também a inspiração dos profetas. A pessoa adquire então, por experiência, o verdadeiro conhecimento, o da presença permanente; ela passa a saber que nunca está sozinha. O conhecimento se amplia, não só o racional, mas o intuitivo, um equilibrando o outro. Está ela a caminho da verdadeira sabedoria. E quando amor e sabedoria se encontram, quando o masculino e o feminino se casam dentro dela mesma, a pessoa está pronta, para a verdadeira vivência do divino e descobrirá a verdadeira natureza do Espírito Divino. Isto pode acontecer sozinho, em contato com um pôr ou levantar do Sol, ao tomar uma criança no colo, durante a gravidez, num encontro amoroso, num templo ou lugar sagrado, numa sinfonia em que a dualidade desaparece Tudo é UM...”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Na sua singular obra &lt;em&gt;“O Último Porquê”&lt;/em&gt; (1989), cujos recortes trazemos abaixo, &lt;em&gt;Pierre Weil&lt;/em&gt; buscou responder duas questões fundamentais para a pessoa humana, sugerindo ao homem a empenhada busca de Deus, o Nome sem nome, a realidade última:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;- “Meu Deus! Mas afinal de contas, quem és Tu? E eu? Fala-me, eu te suplico: quem sou eu?”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;- “... Na verdade, a resposta a estas duas perguntas se encontra em ti mesmo, elas não podem se expressar em palavras, trata-se de uma experiência vivida por ninguém. Somente tu a podes encontrar. Se tu encontras quem tu és, tu saberás quem Eu sou. Uma maravilhosa surpresa te espera no final dessa busca, uma busca onde não há nada a procurar, pois tudo está aí, mais perto do que a ponta do teu nariz!, mais íntimo que o mais íntimo dos teus pensamentos!. Que as palavras que seguem catalisem a resposta sem palavras em ti mesmo. Não sou nada de tudo que pensas que Eu sou; nem alguém, nem ninguém, nem algo, nem nada. Sou muito mais do que tudo isso!, e ao mesmo tempo Eu sou tudo isso... Enquanto tu me pensas, Eu não sou. Quando tu paras de me pensar, então Eu sou. E então tu não és mais. `Eu penso, logo eu não sou´ - eis o teu novo postulado! Então tu não podes mais ser o que tu jamais foste: tu... Pois tu sou Eu. Relativo e absoluto, Eu transcendo todos os teus conceitos. Eu te falo sem palavras quando estamos em uníssono, tu e Eu. Mas nos nossos tempos tão perturbados esse uníssono é tão raro que Eu preciso usar da tua linguagem: `Eu sou´, `Tu és´, `Tu´, `Eu´... Então... Ouça ... A meditação será o dissolvente da tua catarata. Medita sobre que tu és realmente!. Se tu me procurar, eu não me encontro em lugar nenhum. E, no entanto, tu vais me encontrar em todos os lugares ao mesmo tempo. Nem fora nem dentro; é em ti que tu podes me reencontrar, fora e dentro. No recolhimento de ti mesmo tu retornarás a ser Eu. É importante a tua presença em tudo o que se passa! Permanece por trás dos teus pensamentos, das tuas emoções e das tuas sensações!. Essa presença sou Eu!. Essa consciência de tudo sou Eu! Vê: tu não és tu!. Toma consciência de que jamais fomos separados! O sentido da tua existência transitória é vivenciar isso! Não há outro sentido! E não me pergunta por quê! Eis o último porquê. Não há porquê! Porque é assim, e só! Abandona todas essas vãs separações intelectuais da árvore do conhecimento. Entre dois pensamentos discriminativos, reencontra a árvores da vida!. Pois a árvore da vida é a minha natureza de ti, Instrumento dos teus atos positivos e negativos, os teus pensamentos são o câncer da minha sabedoria, nem positiva, nem negativa. Então, deixa-os passar! Eles dissolvem sozinhos no meu espaço que eles são também. Dança a harmonia da minha vida a todo instante! Vive a harmonia do meu amor a todo o momento! Doa-te aos outros sem distinção! Então não seremos mais dois, tu e Eu. E os meus querubins se afastarão para reabrir para ti o caminho do jardim de Éden. Entre viver e vegetar, o que tu preferes? Se tu queres viver a minha vida plenamente, é preciso morrer a ti mesmo. Será a morte dessa longa morte, na qual tu vivias e gozavas da tua cegueira. Então, a tua própria morte será a doce passagem do sonho esporádico da tua existência transitória à embriaguez extática da minha eterna mudança. Mas se tu não fazes nada para dissolver o véu que nos separa, nenhuma morte te livrará dessa decepcionante ilusão. No círculo vicioso do ódio, do apego, da cegueira, do orgulho e do ciúme, tu errarás sem fim. Sob a forma ilusória dos demônios do teu medo, Eu te provarei, até que tu realizes plenamente que tu e Eu jamais fomos separados. Pois, o teu demônio, sou Eu também, que te lembra que sou tu para te tirar do pesadelo! Homem! Por ti Eu me realizo como luz do mundo. Luz do mundo! Por você realizo que tu sempre foste Eu! Entre a esperança que a luz seja e o desespero da perda da luz que foi, vivemos a eterna luz do espaço entre dois instantes. Viver, a todo instante. O nascimento do instante da morte, do instante que passa. Eis a verdade, liberdade! Eis este mundo de luz que não é mais nem tu nem Eu... Mas luz do mundo... Vazia de toda palavra... cheia de todo ser... plenitude da eterna mudança”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quando, em 10/10/2008, &lt;em&gt;Pierre Weil&lt;/em&gt; fez a Passagem para outro plano da existência, disse o filósofo, terapeuta transpessoal e teólogo &lt;em&gt;Jean-Yves Leloup&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Que les semences, de conscience et de paix qu'il a déposées en nous, et dans les oeuvres qu'il a fondées continuent à fleurir et à porter du fruit. Que sa présence, désormais "claire et infinie lumière", nous accompagne... ”&lt;/em&gt; (Que as sementes de consciência e de paz que ele plantou em nós e nas obras que ele fundou continuem a florescer e a dar o seu fruto. De agora em diante, que a sua presença, "clara e infinita luz", nos acompanhe...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Fonte: WELL, Pierre. O último porquê. Petrópolis: Vozes, 1989&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-2749492366955336881?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/2749492366955336881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=2749492366955336881&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/2749492366955336881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/2749492366955336881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/06/deus-o-nome-sem-nome-realidade-ultima.html' title='&quot;Deus, o Nome sem nome, a realidade última...&quot;'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sko95sU7iHI/AAAAAAAAAV4/BO7SMFj99_k/s72-c/deus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-5246788851234169423</id><published>2009-06-26T23:46:00.007-03:00</published><updated>2009-06-27T00:19:51.637-03:00</updated><title type='text'>DÉJÀ VU</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SkWOQi9sanI/AAAAAAAAAVw/n1JnvvdAIZM/s1600-h/dÃ©jÃ"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351840147114322546" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 206px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SkWOQi9sanI/AAAAAAAAAVw/n1JnvvdAIZM/s320/d%C3%A9j%C3%A0+vu3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Muitos de nós, provavelmente, já experimentamos uma sensação inquietante de saber que uma dada situação não pode ter já acontecido, combinada com o sentimento de que de fato já aconteceu. &lt;em&gt;Bug cerebral&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;reminiscência de vidas passadas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;paramnesia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;disfunção neurológica&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;distúrbio de memória&lt;/em&gt; ou mera &lt;em&gt;coincidência&lt;/em&gt;? - &lt;em&gt;“déjà vu”&lt;/em&gt; é uma expressão da língua francesa que significa &lt;em&gt;“já visto”&lt;/em&gt;, trata-se de uma experiência emocional aparentemente inexplicável que surge de uma forma completamente inesperada - subitamente, uma circunstância qualquer desencadeia algum mecanismo psicológico ou anímico onde a pessoa tem a sensação muito expressiva de que aquilo que observa já conhece ou já vivenciou de uma maneira que não consegue compreender, mas que a emociona sobremaneira. Diz respeito, portanto, a uma impressão ou sentimento de já ter visto ou experimentado algo antes, que aparentemente está a ser experimentado pela primeira vez. Está relacionada a uma quebra no espaço tempo, na qual pessoas com uma hiperestesia desenvolvida pode perceber estas quebras, é como perceber uma situação que se repetiu. Geralmente as pessoas dizem, &lt;em&gt;"Engraçado, parece que eu já estive aqui antes"&lt;/em&gt;; &lt;em&gt;"Parece que isto já aconteceu antes"&lt;/em&gt;; &lt;em&gt;"Parece que você já me disse isto antes"&lt;/em&gt;. Esta sensação é muito comum, todo mundo pelo menos uma vez na vida já teve esta impressão, porém algumas pessoas são mais sensíveis e percebem estas quebras com mais freqüência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Émile Boirac&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; (1851-1917), filósofo, cientista e esperantista francês, profundamente interessado em fenômenos psíquicos e em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;pesquisas na área da parapsicologia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, utilizou originalmente esse termo em 1876, para designar esse curioso fenômeno.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Fabrice Bartolomei&lt;/em&gt;, Neurologista francês, propõe uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;explicação diferente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;: o &lt;em&gt;“déjà vu”&lt;/em&gt; seria o resultado de uma fugaz disfunção da zona do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;córtex entorrinal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, situado por baixo do hipocampo e que se sabia já implicada em situações de &lt;em&gt;“déjà vu”&lt;/em&gt; comuns em pacientes com &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;epilepsia temporal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em meio a variadas teses sobre a origem do fenômeno, o psicólogo &lt;em&gt;Alan Brown&lt;/em&gt;, professor da Universidade Southern Methodist, nos Estados Unidos, e autor do livro &lt;em&gt;"The Déjà Vu Experience" &lt;/em&gt;afirma que dois terços da população mundial relatam ter tido ao menos um “déjà vu” na vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É possível entendermos essa experiência (cujo sentimento está associado à estranheza) numa perspectiva espiritual e também sob o ângulo da neurologia e da psicologia. Esta expressão tem extrapolado o campo científico, esvaindo para o senso comum e adquirindo, assim, conotações diversas, principalmente em filmes, músicas, na literatura e na cultura em geral - assim, o público, atraído pela tradução literal &lt;em&gt;(”já visto”)&lt;/em&gt;, passou a usar o termo &lt;em&gt;“déjà vu”&lt;/em&gt; para designar aquelas situações em que a pessoa tem a sensação de estar vivenciando algo que lhe parece familiar - por decorrência, a expressão que a linguagem técnica associa à estranheza passou, na linguagem usual, a indicar familiaridade. Nesse campo, alguns estudiosos do assunto reagem contra a limitação do “&lt;em&gt;vu&lt;/em&gt;”, que restringiria ao mundo do que pode ser “&lt;em&gt;visto&lt;/em&gt;”, e já usa formas semânticas paralelas que fariam referência mais específica aos vários tipos de situação: &lt;em&gt;“déjà vécu”&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;”já vivido”&lt;/em&gt;)&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;“déjà lu”&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;”já lido”&lt;/em&gt;), &lt;em&gt;“déjà entendu”&lt;/em&gt; &lt;em&gt;(”já ouvido”&lt;/em&gt;) e &lt;em&gt;“déjà visité”&lt;/em&gt; &lt;em&gt;(”já visitado”)&lt;/em&gt;. Como podemos constatar numa simples pesquisa, há diversas teorias sobre esse fenômeno, como a &lt;em&gt;psicodinâmica&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;reencarnação e sonhos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;ilusão epiléptica&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;holografia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;distorção do senso de tempo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;transferência entre hemisférios cerebrais&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na &lt;em&gt;psicodinâmica&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Freud&lt;/em&gt; dizia que o &lt;em&gt;“déjà vu”&lt;/em&gt; resultava da lembrança de desejos inconscientes ou fantasias do passado que eram ativadas pela situação presente. Também o fenômeno poderia ser uma autodefesa, ou seja, nosso inconsciente processava a informação que aquilo já havia acontecido, por isto, não devia temer, pois já havia passado por aquela experiência anteriormente. Na &lt;em&gt;ilusão epiléptica&lt;/em&gt;, há a teoria do &lt;em&gt;Dr. John Jackson&lt;/em&gt;, que associa o &lt;em&gt;“déjà vu”&lt;/em&gt; a um sintoma de epilepsia psicomotora, devido à grande incidência de casos de &lt;em&gt;“déjà senti”&lt;/em&gt; entre os pacientes epilépticos.  A &lt;em&gt;holografia&lt;/em&gt; seria a memória que pode ser armazenada no cérebro como holograma tridimensional, em que pequenas partes de uma figura podem ser utilizadas para reconstruir o todo. Segundo essa teoria, o &lt;em&gt;“déjà vu”&lt;/em&gt; ocorreria quando uma peça de um holograma presente fosse coincidente com outra peça de um holograma no passado. Ou seja, o indivíduo vê uma foto de uma determinada cidade; tempos depois, esquece estas imagens e as deixa armazenadas na memória como um holograma. Algum dia, quando vai visitar essa cidade da foto, poderá ocorrer um &lt;em&gt;“déjà vu”&lt;/em&gt;, por sentir-se familiarizado com as imagens, sem no tanto, recordar-se de onde elas vêm. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A &lt;em&gt;distorção do senso de tempo&lt;/em&gt; é quando sem ter entrado ainda no estado de consciência, percebemos a situação ao nosso redor. Dessa forma, o tempo parece ser maior do que o normal. Quando entramos no estado de consciência, a situação que já havíamos percebido no estado inconsciente parece-nos uma lembrança do passado. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A &lt;em&gt;transferência entre hemisférios cerebrais&lt;/em&gt; significa a transferência de informações entre os dois hemisférios do cérebro, que normalmente ocorre em alguns milésimos de segundos. Porém, se esse tempo aumentar para cerca de um minuto, o hemisfério não dominante receberá a informação duas vezes, sendo uma diretamente e outra do outro hemisfério. Dessa forma, ele terá a sensação que os eventos presentes já aconteceram no passado.&lt;br /&gt;Numa entrevista concedida ao Jornal “O Paraná” &lt;em&gt;Divaldo Franco&lt;/em&gt; salienta que o Espiritismo comprova a Reencarnação &lt;em&gt;“Através das experiências de regressão de memória, chamadas ecminésia; das lembranças espontâneas; das revelações mediúnicas e das análises psicológicas da memória extracerebral”&lt;/em&gt;. E acrescenta: &lt;em&gt;“Sempre preocupou a psicologia o chamado "déjà vu", em que um indivíduo tem a sensação de já ter visto, de já ter ouvido, de já ter conhecido determinadas coisas. Carl Gustav Jung narrava que, nas suas viagens pela Europa, antes de chegar a determinado lugar, tinha a impressão nítida de que antes houvera estado ali. Conhecia detalhes, hábitos, cultura, e, ao chegar, para sua surpresa, verificava que aquela percepção era verdadeira. Naturalmente, ele teve uma explicação psicanalítica, que parecia concordar com a sua idéia da irradiação mental. Para nós, os espíritas, é uma reminiscência de ocorrências já experimentadas em encarnações anteriores, o que, por dilatação, vem explicar as simpatias, as antipatias, os ódios acendrados, as animosidades entre familiares. Ademais, a reencarnação pode ser constatada, conforme estabeleceu o Dr. Banerjee, parapsicólogo indiano, através, também, de um outro ângulo da chamada memória não cerebral. O conhecimento de idiomas, que a pessoa jamais teve a oportunidade de os estudar; as lembranças de vidas pregressas que fluem espontaneamente, e, ao mesmo tempo, a genialidade precoce. Embora nós acreditemos profundamente nas heranças de natureza genética; nos fenômenos denominados pelo próprio Jung como fenômenos de sincronicidade, em que as coisas acontecem por uma lei de sincronidade, há fatos históricos de crianças que se recordam ou se recordaram de haver vivido antes, ou também de ser possuidoras de um conhecimento que não tem nenhuma explicação, nem genética, nem de natureza psicossocial. Somente a lembrança da reencarnação é que as pode elucidar”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Enfim, embora o &lt;em&gt;“déjà vu”&lt;/em&gt; venha sendo analisado como fenômeno por mais de 100 anos e os pesquisadores, nos mais variados campos de estudo, tenham proposto várias teorias sobre sua causa, não há uma explicação simples para o que ele significa ou porque acontece. Talvez, à medida que o conhecimento integral do homem avança na perspectiva da pesquisa conscienciológica, também aprendamos mais sobre por que experimentamos esse curioso e inquietante fenômeno.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Fontes:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pessoas.hsw.uol.com.br/deja-vu.htm"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://pessoas.hsw.uol.com.br/deja-vu.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundoespirita.com.br/antigo/jornal/set6-1.htm"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.mundoespirita.com.br/antigo/jornal/set6-1.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Revista Cristã de Espiritismo, edição 35&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-5246788851234169423?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/5246788851234169423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=5246788851234169423&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/5246788851234169423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/5246788851234169423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/06/deja-vu.html' title='DÉJÀ VU'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SkWOQi9sanI/AAAAAAAAAVw/n1JnvvdAIZM/s72-c/d%C3%A9j%C3%A0+vu3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-3092227147763606729</id><published>2009-06-23T23:55:00.007-03:00</published><updated>2009-06-24T00:27:43.569-03:00</updated><title type='text'>"Os sábios falam porque têm algo a dizer; os tolos, porque têm de dizer algo"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SkGWz3QqumI/AAAAAAAAAVg/b_4OE5F4Ds4/s1600-h/Fofoca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350723650044213858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 192px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SkGWz3QqumI/AAAAAAAAAVg/b_4OE5F4Ds4/s320/Fofoca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O verbo &lt;em&gt;“mexericar”,&lt;/em&gt; que significa falar mal de alguém, deriva do forte odor que a fruta mexerica (tangerina) deixa na mão. Por isso, não há como esconder que se comeu uma mexerica. Essa mesma inclinação reveladora tem o Fofoqueiro. Pedir segredo para o Fofoqueiro é como pedir a alguém que não revele que comeu uma mexerica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mexerico, Falação, Rumor, Bisbilhotice, Intriga, Fuxico... ou simplesmente, FOFOCA - um fenômeno social que é um poço de contradições: as pessoas fofocam mesmo acreditando que não deveriam fazê-lo.. Um artigo de capa publicado em outubro/2008 na Scientific American Mind, uma das mais respeitadas publicações científicas do mundo salienta que “Nos últimos anos pesquisadores vêem estudando a Fofoca – nossa predileção para falar sobre as pessoas que não estão presentes. Por que falar dos outros é tão irresistível?” &lt;em&gt;(http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=the-science-of-gossip).&lt;/em&gt; O texto dedica-se a explicar o nosso fascínio pela fofoca e relata que ela pode ser um resquício da nossa evolução.&lt;br /&gt;O psiquiatra &lt;em&gt;José Angelo Gaiarsa&lt;/em&gt; (1978) em seu livro &lt;em&gt;"Tratado Geral Sobre a Fofoca"&lt;/em&gt; apresenta idéias da psicanálise, existencialismo, fenomenologia, psicologia social e biofeedback; reunindo-as e organizando-as em torno do conceito de Fofoca. Gaiarsa, nos recortes a seguir, faz uma análise precisa, profunda e inteligente do tema numa visão ampla da personalidade humana em linguagem irreverente, provocativa e bem humorada:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Fofoca, o mais fundamental dos fenômenos humanos, acontece de tal forma que se esconde na medida em que aparece. Quase ninguém diz ou sequer reconhece - que faz Fofoca. Todos sabem que a Fofoca está aí, todo mundo faz parte dela, é claramente uma rede pública secreta. Em números redondos, estima-se que 20% de tudo o que se diz no mundo é conversa funcional, é ordem, pedido, informação, constatação, declaração - é palavra ligada a fatos e influindo sobre eles, de um modo imediato e demonstrável. Os restantes 80% de todas as conversas do mundo poderiam ser chamados de Conversa-Fiada; trata-se de falar por amor à conversa, de falar por falar, de papo - os antigos diziam: tagarelice, loquacidade. Uma análise da Conversa-Fiada (80%) mostra que ela pode ser dividida em duas partes: 40% dela é Fofoca + 40% é Afirmação de Preconceito. Ou estou dizendo que o outro fez coisas contrárias aos bons-costumes estabelecidos e por isso é malandro, um canalha; ou estou dizendo que sou muito bom, que tenho coisas lindas e invejáveis, que o que eu faço, penso e digo está tudo na direção das mais altas aspirações do grupo com o qual estou falando. Falar é, de longe, a principal atividade da infinita maioria das pessoas. Estima-se que as pessoas passam conversando 80% do tempo de lazer, 30% do tempo de trabalho e 100% do tempo das refeições, sempre que a pessoa coma com alguém ao seu lado. Para a maior parte dos indivíduos, falar é a mais alta expressão de si - pois que o resto do que fazem é costume e rotina, algo sem graça e sem interesse. Com os percentuais citados, temos para todos cerca de oito horas e meia de conversa por dia. Portanto, quanto à Fofoca (40% do total de conversa, como vimos) temos, aproximadamente três horas e meia por dia para toda a humanidade. Como hoje, somos algo em torno de 6.000.000.000 de pessoas, diariamente são feitas no mundo 21.000.000.000 de horas de Fofoca, para fora, com o outro. Além do falar sozinho consigo mesmo e a Fofoca de dentro feita com “os nossos botões”. Nosso Eu se comporta e fala dentro de nós como se estivesse diante de uma comadre astuta, vigilante e malevolente, que observasse suas menores reações e estivesse sempre pronta a atribuir-lhe as piores intenções. Esta comadre fofoqueira-mor é chamada pelos psicanalistas de Superego. Nosso diálogo interior é tão rico de Fofoca como o diálogo exterior. A Fofoca é trágica - ela é o principal instrumento e motivo de toda autocensura, de toda autocastração e de toda irrealização pessoal. É uma hipótese baseada em dados mais do que deficientes - quando se sabe de uma Fofoca grande, pode-se ter certeza de que foi construída à custa da frustração de muitas pessoas, cada uma delas acrescentando ao relato o seu medinho individual. Resumindo, podemos dizer que Fofoca é o comentário tendencioso sobre um terceiro ausente. A notícia, ao passar de pessoa para pessoa, vai sofrendo alterações e/ou acréscimos, que a modificam. Mais importante, porém, do que essa modificação da notícia, é a interpretação que o Fofoqueiro faz das ações ou ditos de sua vítima. Quem faz e quem ouve a Fofoca são cúmplices num crime comum - são conspiradores que estão traçando uma rede na qual apanham alguém que fez ou disse coisas contrárias à moral ou aos bons -costumes - dos dois!. Todos os Fofoqueiros são `policiais do status quo´ .A Fofoca exclui o feedback - a resposta imediata do outro ao nosso comportamento. A Fofoca consegue estragar quase todo o amor do universo - alquimia negra, isso é que dói. Ou nos amamos ou nos aniquilamos todos juntos...”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Fazendo o contraponto sobre esse tema vale lembrar-nos da famosa “Metáfora das Três Peneiras”:&lt;br /&gt;“Conta-se que certa vez um amigo procurou Sócrates, o célebre filósofo grego, desejando contar-lhe algo sobre a vida de outro amigo comum.&lt;br /&gt;- Quero contar-te algo sobre o nosso amigo Andréas que vai deixar-te boquiaberto.&lt;br /&gt;- Espera – interrompeu o filósofo – passaste o que vais dizer pelas três peneiras.&lt;br /&gt;- Três peneiras? Espantou-se o interlocutor.&lt;br /&gt;- Primeira peneira: a coisa que me contarás é verdade?&lt;br /&gt;- Segunda peneira: a coisa que pretendes me contar é boa?&lt;br /&gt;- Terceira peneira: o que tinhas a intenção de me contar é de utilidade tanto para mim como para o nosso Andréas e para ti mesmo?&lt;br /&gt;- Não, não e não.&lt;br /&gt;- Então, caro amigo, disse Sócrates, a coisa que pretendias me contar não é certamente verdadeira, nem boa, nem útil - assim sendo, não tenho a intenção de conhecê-la e aconselho-te a não mais procurar divulgá-la.&lt;br /&gt;Vale ainda refletirmos sobre o que nos disse o &lt;em&gt;Dalai Lama&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Não somos apenas peças de uma máquina ou passageiros impotentes de uma volta pela vida - às vezes suave, às vezes turbulenta. Precisamos, então, examinar mais de perto o que estamos vivenciando cada dia... Nossos ambientes de vida, trabalho e lar, incluindo as atitudes e comportamentos dos outros, apenas fornecem as circunstâncias com as quais vivemos nossas vidas. A qualidade de nossa vida - o que nós mesmos, ninguém mais, está vivenciando agora mesmo - contudo, é o resultado direto de nossas próprias atitudes - de ninguém mais - e o comportamento que elas geram”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Fonte: GAIARSA, José Ângelo. Tratado Geral sobre a Fofoca: Uma análise da desconfiança humana. São Paulo: Summus editorial, 1998&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-3092227147763606729?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/3092227147763606729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=3092227147763606729&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/3092227147763606729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/3092227147763606729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/06/os-sabios-falam-porque-tem-algo-dizer.html' title='&quot;Os sábios falam porque têm algo a dizer; os tolos, porque têm de dizer algo&quot;'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SkGWz3QqumI/AAAAAAAAAVg/b_4OE5F4Ds4/s72-c/Fofoca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-8424094577596353903</id><published>2009-06-19T22:11:00.005-03:00</published><updated>2009-06-19T22:46:03.016-03:00</updated><title type='text'>Correntes de Pensamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sjw7XfhWlRI/AAAAAAAAAVY/S-hPlJXyiB8/s1600-h/noures2jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349215732193727762" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sjw7XfhWlRI/AAAAAAAAAVY/S-hPlJXyiB8/s320/noures2jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;"As Noúres"&lt;/strong&gt; é o título do terceiro livro da obra do filósofo italiano &lt;em&gt;Pietro Ubaldi&lt;/em&gt; em que ele fala sobre a &lt;em&gt;"Técnica e Recepção das Correntes de Pensamento"&lt;/em&gt;, defende a existência de tais correntes e procura explicar como elas poderiam ser "captadas" pela &lt;strong&gt;Intuição&lt;/strong&gt;. A formação morfológica da palavra &lt;em&gt;Noúres&lt;/em&gt; é um neologismo formado de dois elementos gre&amp;shy;gos: &lt;em&gt;nous &lt;/em&gt;(pensamento, espírito, inteligência) e &lt;em&gt;rhéo&lt;/em&gt; (correr, fluir) significando, pois, &lt;em&gt;"correntes de pensamento”&lt;/em&gt;. Refere-se ao método receptivo de captação de ondas ou de correntes psíquicas vindas de planos, de dimensões ou centros de pensamento ultra-superiores, gerando estado ultra-sensível, de fenômenos inspirativos - as “&lt;em&gt;Noúres&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Sintetizando o pensamento de &lt;em&gt;Ubaldi&lt;/em&gt; assinalamos abaixo, um recorte de considerações que o autor relaciona nessa grande obra:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“... Tal fenômeno diz respeito à inspiração ar&amp;shy;tística, ao desenvolvimento psíquico da humanidade, aos siste&amp;shy;mas de aquisição cultural, aos novos métodos de pes&amp;shy;quisa necessários ao ulterior progresso da ciência, métodos de concepção que dêem novos rumos à filo&amp;shy;sofia e a todo o cognoscível humano, com reper&amp;shy;cussões na direção da vida social, de modo a tornar possíveis as bases de uma nova civilização. A criação intelectual e artística, não se realiza, verdadeiramente, pelas vias da consciência quotidiana normal, que tão útil nos é para as necessi&amp;shy;dades e relações da vida. Parece quase que o proces&amp;shy;so da racionalidade consciente e reflexa é como que suspenso para que, por construções superiores, um mecanismo mais íntimo e complexo seja posto em movimento, numa zona mais profunda de nosso eu, a funcionar com métodos supervolitivos e super-ra&amp;shy;cionais. Os inspirados sempre tiveram uma voz; os poetas, as musas; os musicistas, a inspiração. Wagner dizia no seu diário de vida veneziana, a propósito de uma passagem do seu "Tristão": `Aque&amp;shy;la passagem me apareceu clara; transcrevi-a rapida&amp;shy;mente, como se de há muito já a soubesse de memória´. Perosi dizia que o compor era para ele uma neces&amp;shy;sidade impulsiva do temperamento, que tem necessi&amp;shy;dade de produzir. Chopin compunha numa espécie de êxtase. Na realidade, artistas e gênios são ultrafanos, registradores de Noúres. É um fato que todas as mentes, sejam de ar&amp;shy;tistas, sábios ou santos, cada um em seu campo, todas as vezes que verdadeiramente se projetaram na direção do alto para arrancar uma orla do grande misté&amp;shy;rio das coisas (verdadeiros tentáculos que a evo&amp;shy;lução lança, antecipadamente, de encontro ao infinito) usaram esses meios que escapam à racionalidade comum. O saber humano, em todos os campos, não mais pode avançar com os ve&amp;shy;lhos métodos e é iminente e necessária uma mu&amp;shy;dança de rota. É evidente que a verdade, que tão la&amp;shy;boriosamente se acomete, já existe íntegra, comple&amp;shy;ta, funcionando desde toda a eternidade. O Universo é, não de agora, um organismo perfeito e não espera, por isso, a compreensão humana, possui sua sa&amp;shy;bedoria e suas leis e sabe aplicá-las com consciência e equilíbrio. Não se trata, pois, de criar coisa algu&amp;shy;ma, mas de saber enxergar o que já existe, de atingir conceitos que se distanciam de nosso relativo. É absurdo continuarmos a observar eterna e exterior&amp;shy;mente os fenômenos, multiplicando observações e classificações, e permanecermos esmagados sob a mole divergente do particular. Importa aperfeiçoar e potencializar esse instrumento de pesquisa que é a Consciência Humana, se quisermos algo que produza um resultado prático. A evolução psíquica do homem impõe a as&amp;shy;censão a este método mais profundo. A solução dos problemas não se acha no exterior sensório, mas no interior intuitivo e só pode ser alcançada se nos projetarmos dentro de nós mes&amp;shy;mos com a introspecção e não fora de nós, com a observação. Os princípios não se podem encon&amp;shy;trar senão por visão, por uma transformação de Cons&amp;shy;ciência que se identifique com o fenômeno, por uma transferência do eu a um novo plano conceptual; enquanto se permanecer na dimensão atual da razão, certos problemas permanecerão insolúveis. Com audácia, é preciso pro&amp;shy;por à ciência o método de pesquisa por inspiração Noúrica como método normal, a fim de que o método da Intuição complete o dedutivo experimental; os conceitos já existem em forma de emanações radiantes, de correntes em expansão, basta captá-las. O problema do conhecimento só é solúvel com este novo método de sinto&amp;shy;nização Noúrica. Certamente que é um método delicado e complexo - é necessário antes compreen&amp;shy;dê-lo para se saber usá-lo. Exige uma delicadeza psi&amp;shy;cológica para que não se maltrate nem prejudique o delicadíssimo instrumento de pesquisa que é a psique do ultrafano. Será preciso tempo; dever-se-ão supe&amp;shy;rar as resistências opostas pelo misoneísmo do passado; será laborioso reformar a psicologia da ciência, mas não existe outro caminho para avançar. A própria evolução tem de levar, inevitavel&amp;shy;mente, à normalização da Intuição. O homem, chegado a uma determinada fase de sua evolução psíquica, tem de atingir, normal e naturalmente, o conhecimento pelas vias da captação Noúrica. Os tempos já sentem, confusamente, essas iminentes revoluções que abalarão em suas bases o pensamento humano; já se pronunciam vagas pala&amp;shy;vras que exprimem tentativas e tendências. Importa indicar exatamente, aprofundar, falar de coisas reais e casos vividos, já haver aplicado o método e realiza&amp;shy;do os resultados. O futuro da humanidade está biologicamente em sua Espiritualização. E deve ser uma espiritualidade não vaga, sentimental, enfermiça, porém, viril, operante, cien&amp;shy;tífica, volitiva, consciente do titânico trabalho cons&amp;shy;trutivo que a espera e que ela tomará para si. A luta pelo espírito será a luta mais digna da vida. Ao estudar e aprender nos atemos aos sistemas mais empíricos, como ler, repetir, memorizar, sem percebermos a essência do pensamento e dos fenôme&amp;shy;nos psíquicos nem de que complexa entrançadura de vibrações e de ressonâncias sejam eles a síntese, sem nos preocuparmos de quais interferências de ondas e de quantas captações Noúricas a mente seja suscetí&amp;shy;vel. Por que o método intuitivo deve limitar-se apenas às formas artísticas e poéticas? E por que não poderá existir uma nova e normal inspiração filosófi&amp;shy;ca, matemática, social, moral, científica? Por que não reconheceremos que a sabedoria não se encontra nos livros, farrapos do passado, mortas cristalizações do pensamento, mas, sim, nas vivas correntes concep&amp;shy;tuais em que palpita e em que se sustém todo o Uni&amp;shy;verso? Por que, ao invés de um esforço mnemônico para acumular noções, a formação cultural não deve&amp;shy;rá ser um processo de sensibilização da psique, que lhe permita a captação das ondas-pensamento por sintonização? O saber não é uma congérie de conhecimentos: é uma superfície que não se domina permanecendo no chão, percorrendo-a em todos os sentidos, mas, somente, elevando-se à al&amp;shy;tura de uma dimensão superior. A verdadeira cultu&amp;shy;ra é algo de qualitativamente diferente da erudição, é um sentido. Para o registro e armazenagem da eru&amp;shy;dição não bastam as bibliotecas? É necessário impelir o atual desfraldar de competições para uma direção diferente, importa des&amp;shy;locar o centro psicológico da vida. Atualmente o pen&amp;shy;samento é um esforço, porque tem de emergir da ce&amp;shy;gueira da matéria; porém, em fases mais altas de sen&amp;shy;sibilização, é espontâneo, jubiloso, repousante. As atmosferas mais rarefeitas da evolução são construí&amp;shy;das de pensamento; basta atingi-las. A escola deveria ser uma palestra de Formação de Consciências, nunca de fatigados carregadores de conhecimentos, oprimidos pelo trabalho aquisitivo de noções. A sufocante supercultura moderna deve ser aligeirada em verdades mais simples e sintéticas. Estas podem parecer coisas longínquas, mas o são talvez menos do que se acredita. A vida caminha e não pode parar. A evolução se dirigirá necessaria&amp;shy;mente à normalização de todas estas audácias; a ciên&amp;shy;cia não poderá permanecer sempre tão limitadamen&amp;shy;te utilitária e sentirá necessidade de completar-se E o mundo explodirá nesses psiquismos superiores. O pensamento superará seu hodierno período paleonto&amp;shy;lógico e será a potência do homem do futuro, pois o mundo tem vivido sempre e sempre viverá de supe&amp;shy;rações. O momento histórico justifica essa descida de pensamento dos planos superiores e já vimos que a História é uma Consciência Viva que lança forças próprias e produz os acontecimentos necessários à sua evolução. Para poder avançar na investigação científica e ver no íntimo das coisas, é indispensável a utilização do instrumento de pesquisa - a Consciência...”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Fonte: UBALDI, Pietro. As Noúres: Técnica e recepção das correntes de pensamento. Tradução de Clóvis Tavares. 4. ed. Rio de Janeiro: FUNDAPU, 1988.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-8424094577596353903?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/8424094577596353903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=8424094577596353903&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8424094577596353903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8424094577596353903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/06/correntes-de-pensamento.html' title='Correntes de Pensamento'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sjw7XfhWlRI/AAAAAAAAAVY/S-hPlJXyiB8/s72-c/noures2jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-8134917381929282587</id><published>2009-06-12T12:56:00.005-03:00</published><updated>2009-06-12T13:16:52.066-03:00</updated><title type='text'>“A Course in Miracles”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SjJ89kXXOOI/AAAAAAAAAVQ/T_EHiGznfnE/s1600-h/Um+curso+em+milagres1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346473104817731810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SjJ89kXXOOI/AAAAAAAAAVQ/T_EHiGznfnE/s320/Um+curso+em+milagres1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Escrito originalmente em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;inglês&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; entre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;1965&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;1972&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; pela &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;psicóloga&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Helen Schucman, o livro &lt;strong&gt;“Um Curso em &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Milagres&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt; - UCEM” &lt;/strong&gt;é considerado como um "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;caminho&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;espiritual&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;". De acordo com Helen, ela e William Thetford "escreveram" o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;livro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; por meio de um processo proveniente de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;canalização&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; que Schucman chamou de "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;ditado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;". Os ensinamentos do curso foram comparados com as premissas fundamentais da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;religião&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;oriental&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. No entanto, ele utiliza a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;terminologia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; tradicional &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;cristã&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. Desde a primeira vez em que ficou disponível para venda em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;1976&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, teve mais de 1,5 milhões de cópias vendidas no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;mundo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; inteiro em dezesseis &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;idiomas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; diferentes. A obra é uma coletânea composta pelo “Livro de Exercícios”, “Manual do Professor” e um “Livro-Texto”, e trata sobre a diferença entre a Consciência Crística e a consciência do ego negativo.&lt;br /&gt;A tradução do inglês para o português foi realizada por &lt;em&gt;Lillian Paes&lt;/em&gt; que durante 10 anos trabalhou na tradução da obra, legando ao público da língua portuguesa um trabalho primoroso que mantém integral o sentido de um texto complexo e, por muitas vezes, poético. Foi também ela que fundou o &lt;em&gt;IEE - Instituto de Educação Espiritual&lt;/em&gt;, com sede no Rio de Janeiro, que importou e vendeu a primeira edição do Curso em português impressos pela Foundation for Inner Peace - EUA.&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;“Centro para Cura das Atitudes - CCA”&lt;/em&gt; sediado em São Paulo fez a seguinte observação sobre a obra: “Quase todos que se deparam com "UCEM" pela primeira vez, fazem aquela clássica pergunta: O que é "Um Curso Em Milagres"? Não há uma resposta, mas muitas, dependendo de como aquele que responde vê o Curso naquele momento. Se lhe disserem que o Curso é um caminho espiritual, está correto; mas se lhe disserem que é um caminho para ter melhor qualidade de vida aqui na terra, melhorando e entendendo mais seus relacionamentos com você e com os outros, isto também é correto. Ainda se lhe disserem que é um sistema de ensino avançado, que contém conceitos de ensino-aprendizado que podem ser usados nas mais diversas áreas dos relacionamentos humanos, estendendo-os para as atividades do dia a dia, na empresa, na escola, em casa, etc... também é correto. Há nele conceitos espirituais, psicológicos e didáticos que constroem uma ponte para uma nova visão, para ver tudo ao seu redor de uma forma verdadeiramente nova e saudável..”.&lt;br /&gt;Alguns conceitos de &lt;em&gt;“Um Curso em Milagres”&lt;/em&gt; estão assinalados a seguir:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Princípios dos Milagres&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;“... Milagres são naturais. Quando não ocorrem, algo errado aconteceu (6). Milagres são pensamentos. Pensamentos podem representar o nível mais baixo ou corporal da experiência, ou o nível mais alto ou espiritual da experiência. Um faz o físico e o outro cria o espiritual (12)...”;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Integridade e Espírito:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“Qualquer coisa que seja verdadeira é eterna, e não pode mudar nem ser mudada. O espírito é, portanto, inalterável porque já é perfeito, mas a mente pode eleger quem escolhe servir. O único limite imposto à sua escolha é que não pode servir dois senhores. Se escolhe fazer as coisas deste modo, a mente pode vir a ser o veículo pelo qual o espírito cria segundo a linha da sua própria criação. Se não escolhe livremente fazer assim, retém o seu potencial criativo mas coloca-se sob um controlo tirânico, em vez do controlo da Autoridade (5)”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;A Expiação como Defesa:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“Tu podes defender a verdade tal como o erro. Os meios são mais fáceis de serem compreendidos depois de o valor da meta estar firmemente estabelecido. A questão é saber para que serve isso. Toda a gente defende o seu tesouro e fará isso automaticamente. As questões reais são: qual é o teu tesouro e quanto o valorizas. Quando tiveres aprendido a valorizar estas questões e a trazê-las a todas as tuas ações, terás pouca dificuldade em esclarecer os meios. Os meios estão disponíveis em qualquer momento em que os pedires. Contudo, podes economizar tempo se não protelares este passo de forma indevida (3)”;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Medo e Conflito:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“Não faz sentido acreditar que controlar o resultado de um pensamento errado pode resultar em cura. Quando estás assustado, escolheste erradamente. Essa é a razão de te sentires responsável por isso. Tens de mudar a tua mente, não o teu comportamento, e isso é uma questão de disponibilidade. Tu não precisas de orientação exceto ao nível da mente. O único lugar da correção é o nível onde a mudança é possível. A mudança nada significa ao nível dos sintomas, onde não pode funcionar (3);&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;O Erro e o Ego:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“O ego é o aspecto questionador do ser pós-separação, o qual foi feito em vez de criado. É capaz de fazer perguntas, mas não de perceber respostas significativas porque estas envolveriam conhecimento e, portanto, não podem ser percebidas. A mente está, portanto, confusa, pois só a mentalidade una pode ser sem confusão. A mente separada ou dividida não pode deixar de ser confusa. É necessariamente incerta em relação ao que é. Tem de estar em conflito, pois não está de acordo consigo mesma. Isto faz com que os seus aspectos sejam estranhos um para o outro e esta é a essência da condição que induz ao medo, no qual o ataque é sempre possível. Tens toda a razão para sentir medo percebendo-te a ti mesmo como percebes. É por essa razão que não podes escapar do medo enquanto não reconheceres que não te criaste a ti mesmo, nem poderias tê-lo feito. Tu jamais podes fazer com que as tuas percepções erradas sejam verdadeiras, e a tua criação está além do teu próprio erro. É por esta razão que, eventualmente, tens de escolher curar a separação (3)”;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Julgamento e o Problema da Autoridade:&lt;/strong&gt; “Escolher «julgar» em vez de «conhecer» é a causa da perda da paz (2)... Tu não tens idéia da tremenda libertação e da profunda paz que decorre de te encontrares contigo mesmo e com os teus irmãos, numa base de total ausência de julgamento. Quando reconheceres o que és e o que são os teus irmãos, compreenderás que nenhuma forma de julgamento tem significado. De fato, o significado deles está perdido para ti, precisamente porque os estás a julgar. Qualquer incerteza advém de acreditares que estás sob coerção de julgamento. Não precisas de julgamento para organizar a tua vida e certamente não precisas dele para te organizares a ti mesmo. Na presença do conhecimento, qualquer julgamento é automaticamente suspenso e este é o processo que permite que o reconhecimento substitua a percepção (3);&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Isto não precisa ser assim:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“Quando estás triste, sabe que isso não precisa ser assim. A depressão vem de uma sensação de estares a ser privado de alguma coisa que queres e não tens. Lembra-te de que não és privado de nada, exceto pelas tuas próprias decisões e, então, decide de outra forma (3)”;&lt;br /&gt;“Este é um curso em milagres. É um curso obrigatório. Só o momento em que decides fazê-lo é voluntário. Livre arbítrio não significa que podes estabelecer o currículo. Significa apenas que podes escolher o que queres aprender em determinado momento. O curso não tem por objetivo ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado. Ele tem como objetivo, contudo, remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é a tua herança natural. O oposto do amor é o medo, mas o que tudo abrange não pode ter opostos. Este curso, pode, portanto, ser resumido muito simplesmente desta forma: Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisto está a paz de Deus.( em "Um Curso em Milagres" - Introdução)”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;Um Curso em Milagres&lt;/em&gt;. Foundation for Inner Peace / Instituto de Educação Espiritual. Copyright 1994 da edição em Língua Portuguesa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.umcursoemmilagres.com/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.umcursoemmilagres.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.facim.org/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.facim.org/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cca.org.br/index.php"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.cca.org.br/index.php&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-8134917381929282587?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/8134917381929282587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=8134917381929282587&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8134917381929282587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8134917381929282587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/06/course-in-miracles.html' title='“A Course in Miracles”'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SjJ89kXXOOI/AAAAAAAAAVQ/T_EHiGznfnE/s72-c/Um+curso+em+milagres1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-3378168039595157322</id><published>2009-06-07T10:49:00.002-03:00</published><updated>2009-06-07T11:07:41.867-03:00</updated><title type='text'>Formação Profissional Continuada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SivGdjIYJ8I/AAAAAAAAAVI/se8GI42vG_M/s1600-h/FormaÃ§Ã£o+Continuada1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344583593754109890" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 174px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SivGdjIYJ8I/AAAAAAAAAVI/se8GI42vG_M/s200/Forma%C3%A7%C3%A3o+Continuada1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A formação de qualquer profissional não se constrói apenas pela aquisição de conhecimentos ou técnicas, mas principalmente, por meio de um trabalho de reflexão crítica sobre as práticas e de (re) construção permanente de uma identidade pessoal e profissional.&lt;br /&gt;Definir com a precisão possível os Perfis de Competências requeridos para o desempenho eficaz de cada profissional na sua práxis cotidiana é a base fundamental para a elaboração de um efetivo e consistente Programa de Formação Continuada. Tais competências representam um agrupamento de Conhecimentos, Habilidades e Atitudes correlacionadas, que afetam os resultados de desempenho e devem ser mensurados a partir de indicadores / metas e estratégias eficazes de avaliação.  Esse processo de desenvolvimento de competências pode ser objeto de melhoria contínua por meio de sistemáticas ações de capacitação e desenvolvimento, estruturadas em conteúdo e processo - de maneira a habilitar o indivíduo a exercer a sua missão profissional dentro de níveis de qualidade assegurados.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pedro Demo&lt;/em&gt; (1998), ao discutir os aspectos conceituais, define competência como a capacidade de fazer e fazer-se diariamente, ou seja, ele nos remete à perspectiva de que, ter competência não é apenas executar bem uma tarefa, é, acima de tudo, refazer-se para antecipar as demandas, reconstruindo, questionando e inovando, de modo a enfrentar os desafios da qualidade formal (inovação pelo conhecimento) e política (intervenção ética e cidadania). Competência é atributo da cidadania, do sujeito consciente e organizado.&lt;br /&gt;O professor e escritor &lt;em&gt;Antonio Carlos Gomes da Costa&lt;/em&gt; (2001), salienta que, quem abraça uma profissão desenvolve um trabalho. Este trabalho tem duas dimensões: uma, &lt;em&gt;pessoal&lt;/em&gt;, que diz respeito ao seu significado para a vida de quem o realiza. E a outra, &lt;em&gt;social&lt;/em&gt;, que se refere à utilidade daquele trabalho para a coletividade em função da qual ele é realizado. Assinala ainda que, cada atividade profissional tem seus requisitos técnicos e morais e quando um profissional preenche estes requisitos, ele está habilitado e capacitado a exercer uma determinada atividade. &lt;em&gt;Costa&lt;/em&gt; aponta os principais requisitos técnicos para o exercício de uma profissão:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Conhecimento:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Formação em uma área específica devidamente comprovada, através de um título ou de um registro profissional reconhecido;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Condições Pessoais:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Há profissionais bem formados que não têm condições físicas ou psíquicas para o exercício de uma atividade;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vocação:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Inclinação natural para o exercício de uma determinada profissão;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Formação Contínua&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: As inovações constantes no campo da ciência e das técnicas estão a exigir cada vez mais um processo de aquisição permanente de novas competências.&lt;br /&gt;O autor relaciona ainda algumas das condições morais requeridas para o exercício responsável de uma profissão:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Responsabilidade:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; O profissional deve ser capaz de responder pelas repercussões de suas ações ou omissões nos planos da consciência individual, das repercussões sociais e das implicações jurídicas do que fez ou deixou de fazer no exercício de sua atividade;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Autenticidade:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Entendida por parte de quem trabalha como a busca da sinceridade no exercício profissional, colocando em suas ações o melhor do seu entendimento e da sua vontade;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Honestidade Profissional:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Envolve o reconhecimento dos próprios limites, fazendo com que o profissional diga &lt;em&gt;sim&lt;/em&gt; ao que sabe fazer bem e, &lt;em&gt;não&lt;/em&gt;, àquilo de que não é capaz.&lt;br /&gt;Por último, &lt;em&gt;Costa &lt;/em&gt;observa também que isso se refere às profissões como um todo, quando se trata, no entanto, do trabalho do &lt;strong&gt;Educador &lt;/strong&gt;em sua singularidade, alerta para a existência de uma matriz ética peculiar, devido ao seu significado para a vida de pessoas em fase de formação, enfatizando que, além dos elementos éticos comuns a outras profissões, a educação traz algumas exigências próprias para aqueles que atuam nesta área:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Coerência:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Enquanto &lt;em&gt;simetria entre o dizer e o fazer&lt;/em&gt;, recordado que o fazer é sempre mais importante que o dizer;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Compromisso:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Com o interesse superior do destinatário de suas ações, que é o Educando. Sem isto, o papel do Educador simplesmente se esvazia;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Afeto Pedagógico:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Traduzido na aceitação dos Educandos como são, mas sem perder de vista o que podem vir a ser, ou seja, o potencial de cada um;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Responsabilidade:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Que, para o Educador, implica também fundamentar seus atos nos fins sociais da Educação, nas exigências do bem-comum e no respeito à condição peculiar de pessoas em desenvolvimento de seus Educandos;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bom Senso:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Enquanto capacidade de discernimento prático na interpretação do conjunto de acontecimentos reais que, no cotidiano da ação educativa, transcorrem ante seus olhos;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Atitude Crítica Permanente: &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;A começar pela avaliação de seus próprios atos e do modo como eles se articulam na concatenação dos acontecimentos, principalmente no que diz respeito às repercussões de seu agir sobre o desenvolvimento pessoal e social de seus Educandos;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Equilíbrio:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Frente ao desafio de atuar junto dos Educandos, dos seus Familiares e das Autoridades Escolares em situações-limite, situações de ruptura com a normalidade.&lt;br /&gt;Portanto, se o foco estratégico de um Programa de Formação Continuada é DESENVOLVER (tirar do invólucro, melhorar, fazer crescer) o Educador, precisamos aprofundar ainda mais o nosso entendimento sobre o perfil requerido para esse profissional, traduzido no domínio do elenco de competências essenciais e diferenciais requeridas para o exercício de sua missão.&lt;br /&gt;Como se vê, há um amplo repertório de comportamentos relacionados à expectativa de performance a serem cuidadosamente considerados na elaboração das ações de capacitação e desenvolvimento de um Programa de Formação Continuada para Educadores, principalmente no foco do desenvolvimento da inteligência emocional e competências interpessoais, habilidades essas que, se não trabalhadas e desenvolvidas, poderão inviabilizar uma práxis pedagógica de qualidade, ainda que esses profissionais tenham o efetivo domínio de suas competências técnicas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referência:&lt;br /&gt;COSTA, Antonio Gomes. O professor como educador: um resgate necessário e urgente. Salvador: FLEM, 2001.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-3378168039595157322?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/3378168039595157322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=3378168039595157322&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/3378168039595157322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/3378168039595157322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/06/formacao-profissional-continuada.html' title='Formação Profissional Continuada'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SivGdjIYJ8I/AAAAAAAAAVI/se8GI42vG_M/s72-c/Forma%C3%A7%C3%A3o+Continuada1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-1046962211196471036</id><published>2009-06-04T20:15:00.006-03:00</published><updated>2009-06-04T20:51:29.665-03:00</updated><title type='text'>Ondas de Mudança: A História de Todos Nós</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SihcgCiOm8I/AAAAAAAAAVA/AWp8_YgCa8g/s1600-h/Ondas+de+MudanÃ§a3.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343622663381097410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 206px; CURSOR: hand; HEIGHT: 183px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SihcgCiOm8I/AAAAAAAAAVA/AWp8_YgCa8g/s200/Ondas+de+Mudan%C3%A7a3.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Acho que já vivi muito e perdi até a noção de tempo e espaço; mas hoje acordei com uma energia nova, decidi escrever a minha história. Gosto muito de símbolos, eles dizem muito de nós. Eu por exemplo me comparo a uma ONDA, talvez porque minha vida tenha sido marcada por ciclos e fases diferentes, acompanhando o movimento das águas. Olhando para trás e vivendo aqui e agora, às vezes me pergunto por quais Ondas ainda seguirei, percebo que já há um quantum de energia se acumulando para formação de novos ciclos. Tenho o sentimento de que o futuro já começou e certamente haverá alguém que dará continuidade a minha história. Se eu me lembro bem, tudo começou há cinco mil anos:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1ª ONDA (Sociedade Agrícola):&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Nesse tempo, nós levávamos a vida bem devagar, a passos curtos. Os anos se sucediam sem que quase nenhuma novidade aparecesse, tudo era familiar e previsível. Vivíamos a “Era da Agricultura”. Meu povo vivia em enormes clãs, nas quais os mais velhos ensinavam aos mais jovens os segredos da lida com os recursos naturais. Os nossos anciãos eram sábios e fonte dos conhecimentos passados através da tradição oral. A força física, a destreza e a capacidade de lidar com os elementos da natureza eram apreciados com uma reverência especial. Mais adiante um pouco, um sistema de trocas começou a se estabelecer na nossa civilização, nas mais diversas regiões da terra. Era a “Revolução Mercantil” que chegava. As coisas começam a se tornar mais rápidas. Sistemas de transportes, vias de comércio, troca de experiências e contatos entre culturas começavam a efervescer; muitas novidades já corriam de boca em boca, de um lugar para outro. Moedas, trocas, intercâmbio, faziam do mundo de então um lugar particularmente dinâmico. Os grupos humanos formavam Cidades-Estado, Burgos, Impérios, Nações. Guerras mais sofisticadas começavam a ser travadas. As antigas brigas de clãs davam lugar às invasões imperiais, grandes exércitos e imensas destruições.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;2ª ONDA (Revolução Industrial):&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Mergulhado por um longo período naquela 1ª Onda, quase não me dei conta que uma nova Onda começava a surgir. No início, tímida, a “Onda da Industrialização” firmou-se logo após a chegada das primeiras máquinas que faziam o trabalho no lugar do Homem. Apareceram as máquinas impulsionadas a vapor, os trens riscavam extensões de terra, desbravando novos lugares e unindo velhos países. Com esta onda mudaram completamente os valores e critérios socioculturais. Enquanto na sociedade agrícola os valores máximos eram a família, a honra e a terra, na industrial o valor máximo era o capital, e tudo era avaliado em termos econômicos. As fábricas com suas linhas de montagem contratavam multidões de operários e a produção em massa iniciava sua escalada para um mercado em franco crescimento. Êxodo rural, desemprego, subemprego, lutas sindicais, classe média, as novidades não paravam. No lugar dos clãs ficaram apenas as famílias. Não era mais possível morarem todos juntos. Viagens, o automóvel, o avião, tudo antecipava o fim de um tempo calmo e pacato. O tempo começava a correr mais rápido. O “Relógio de Ponto” passava a estabelecer o passo e o pulso da nossa nova civilização.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;3ª ONDA (Tecnologia da Informação):&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Ainda nem bem conseguíamos nos adaptar às exigências daquele ciclo, uma nova fase surgia nos convidando a mergulhar fundo: a “Onda da Informação”. Com as máquinas da Revolução Industrial, surgiram as rotativas, os jornais. A informação começava a circular de forma acelerada. Apareceu o Telégrafo, o Rádio, o Telefone, a Televisão, o Videocassete, o DVD, e Sua Excelência - o Computador. Pronto!, já era possível conseguir contato com qualquer parte do mundo em segundos. Redes, Networks, Workstation - tudo isso se fazia realidade em nossas próprias casas. Enfim, o mundo a nossos pés, comunicação instantânea, a verdadeira Aldeia Global!. Paralelamente a esse movimento, as nossas famílias encolheram, passaram a ser nucleares (pai, mãe e filhos). Os pais não conseguiam mais entender os filhos já que eles falavam a língua “informatiquês”, os pais também tinham medo dos computadores, até para saldos bancários estava ficando difícil se ver livre daquelas “maquininhas infernais”. O que antes era unitário: - uma família, um emprego, uma casa, uma comunidade para toda a vida - passou para múltiplo: divórcios múltiplos, várias famílias, vários empregos. Éramos a geração que queria saúde, viver para sempre, conseguir amigos e influenciar pessoas. A racionalidade era festejada, o místico era encarado com suspeita - a ciência, o conhecimento técnico, o rápido acesso às informações, eram os valores dessa Onda.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;4ª ONDA (Produtividade):&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Silenciosamente, em vários lugares do mundo a 4ª Onda começava a ser uma realidade. Era a “Onda da Produtividade”. Não bastava lidar com a informação, era preciso fazer uso disso!. Neste nível social buscavam-se ganhos e economias significativas em energia. Ganhava espaço a Biotecnologia, Biologia Molecular, Engenharia Genética, Inteligência Artificial, Robótica, Supercondutores, Fontes Alternativas de Energia, Preocupação Ambiental, Ecologia, Biosfera. As relações humanas foram desritualizadas; já não importava mais o tradicional e sim a realização, a satisfação, a integração ao todo maior, a transcendência. As organizações passaram a preocupar-se com a Qualidade Total e os processos de melhoria contínua. O místico ganhou respeito e até ares de “ciência”. A medicina passou a preocupar-se com os processos de auto-cura e da saúde ao invés de somente esmiuçar doenças; e os tratamentos voltaram-se para o próprio paciente buscando-se fontes naturais de medicamentos. A família nuclear cedia lugar para a grande “Família Humana” na “Casa Global”. Tempo de GAIA: a Terra Mãe viva.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;5ª ONDA (Revolução da Consciência):&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Levei algum tempo para perceber, mas hoje já me encontro totalmente submerso num novo ciclo - a “Onda da Intuição”. Observo que muitos de nós, sem alarde, já, estamos trabalhando nesta nova Onda muito especial. É a Onda na qual será possível a manipulação direta de Tempo/Espaço, com um magnífico salto no desenvolvimento da vida e do Ser Humano neste Universo. É o tempo das fusões das “causas” e “efeitos”. A sociedade humana se transformará muito, será o tempo da Intuição, da busca da sabedoria, do uso da percepção sensorial apurada e da utilização de capacidades hoje chamadas de Paranormais, Extrasensoriais ou Estados Alterados de Consciência. Uma verdadeira Civilização Holística e de Organizações de Aprendizagem, onde o Homem precisa investir um grande esforço pessoal em tudo aquilo que faz, uma dedicação que beira a devoção. Um amor pelo saber e pelo autodesenvolvimento, um senso de curiosidade muito grande, a opção pelo SER em lugar do TER, uma atitude de contemplação frente à Natureza e ao Universo, a certeza de que somos responsáveis pelo nosso destino, pelo que de bom ou de ruim nos acontece, pelo que conseguimos na vida, num Universo onde cada um tem um Papel - uma Missão.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Neste ponto cheguei Aqui e Agora. Para onde vou? Por quais caminhos ainda vou seguir?..., não sei ao certo, mas “a viagem tem que ser tão boa quanto o destino...”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-1046962211196471036?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/1046962211196471036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=1046962211196471036&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/1046962211196471036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/1046962211196471036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/06/ondas-de-mudanca-historia-de-todos-nos.html' title='Ondas de Mudança: A História de Todos Nós'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SihcgCiOm8I/AAAAAAAAAVA/AWp8_YgCa8g/s72-c/Ondas+de+Mudan%C3%A7a3.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-2931964508099851936</id><published>2009-05-31T20:47:00.002-03:00</published><updated>2009-05-31T20:59:32.822-03:00</updated><title type='text'>A Esfera do Pensamento Humano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SiMZx3KeiaI/AAAAAAAAAUY/dzonzYQ4FcY/s1600-h/Noosfera.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342141927403719074" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SiMZx3KeiaI/AAAAAAAAAUY/dzonzYQ4FcY/s200/Noosfera.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A criação da idéia de NOOSFERA é atribuída ao cientista naturalista, filósofo jesuíta e paleontologista francês &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;PIERRE THEILHARD DE CHARDIN&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; (1881/1955), na década de 1920. É particularmente em seu trabalho sintetizador, &lt;em&gt;O Lugar do Homem na Natureza&lt;/em&gt; (1955), onde &lt;em&gt;Teilhard &lt;/em&gt;define, completamente, a evolução da NOOSFERA como um fenômeno planetário, tratando o tema da transição a sua etapa seguinte - a "SUPERHOMINIZAÇÃO" ou a PLANETIZAÇÃO DA CONSCIÊNCIA. Ele próprio assinala: &lt;em&gt;"Cada um de nós, quer queira quer não, liga-se, por todas as suas fibras materiais, orgânicas e psíquicas, a tudo que o circunda"&lt;/em&gt; .&lt;br /&gt;A obra científica de &lt;em&gt;Chardin&lt;/em&gt; situa-se principalmente na Ásia: descoberta do Sinanthropo (1929), explorações na Índia, em Java, participação no Cruzeiro Amarelo (1931). Seus escritos teológicos e filosóficos, proibidos pela Igreja durante sua vida, foram divulgados depois de sua morte. Iluminados por uma visão sintética do desenrolar universal da Evolução, eles dão valor ao fenômeno de complexificação cerebral do phylum humano, que levou ao aparecimento da consciência de si mesmo ("passo" da reflexão), depois a uma rede mundial de comunicação dos pensamentos humanos, a NOOSFERA, no coração da qual age o "Cristo Evolutor" e é quem conduz a Humanidade, de maneira imanente e transcendente, ao mesmo tempo, para o PONTO OMEGA. Ele escreveu um livro de destaque, &lt;em&gt;"O Fenômeno Humano",&lt;/em&gt; publicado depois de sua morte” (&lt;em&gt;Le Grand Larousse Universel, Tome 14, p. 10095&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;NOOGÊNESE, do grego &lt;em&gt;noos &lt;/em&gt;= mente (alma, espírito, pensamento, consciência) e &lt;em&gt;gênese&lt;/em&gt; = origem, (formação, criação, como "a criação do mundo"), é uma palavra que indica o ato da criação de qualquer coisa de psíquico; e NOOSFERA, também do grego &lt;em&gt;noos&lt;/em&gt; = mente (alma, espírito, pensamento, consciência) e &lt;em&gt;sphera&lt;/em&gt; (corpo limitado por uma superfície redonda), é uma palavra que representa a camada psíquica nascida da NOOGÊNESE, que cresce e envolve nosso planeta acima da BIOSFERA (camada formada pela multidão de seres vivos, que cobre a superfície do globo).&lt;br /&gt;Pode-se dizer que seja o produto coletivo e aditivo de um milhão de anos de pensamento do ser humano, o pulsar dos passos da humanidade rumo ao infinito, face à ressonância das vibrações da luz do conhecimento. A NOOSFERA seria a terceira etapa no desenvolvimento do Planeta Terra, depois da GEOSFERA (matéria inanimada) e da BIOSFERA (vida biológica).&lt;br /&gt;Assim como há a ATMOSFERA, a GEOSFERA e BIOSFERA, existe também a NOOSFERA ou &lt;em&gt;esfera das idéias, formado por produtos culturais, pelo espírito, linguagens, teorias e conhecimentos&lt;/em&gt;. Todos nós alimentamos a NOOSFERA quando pensamos e nos comunicamos.&lt;br /&gt;Assim como o surgimento da vida – BIOSFERA - transformou significativamente a GEOSFERA, o surgimento do conhecimento humano - e os conseqüentes efeitos das ciências aplicadas sobre a natureza - alterou igualmente a BIOSFERA.&lt;br /&gt;Pode-se perguntar se &lt;em&gt;‘A caminhada da Humanidade’&lt;/em&gt; não se enganou de estrada, pois ela parece caminhar em direção a uma Era onde o Espírito está sendo colocado a serviço da Matéria. Percebe-se um desespero na busca de soluções para os conflitos da Terra, na busca de falsas ideologias que destroem a reflexão, na busca de soluções para afastar as forças negativas do totalitarismo, da desintegração, da repulsão, da materialização... Percebe-se um desespero na busca da PAZ SOBRE A TERRA! Desespero não percebido na busca da PAZ DENTRO DE SI MESMO.&lt;br /&gt;O homem pensante de hoje interioriza-se, curvando-se sobre si mesmo em busca de maior Individualização. Ele tende a se isolar e procura tornar-se mais solitário para Ser mais profundamente. Pelo excesso de sua individualização e de sua luta pela vida, ele se engana, sucumbindo facilmente à simples sobrevivência. Então sonha em fugir do Planeta Terra, em busca de outras formas de vida ou outras dimensões de existência. Fugindo de si mesmo.&lt;br /&gt;É primordial perceber e entender que a humanidade converge para um encontro de ordem espiritual, buscando confiança no grande e trabalhoso processo da evolução, que, tendo conseguido criar os seres humanos com tantos cuidados, &lt;em&gt;não pode ser concebida&lt;/em&gt; como tendo se organizado ao acaso. É primordial perceber e entender que existe uma evolução dirigida, consciente de si mesma. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É primordial perceber e entender que existe um &lt;em&gt;Motor &lt;/em&gt;que orienta a humanidade e a atrai para &lt;em&gt;Si&lt;/em&gt;. Esse Motor é &lt;em&gt;Deus&lt;/em&gt;! (ou qualquer outro nome que você designe para referenciar a &lt;em&gt;Força Inteligente Primordial&lt;/em&gt;) Princípio gerador e ao mesmo tempo final, que dá ao Homem o pensamento, a consciência, a alma, a fé e a energia do AMOR para continuar seu caminho de paz e de construção de um futuro digno para a Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Teilhard &lt;/em&gt;tinha a convicção de que &lt;em&gt;"... a caminhada da Humanidade, prolongando a de todos os seres vivos, desenvolve-se incontestavelmente no sentido de uma conquista da matéria, posta a serviço do Espírito,... o Pensamento aperfeiçoando artificiosamente o próprio órgão de seu pensamento, a vida retomada para adiante sob o efeito coletivo de sua Reflexão...".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;CHARDIN, Teilhard de. O Fenômeno Humano. São Paulo: Cultrix, 1994. 393 p.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Noosfera" target="_parent"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Noosfera&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-2931964508099851936?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/2931964508099851936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=2931964508099851936&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/2931964508099851936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/2931964508099851936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/05/esfera-do-pensamento-humano.html' title='A Esfera do Pensamento Humano'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SiMZx3KeiaI/AAAAAAAAAUY/dzonzYQ4FcY/s72-c/Noosfera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-6681056921677156941</id><published>2009-05-31T10:33:00.004-03:00</published><updated>2009-05-31T10:51:34.095-03:00</updated><title type='text'>Fábula 4: A  Gaivota Mali e sua intensa paixão pelo vôo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SiKJ85yq_YI/AAAAAAAAAUQ/WXM3bEyDOlY/s1600-h/Gaivota1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341983787413339522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 174px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SiKJ85yq_YI/AAAAAAAAAUQ/WXM3bEyDOlY/s200/Gaivota1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mali é uma pequena Gaivota, ave-menina, ave-mãe, ave-filha, ave-mulher, ave do mundo, mas acima de tudo, ave-trabalho. Desde cedo aprendeu que o ninho, berço da família, era território sagrado, refúgio do guerreiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Provedora por excelência, transitando ao mesmo tempo por ave-mãe e ave-pai, suavidade e energia, limite e concessão, mais solidão que companhia.&lt;br /&gt;Na presença de si mesmo durante os seus grandes vôos, Mali idealizou um mundo onde pudesse levar a sua palavra inteira e o seu gesto aberto, livremente, sem que tivesse que julgar o comportamento das outras gaivotas buscando um conceito ou classificação.&lt;br /&gt;Essa gaivota tem uma aptidão toda especial para traduzir o "grito mudo" do seu semelhante, e muitas vezes levantou bandeiras que não eram exatamente suas, mas canalizavam a expressão do outro, isso na maioria das vezes lhe bastava.&lt;br /&gt;Ave-frágil e ave-forte, Mali sabia que teria que abrir mão de alguns sonhos se quisesse reunir-se a outras aves cujos sonhos não se integravam ao seu. Algumas vezes precisou rever expectativas e refazer planos, às custas de muita dor.&lt;br /&gt;Junto ao dom de voar, recebeu o dom de criar e construiu parcerias. Conselheira, cuidadora e generosa amiga, oferece seu penacho macio para que outras aves possam chorar e contar suas histórias tristes...&lt;br /&gt;E assim Mali vai seguindo o seu caminho, abraçada às suas crenças sempre revisitadas no sentimento do aqui e agora e na sua forma muito peculiar de observar, sentir, pensar, manifestar e compartilhar.&lt;br /&gt;Quem a conhece de perto sabe que sua alegria espelha a sua luta, e sua luta envolve sua dor, e sua dor silencia no grito, por vezes um grito mudo de voz mas expresso em palavras.&lt;br /&gt;Mali também recebeu o dom de curar e a sensibilidade de perceber o que vai na alma do outro. Muitas vezes toca outras aves com muito amor e as faz resgatar a beleza e a coragem. Outras vezes se cansa da luta e se cala sozinha, escondida num canto que é seu.&lt;br /&gt;Mali tem sido vista ousando vôos, correndo riscos, transpondo obstáculos, visitando outros ninhos...&lt;br /&gt;Bicando aves que dormem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-6681056921677156941?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/6681056921677156941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=6681056921677156941&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6681056921677156941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6681056921677156941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/05/fabula-4-gaivota-mali-e-sua-intensa.html' title='Fábula 4: A  Gaivota Mali e sua intensa paixão pelo vôo'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SiKJ85yq_YI/AAAAAAAAAUQ/WXM3bEyDOlY/s72-c/Gaivota1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-1983875572649194421</id><published>2009-05-29T20:51:00.009-03:00</published><updated>2009-05-29T21:27:29.691-03:00</updated><title type='text'>“IMAGINE”</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SiB4Af-mV1I/AAAAAAAAAUA/2VDyzl_4FZU/s1600-h/Imagine2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341401108040800082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 172px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SiB4Af-mV1I/AAAAAAAAAUA/2VDyzl_4FZU/s200/Imagine2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Imagine uma organização onde, no lugar do medo e da insegurança, foi colocada a esperança, a confiança e a honestidade...&lt;br /&gt;- Onde todos os gestores e colaboradores acreditam que a organização a eles pertence...&lt;br /&gt;- Onde se controla o processo e não as pessoas...&lt;br /&gt;- Onde os problemas são vistos como oportunidades e as soluções são procuradas, identificando-se o que está errado e não quem está errado, ou quem &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SiB2hvBPymI/AAAAAAAAAT4/-__jZ3Jv6mU/s1600-h/Imagine.jpg"&gt;&lt;/a&gt;é culpado...&lt;br /&gt;- Onde se medem sistemas em lugar de pessoas e definem-se procedimentos em lugar de autoridade...&lt;br /&gt;- Onde se pergunta &lt;em&gt;“Como eu posso ajudar?”&lt;/em&gt;, em lugar de dizer &lt;em&gt;“Isso não é minha tarefa”&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;- Imagine uma organização onde todos trabalham juntos, como uma grande equipe...&lt;br /&gt;- Onde se removem barreiras...&lt;br /&gt;- Onde se buscam respostas para cada problema, em lugar de ver um problema em cada resposta...&lt;br /&gt;- Onde se tem sempre idéias e propostas, em lugar de queixas ou desculpas...&lt;br /&gt;- Onde as pessoas gostam do que fazem e não se questiona o compromisso com a qualidade...&lt;br /&gt;- Imagine uma organização onde o medo de não saber é substituído por aprendizagem contínua..&lt;br /&gt;- Onde os melhores costumes substituem o status...&lt;br /&gt;- Onde as pessoas dizem: &lt;em&gt;"Pode ser difícil, mas é possível",&lt;/em&gt; em lugar de dizer &lt;em&gt;"Pode ser possível, mas é muito difícil”&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;- Onde o único erro é repetir o erro e a única falha é falhar ao experimentar...&lt;br /&gt;- Imagine uma organização onde os Líderes são, Educadores, Mediadores, Apoiadores, Orientadores e Facilitadores, em lugar de serem somente Chefes...&lt;br /&gt;- Onde os Dirigentes trabalham no sistema para ajudar os colaboradores a trabalharem como empreendedores...&lt;br /&gt;- Imagine um ambiente construído com confiança, abertura, verdade e respeito...&lt;br /&gt;- Onde toda idéia é bem vinda e utilizada, onde os profissionais são valorizados pela sua capacidade de agregar valor e operar mudanças positivas no seu trabalho... &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SiB5fmua2rI/AAAAAAAAAUI/GnO2RFdaprI/s1600-h/Imagine.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341402741939559090" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 166px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SiB5fmua2rI/AAAAAAAAAUI/GnO2RFdaprI/s200/Imagine.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Imagine uma organização onde o medo da honestidade foi substituído por um ambiente voltado para a honestidade sem medo... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Imagine...&lt;br /&gt;- Imagine e Acredite...&lt;br /&gt;- Acredite e Faça Acontecer..&lt;br /&gt;- Faça acontecer, fazendo a sua parte...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;(Adaptação do Texto de Regina C. Drumond)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-1983875572649194421?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/1983875572649194421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=1983875572649194421&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/1983875572649194421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/1983875572649194421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/05/imagine.html' title='“IMAGINE”'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SiB4Af-mV1I/AAAAAAAAAUA/2VDyzl_4FZU/s72-c/Imagine2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-6669660773228811290</id><published>2009-05-29T05:49:00.004-03:00</published><updated>2009-05-29T06:01:10.837-03:00</updated><title type='text'>A Dimensão Humana da Qualidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sh-kMlVYuuI/AAAAAAAAATw/0sPx68U5a8Q/s1600-h/Qualidade+Pessoal2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341168219171896034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sh-kMlVYuuI/AAAAAAAAATw/0sPx68U5a8Q/s200/Qualidade+Pessoal2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nas últimas décadas muita atenção tem sido dado ao tema QUALIDADE no mundo corporativo: administração total da qualidade, aprimoramento contínuo, equipes de trabalho auto-gerenciadas, etc; entretanto, tem sido muito negligenciadas ou tratadas com muita superficialidade a questão da &lt;em&gt;Dimensão Humana da Qualidade&lt;/em&gt;. Existe um aspecto da qualidade que ultrapassa em muito o escopo dos processos e programas mais completos e eficazes, porque, como regra, esses processos e programas encaram a qualidade apenas como um atributo do produto ou um aspecto do serviço. Entretanto, a qualidade é mais que um atributo, é verdadeiramente uma ATITUDE, sobretudo porque, cada um de nós precisa considerar o fato de que &lt;em&gt;“A Qualidade começa em mim”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O ser humano é o ponto de partida de tudo o que aconteceu, está acontecendo e acontecerá. Assim, somos o que repetidamente fazemos, portanto, a &lt;em&gt;Qualidade Pessoal&lt;/em&gt; não é um feito, mas sim um hábito; e como tal se expressa no cotidiano de nossas ações e pode ser estimulada no contexto da &lt;em&gt;Educação de Valores Humanos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Os valores humanos são fundamentos éticos, padrões construtivos de conduta e atitudes positivas nas relações intra e interpessoais, que constituem a consciência humana. A sobrevivência do mundo e da espécie humana depende da força viva dos valores humanos, pautando o comportamento do nosso dia a dia.&lt;br /&gt;O relatório &lt;em&gt;“Educação, um Tesouro a Descobrir”&lt;/em&gt;, produzido para a UNESCO pela Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, sob a coordenação de &lt;em&gt;Jacques Delors&lt;/em&gt;, considera quatro pilares da educação, visando formar o cidadão como um ser integral, apto a aproveitar, ao longo de toda sua vida, as oportunidades do novo mundo do trabalho e a dominar competências e habilidades mínimas para viver e conviver numa sociedade moderna: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aprender a Ser:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; É o eixo da competência pessoal. É a relação do indivíduo consigo mesmo, desenvolvendo e fortalecendo sua identidade, auto-estima, autoconceito, autoconfiança, autodeterminação e autocuidado. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aprender a Conviver:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; É o eixo da competência relacional. É a relação do indivíduo com os outros e com o meio ambiente, entendida na sua concepção mais ampla. Relaciona-se com a cidadania, o voluntariado, a participação, a democracia. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aprender a Fazer:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; É o eixo da competência produtiva. Mais do que o desenvolvimento de habilidades voltadas para a qualificação profissional, mas, num sentido ampliado, preparando o cidadão para enfrentar e superar experiências sociais de maneira efetiva. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aprender a Aprender:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; É o eixo da competência cognitiva. Trata-se de preparar o indivíduo para ser um caçador de conhecimentos, estimulando-lhe o desejo de educar-se constantemente, cuidando do seu próprio desenvolvimento.&lt;br /&gt;Essa abordagem implica em (1) aprendermos a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento - no prazer de compreender, de conhecer e de descobrir; (2) aprendermos a pôr em pratica os conhecimentos adquiridos, desenvolvendo competências para qualificação profissional e o trabalho em equipe; (3) em lugar de competir, aprendermos a cooperar, gerir conflitos e viver juntos, consciente das diferenças, semelhanças e da interdependência entre todos os seres humanos do planeta; e (4) buscarmos o autoconhecimento para estarmos à altura de agir com cada vez maior qualidade e capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal.&lt;br /&gt;A evolução humana irá se acelerar de modo fantástico, quando muitas pessoas ficarem interessadas na investigação dos seus próprios potenciais. O homem contemporâneo, por uma série de razões dele próprio, dos seus grupos sociais e do ambiente em que vive, tem apresentado, percentualmente, um aumento daqueles estados conhecidos como de ansiedade e angústia. O mal-estar característico de tais estados tem levado o indivíduo à procura da melhor maneira de resolvê-lo e para suplantar as próprias dificuldades, cada indivíduo está constantemente buscando elementos que possam lhe fornecer maiores informações, e, esclarecer e equacionar melhor suas preocupações e conflitos. Desafios contínuos. Esta é a realidade com a qual se depara o ser humano. No exato momento em que o homem se depara com suas fraquezas e contradições, surge a possibilidade de escolher um caminho, que o levará a uma trajetória de crescimento, que resultará no seu “renascimento”, tornando-o uma pessoa integral, capaz de quebrar paradigmas, ousar, romper condicionamentos limitantes, libertar-se de velhas amarras como falsas crenças e idéias cristalizadas, equilibrar razão e emoção, fazer o resgate de sua auto-estima, da sua dignidade e da vitalidade e saúde do seu corpo-mente.&lt;br /&gt;Para &lt;em&gt;Alvin Toffler&lt;/em&gt;, o futuro está entrando cada vez mais rapidamente no presente, confrontando a sociedade contemporânea com um choque cultural. Para &lt;em&gt;Teilhard de Chardin&lt;/em&gt;, o desenvolvimento humano depende de nossa capacidade de reflexão, do aprimoramento das habilidades de pensar e saber, o que significaria saber que se sabe. É aquele ser que pensa, que sabe o que quer, que escolhe e decide a sua experiência diante das possibilidades que se apresentam. É o ser que constrói a sua própria identidade, a partir de sua liberdade e autonomia para tornar-se sujeito.&lt;br /&gt;Assim, o resgate dos valores humanos fundamentais reforça o desenvolvimento da arte de viver em paz em três planos: (1) &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Homem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: refere-se à ecologia interior ou à arte de viver em paz consigo mesmo. Simultânea ou sucessivamente, corpo, coração e espírito encontrarão seu estado de equilíbrio; (2) &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Sociedade:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; refere-se à ecologia social ou à arte de viver em paz com os outros. Basicamente, afeta os domínios da economia, da vida social, política e da cultura; e (3) &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Natureza:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; refere-se à ecologia planetária ou à arte de viver em paz com a natureza.&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Educação em Valores Humanos&lt;/em&gt; é, portanto, um processo que visa despertar o potencial criativo, transformador e afetivo do ser humano integral – corpo, mente e espírito – que somos. É um processo consciente de desenvolvimento da relação do indivíduo consigo mesmo, com os outros, com a natureza e com a criação. É promover o resgate e a valorização da vida e desenvolver a nossa identidade pessoal em conexão com a identidade cultural e comunitária num diálogo construtivo permanente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-6669660773228811290?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/6669660773228811290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=6669660773228811290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6669660773228811290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6669660773228811290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/05/dimensao-humana-da-qualidade.html' title='A Dimensão Humana da Qualidade'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sh-kMlVYuuI/AAAAAAAAATw/0sPx68U5a8Q/s72-c/Qualidade+Pessoal2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-8529664669203378769</id><published>2009-05-24T09:28:00.010-03:00</published><updated>2009-05-24T11:04:09.225-03:00</updated><title type='text'>Uma educação para o desenvolvimento integral do ser humano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/ShlOKuaSm_I/AAAAAAAAATY/cUfBLZhedjE/s1600-h/Naranjo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339384779388394482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/ShlOKuaSm_I/AAAAAAAAATY/cUfBLZhedjE/s200/Naranjo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um princípio HOLÍSTICO &lt;em&gt;(termo criado, em 1926, por Jan C. Smuts para designar a tendência do universo para construir unidades que formam um todo e de complexidade crescente)&lt;/em&gt; amplamente conhecido e ainda pouco vivenciado é aquele que afirma sermos, cada um de nós, um organismo integral e unificado. Somos seres que se manifestam através de pensamentos, percepções, sentimentos e sensações - e temos uma dimensão espiritual (SCHUTZ, 1989).&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dr. Claudio Naranjo&lt;/em&gt;, médico psiquiatra chileno, reconhecido por seu saber no campo da Avaliação e Investigação da Personalidade, foi professor de Psicologia da Arte, Psiquiatria Social, e diretor do Centro de Estudos de Antropologia Médica. Capacitou-se em Terapia Gestáltica com &lt;em&gt;Dr. Fritz Perls&lt;/em&gt; e trabalhou como docente no &lt;em&gt;Instituto Esalem&lt;/em&gt; da Califórnia. Atualmente se dedica à educação integradora e transpessoal de terapeutas e educadores em diversos países europeus e sul-americanos através do desenvolvimento e aplicação do PROGRAMA SAT, que reúne três componentes inseparáveis (o autoconhecimento, o alinhamento das relações interpessoais e o desenvolvimento espiritual) utilizando o ENEAGRAMA como base do método paraclínico de autoconhecimento e propondo o estudo do caráter humano através de nove tipos de personalidade (Psicologia dos ENEATIPOS). NARANJO assinala a inclusão do elemento terapêutico no currículo de desenvolvimento humano que ele propõe como suplemento para a formação de educadores (através do conhecimento de si ou insight, promovendo uma mudança voluntária nas relações humana):&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Fala-se muito hoje em dia de uma mudança de paradigma na ciência e, mais geralmente, no modo de compreender o mundo e o ser humano. Qual é esse novo paradigma, que invocam tanto a nova física como a psicologia contemporânea, e como, de um modo mais ou menos implícito, está afetando praticamente todos os campos do saber e do fazer? Podemos chamá-lo HOLISMO ou INTEGRALISMO: um enfoque centrado no TODO. Esta é a perspectiva que subjaz a inspirações tão diversas como a teoria geral de sistemas, o enfoque sistêmico da ciência da administração e a gestão de empresas, o estruturalismo, e a psicologia da forma. A característica mais chamativa de nossa época é uma nova maneira de conceber as estruturas, a organização, a inter-relação das partes em um todo. A vida e o universo se nos apresentam hoje em dia como meta-estruturas evolutivas. Há uns dois mil e quinhentos anos, o Buda contava a história de alguns cegos que faziam uma idéia do que era um elefante tocando-o. Assim, um o comparava a uma palmeira, outro a uma corda, outro a um leque, etc., segundo suas mãos exploravam uma pata, o rabo, uma orelha, ou outras partes do animal. Esta história, adotada mais tarde pelos Sufís (conhecido por muitos como o misticismo do Islã, o sufismo é uma filosofia de autoconhecimento e contato com o divino através de práticas meditativas, retiros espirituais, danças, poesia e música), tornou-se particularmente popular hoje em dia e com razão, pois, expressa o florescimento no espírito de nosso tempo de uma compreensão cada vez mais generalizada de que o todo é, efetivamente, algo além da soma de suas diversas partes. Esta mudança de perspectiva sobre o mundo é, sem dúvida, reflexo de um processo vivo: se no âmbito intelectual estamos em uma época de Holismo, em termos mais gerais pode-se dizer que estamos numa era de Síntese. Não só nos tornamos mais interdisciplinares, mais ecumênicos, mais interculturais, mas também, cada vez mais, vamos sentindo a necessidade de nos tornarmos pessoas completas em um mundo unificado. A Educação Holística, como o enfoque holístico da realidade em geral, é parte dessa tendência sintetizadora que está em marcha. Foi Rousseau, pai do romantismo e avô da revolução francesa, o primeiro a chamar a atenção sobre a importância capital da educação dos sentimentos. Em seguida outros, como Dewey, Maria Montessori e Piaget, puseram a ênfase na aprendizagem através da ação. Por outro lado Steiner e as Escolas Waldorf, nascidas de sua obra, insistem no desenvolvimento da intuição e no que agora chamamos Educação Transpessoal. Mais recentemente, o Movimento do Potencial Humano induziu a experimentação na educação do “âmbito afetivo”. A Educação Holística se propõe a reunir todas essas vozes dispersas, como projeto que pretenderia abarcar a totalidade do indivíduo: corpo, emoções, intelecto e espírito. Apesar de poder chamar-se Holística no sentido de pretender educar a pessoa inteira, creio que a educação deveria ser Holística também em outros aspectos: por exemplo, por perseguir uma integração dos conhecimentos, por seu interesse a integração intercultural, por sua visão planetária das coisas, por seu equilíbrio entre teoria e prática, por colocar a atenção tanto no futuro como no passado e no presente. Um assunto particularmente crítico há de ser, naturalmente, o equilíbrio dos aspectos paternos, maternos e filiais do indivíduo. Por isso inclino-me a falar de Educação Integral em referência ao Holismo Educacional que está surgindo, e ao que pessoalmente me vinculo... Se continuarmos como lagartas, recusando-nos a nos convertermos em borboletas, acabaremos destruindo nosso meio ambiente e devorando-nos uns aos outros. Falando de outro modo, não podemos nos permitir continuar deixando de lado, como mera possibilidade, essa transformação do ser humano que se deu de fato em outras épocas. O que em outros tempos foi só destino de uns poucos e pode parecer um luxo no passado, agora se apresenta com características de urgência coletiva. Hoje em dia o crescimento do poder de que pode dispor o ser humano amplifica os efeitos das falhas que comete em seu exercício, e as conseqüências resultam inevitáveis para uma população que ameaça superar os limites da capacidade do planeta. Em tudo isto não podemos deixar de ver a expressão de uma psique desenvolvida só de um modo muito incompleto. A psicologia do ser humano ordinário – a psicologia que tenderíamos a chamar “normal” – é, psicanaliticamente falando, regressiva. Sob a capa de pseudo-abundância que mostramos ao mundo, e com a qual talvez nos identifiquemos, nossa motivação brota geralmente do que nos falta: somos cobiçosos, sentimo-nos insatisfeitos, dependentes... Nossa vida coletiva, já na aurora da pré-história, conheceu metas que estimularam nossos antepassados a evoluir, porém também traumas que nos precipitaram em um “abismo” de patologia psicossocial. A motivação carencial – e a conseqüente exploração do próximo, da natureza e de si mesmos que dela se deriva – perpetuou-se por contágio, infectando uma geração após a outra, o psiquismo dos seres humanos que nos precederam, de modo que atualmente nos vemos empurrados por ela para um iminente naufrágio, do qual só poderemos nos salvar se soubermos nadar, e utilizo a metáfora de “nadar” para nomear a nova consciência capaz de nos deslocar “daqui” para ”lá”, do condicionamento milenar e obsoleto de que estamos padecendo, frente a uma nova ordem mundial. Uma nova educação – uma educação da pessoa inteira para um mundo total – é uma necessidade urgente, e é também nossa maior esperança: todos os nossos problemas se simplificariam enormemente só com o poder alcançar uma verdadeira saúde mental, já que esta traz consigo uma autêntica capacidade de AMAR. Como dizia Krishnamurti: “a paz individual é a base sobre a qual se assenta a paz do mundo”... Uma educação da pessoa inteira é uma educação para o mundo total... Se nos tornamos conscientes do quanto necessitamos de uma educação orientada para a paz e para a unidade mundial, talvez essa consciência possa suscitar a capacidade de contribuição criativa correspondente a esta finalidade. Um indivíduo não pode verdadeiramente considerar-se completo se carece de uma visão global do mundo, se não possui um sentimento de irmandade. Necessitamos uma educação que leve o indivíduo até este ponto de maturidade e no qual, elevando-se acima da perspectiva isolada do próprio eu e da mentalidade tribal, alcance um sentido comunitário plenamente desenvolvido e uma perspectiva planetária. Necessitamos uma Educação do Eu como parte da Humanidade, uma Educação do Sentimento de Humanidade. O Despertar Espiritual que forma parte de nosso destino potencial não supõe somente o nascimento do EU, mas também o parto do TU. O nascimento do Ser supõe o nascimento do EU-TU, o dar a luz do sentido do NÓS... Isto se enlaça com o tema da Educação Transpessoal, isto é, a educação deste aspecto da pessoa que está além do corpo, da mente e das emoções... uma educação que deveria nutrir-se dos aportes da REVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA e do movimento humanístico em geral, e que privilegiasse o aspecto afetivo e o crescimento espiritual dos educandos...".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;NARANJO, Claudio. Mudar a educação para mudar o mundo: O desafio mais significativo do milênio. São Paulo: Esfera, 2005&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.claudionaranjo.net/navbar_portuguese/introduction_portuguese.html"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.claudionaranjo.net/navbar_portuguese/introduction_portuguese.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-8529664669203378769?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/8529664669203378769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=8529664669203378769&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8529664669203378769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/8529664669203378769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/05/uma-educacao-para-o-desenvolvimento.html' title='Uma educação para o desenvolvimento integral do ser humano'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/ShlOKuaSm_I/AAAAAAAAATY/cUfBLZhedjE/s72-c/Naranjo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-4356349587632064476</id><published>2009-05-17T22:03:00.003-03:00</published><updated>2009-05-17T22:15:47.089-03:00</updated><title type='text'>O Combate do Herói: frente a frente com seus medos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/ShC2YPiMMZI/AAAAAAAAATA/I8nN2saHXLg/s1600-h/SÃ£o+Jorge3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336966086037090706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 186px; CURSOR: hand; HEIGHT: 177px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/ShC2YPiMMZI/AAAAAAAAATA/I8nN2saHXLg/s400/S%C3%A3o+Jorge3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O homem evolui através do &lt;em&gt;desejo&lt;/em&gt; e do &lt;em&gt;medo&lt;/em&gt;. Não há medo sem um desejo escondido e não há desejo que não traga consigo um medo. O desejo e o medo estão ligados - temos medo do que desejamos e desejamos o que nos faz medo.&lt;br /&gt;Na evolução do ser humano, o medo não superado, o desejo não bloqueado, vão permitir a evolução. Trata-se do jogo de &lt;em&gt;Eros e Tanatos&lt;/em&gt;, os deuses da mitologia grega que Freud elegeu para personificar as &lt;em&gt;pulsões da vida e da morte&lt;/em&gt;. Em outra linguagem, poderíamos dizer que a nossa vida evolui através do nosso &lt;em&gt;desejo de Plenitude&lt;/em&gt; (Pleroma, Inteireza) e o nosso &lt;em&gt;medo de Destruição.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A recusa da palavra interior, a recusa do desejo do Ser essencial, desencadeia ondas de mal-estar para o indivíduo e seu meio. Isto vai conduzi-lo a uma situação da qual ele não pode fugir. Há momentos em nossa vida em que não podemos mais fugir. Não temos mais saída. Precisamos encarar as nossas responsabilidades e não responsabilizar os outros pelas conseqüências dos nossos atos. É o que Jung chama de &lt;em&gt;“O retorno da projeção”&lt;/em&gt;. Neste momento, é preciso olhar de frente o nosso medo e mergulhar no mar, enfrentar o inconsciente e a “fera” que ele contém. &lt;em&gt;Este é o combate do herói - ele deve encarar os seus medos.&lt;br /&gt;Leloup&lt;/em&gt; (1996) nos fala sobre a &lt;em&gt;Escada do Desejo e do Medo&lt;/em&gt; que tem a finalidade de nos ajudar a entrar em contato com essa experiência e de sentir os degraus da escada, onde algumas vezes nós paramos e voltamos sem cessar. E descobrir que, em nossa evolução, existem vários níveis de ser - e em cada nível nós sentiremos Desejo e Medo, Assim:&lt;br /&gt;1) &lt;em&gt;Desejo de Viver X Medo de Morrer&lt;/em&gt; (e através da travessia desse medo pode surgir uma “ressurreição”);&lt;br /&gt;2) &lt;em&gt;Desejo da mãe X Medo da separação&lt;/em&gt; (e morrendo para a dependência pode surgir a autonomia da relação);&lt;br /&gt;3) &lt;em&gt;Desejo do próprio corpo X Medo da decomposição&lt;/em&gt; (e morrendo para o apego e identificação com a forma transitória pode surgir um espaço maior de manifestação);&lt;br /&gt;4) &lt;em&gt;Desejo de união sexual X Medo da castração&lt;/em&gt; (e tornando-se capaz de relativizar a sexualidade, renascer em uma capacidade de relação amorosa, que contém o sexo mas não é exclusivamente sexual);&lt;br /&gt;5) &lt;em&gt;Desejo de corresponder à imagem dos pais X Medo de não corresponder a essa imagem&lt;/em&gt; (e reconhecendo tudo que há de belo e de positivo nessa relação, morrer para a dependência e renascer no Ser verdadeiro);&lt;br /&gt;6) &lt;em&gt;Desejo de ter uma imagem social X Medo de ser rejeitado pela sociedade&lt;/em&gt; (e observar/reconhecer os valores da sociedade mas não mentir e enganar a si mesmo);&lt;br /&gt;7) &lt;em&gt;Desejo de autonomia X Medo de perder a autonomia&lt;/em&gt; (e nos livrarmos dos padrões estabelecidos de que é preciso fazer isso ou aquilo, tornando-nos livres e autônomos);&lt;br /&gt;8) &lt;em&gt;Desejo do Self X Medo de perder o Ego&lt;/em&gt; (e morrendo para os limites do Eu a caminho de um Eu bem estruturado - escolhendo o próprio destino, escrevendo a própria história, e respondendo "sim" ou "não" a cada situação que a vida lhe apresenta);&lt;br /&gt;9) &lt;em&gt;Desejo da unidade com Deus X Medo de perder a representação de Deus&lt;/em&gt; (e perceber que, por Essência que somos, somos Deus).&lt;br /&gt;A palavra coragem é muito interessante, ela vem da raiz da palavra francesa &lt;em&gt;coeur&lt;/em&gt;, que significa &lt;em&gt;coração&lt;/em&gt;. Portanto, &lt;em&gt;ser corajoso significa viver com o coração&lt;/em&gt;. O caminho do coração é o caminho da coragem. Coragem não significa ausência de medo, significa enfrentar os desafios que atraímos para crescer, apesar de todos os medos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Desvendar, gradativamente, nossa `geografia interna´, nosso próprio padrão de carências e medos, proporciona-nos uma base sólida de autoconfiança.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O verdadeiro e único caminho possível, passa pela estrada que nós leva em direção a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referência:&lt;br /&gt;LELOUP, Jean-Yves. O caminho da realização. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-4356349587632064476?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/4356349587632064476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=4356349587632064476&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4356349587632064476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/4356349587632064476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/05/o-combate-do-heroi-frente-frente-com.html' title='O Combate do Herói: frente a frente com seus medos'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/ShC2YPiMMZI/AAAAAAAAATA/I8nN2saHXLg/s72-c/S%C3%A3o+Jorge3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-6935711870657732392</id><published>2009-05-07T22:45:00.009-03:00</published><updated>2009-05-07T23:08:02.452-03:00</updated><title type='text'>Fragmentos da essencial loucura da razão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SgOQmZEF6WI/AAAAAAAAAS4/zl-lQcMhz7Y/s1600-h/Loucura.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333265372974279010" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SgOQmZEF6WI/AAAAAAAAAS4/zl-lQcMhz7Y/s400/Loucura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim: Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!” . Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!” Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;GIBRAN, Khalil Gibran. O Louco. Rio de Janeiro: ACIGI, 1995&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;“Só louco amou como eu amei. Só louco quis o bem que eu quis. Ah, insensato coração, por que me fizeste sofrer? Por que de amor para entender, é preciso amar, por que?”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Canção: Só Louco - Composição de Dorival Caymmi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Em todos os lados, a loucura fascina o homem. As imagens fantásticas que ela faz surgir não são aparências fugidas que logo desaparecem da superfície das coisas. Por um estranho paradoxo, aquilo que nasce do mais singular delírio já estava oculto, como um segredo, como uma inacessível verdade, nas entranhas da terra. Quando o homem desdobra o arbitrário de sua loucura, encontra a sombria necessidade do mundo; o animal que assombra seus pesadelos e suas noites de privação é sua própria natureza, aquela que porá a nu a implacável verdade do Inferno."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;FOUCAULT, Michel. História da Loucura: Na Idade Clássica. São Paulo: Perspectiva, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;“Nós não podemos falar nada sobre nós e a nossa época, sem começarmos por definir a loucura. Como é que se explica que nós sejamos seres dotados de razão, enquanto a nossa sociedade é tão ligada à loucura? Como as pessoas que tem toda a sua razão podem agir como se estivessem loucas e acreditar nas idéias loucas que a sociedade lhe impõe? Nós podemos encontrar uma resposta com aqueles que perderam a razão. O que é que os deixou loucos? As pessoas ficam assim quando não chegam a criar uma relação funcional e prática com a sociedade e com a realidade. O que eles fazem? Eles criam uma sociedade que é uma realidade para eles. Eles ficam loucos para não perder a sua razão. A sua loucura é a explicação que eles dão para a loucura que eles encontram no mundo”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Texto Sobre a Loucura - Poema de Edward Bond&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Pra lá desse quintal, era uma noite que não tem mais fim, pois você sumiu no mundo sem me avisar. E agora eu era um louco a perguntar: o que é que a vida vai fazer de mim”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Canção: João e Maria - Composição de Sivuca e Chico Buarque&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“... Mas, em minha opinião, o homem é tanto mais feliz quanto mais numerosas são as suas modalidades de loucura... A verdadeira sabedoria consiste, visto que sois homens, em não procurar saber mais do que aquilo que está na natureza dos homens, em se submeter de bom grado à opinião da multidão ou em deixar-se arrastar nos seus erros. Mas, direis, isso é uma completa loucura! Aceito que o digam, conquanto que concordeis que é assim que se representa a comédia da vida...”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;ROTTERDAM, Erasmo. Elogio a Loucura. São Paulo:Martin Claret, 2000&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Se entendermos a loucura como a perda das capacidades racionais ou a falência do controle voluntário sobre as paixões, uma história da loucura deveria começar, praticamente, com a história da espécie humana”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;PESSOTTI , Isaias . A loucura e as épocas . Rio de Janeiro: Editora 34, 1994&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“O Louco é o vigésimo segundo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Arcano maior&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tarot&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, ou, simplesmente, o número 0, conforme os baralhos. Esta carta representa um jovem leve e solto, que caminha a tocar flauta. À sua frente está um precipício. Tem uma trouxa às costas, há uma borboleta que voa por ali e um cão que lhe morde o calcanhar. - Simbolicamente, no louco, tudo é leve e solto. Isto pode trazer inquietação e atividade, pode trazer mudanças àquilo que está estagnado. O cão tenta avisá-lo do precipício que tem à frente, mas parece que ele nem percebe, por estar distraído a olhar a borboleta, livre. Simboliza o desligamento da matéria, uma história a ser vivida, o ir embora deixando tudo para trás. Pode ser interpretado como busca e abandono. Também pode significar que o Louco partiu em busca de algo que procurava, como um desejo que de repente extravasa, uma busca que foi sufocada durante muito tempo. Na caminhada espiritual, o Arcano representa o momento em que a caminhada pode ser retomada, pois a busca interior volta a pressionar o iniciado. A nova caminhada vai ser feita a um nível diferente da anterior, proporcionando crescimento e evolução”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Louco_(Tarot&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Dizem que sou louco por pensar assim, se eu sou muito louco por eu ser feliz, mas louco é quem me diz e não é feliz, não é feliz. Se eles são bonitos, sou Alain Delon, se eles são famosos, sou Napoleão. Eu juro que é melhor, não ser o normal, se eu posso pensar que Deus sou eu. Se eles têm três carros, eu posso voar, se eles rezam muito, eu já estou no céu. Sim sou muito louco, não vou me curar, já não sou o único que encontrou a paz; mas louco é quem me diz e não é feliz, eu sou feliz...”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Canção: Balada do Louco - Composição de Arnaldo Baptista / Rita Lee&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim... Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Loucos e Santos (Oscar Wilde)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-6935711870657732392?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/6935711870657732392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=6935711870657732392&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6935711870657732392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/6935711870657732392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/05/fragmentos-da-essencial-loucura-da.html' title='Fragmentos da essencial loucura da razão'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SgOQmZEF6WI/AAAAAAAAAS4/zl-lQcMhz7Y/s72-c/Loucura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-9127782158732610448</id><published>2009-04-30T19:51:00.009-03:00</published><updated>2009-04-30T20:34:42.400-03:00</updated><title type='text'>A Função Psicológica das Emoções</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SfoxAnyu4MI/AAAAAAAAASw/nZ525EB5C8o/s1600-h/EmoÃ§Ãµes2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330626995697934530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SfoxAnyu4MI/AAAAAAAAASw/nZ525EB5C8o/s400/Emo%C3%A7%C3%B5es2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As emoções são estados de consciência subjetivos e envolvem mudanças fisiológicas, influências culturais e processos cognitivos. Aprender a identificar as nossas próprias emoções e perceber como elas influenciam nosso comportamento é uma maneira de conhecer a nós mesmos e buscar caminhos possíveis para resgatarmos o fluxo natural de emoções nutritivas, nos múltiplos papéis que desempenhamos na nossa relação com o mundo. A função psicológica das emoções e seu papel na auto-realização e no adoecimento psíquico é um tema bastante oportuno para o estudo e o debate contemporâneo. O psicólogo &lt;em&gt;Marco Aurélio Bilibio&lt;/em&gt;, Teosofista, Mestre em Psicologia e Doutorando em Desenvolvimento Sustentável (UnB), pioneiro em Ecopsicologia no Brasil, assinala aspectos bastante esclarecedores sobre esse assunto, numa palestra intitulada &lt;em&gt;“Desintoxicando-se das Emoções Venenosas”&lt;/em&gt;, apresentada no Programa &lt;em&gt;“Em Busca do Autoconhecimento”&lt;/em&gt; da &lt;em&gt;TV SUPREN&lt;/em&gt; (canal de comunicação e ação da &lt;em&gt;ONG União Planetária&lt;/em&gt;, que congrega e apóia o movimento mundial pela renovação das estruturas sociais e o exercício da cidadania solidária, e pode ser sintonizada pela WEBTV e TV a Cabo). Assinalamos abaixo uma síntese das considerações apresentadas por &lt;em&gt;Bilibio&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;[...] Os nossos sentimentos e emoções são as nossas experiências mais centrais. Sempre que surge no campo da nossa consciência uma resposta emocional a uma situação que a gente vive - essa resposta é uma síntese de toda a nossa história. Ela vem integrando, numa resposta fisiológica, num colorido na consciência, todo um conjunto de experiências, todo um sistema de significados. Então, quando reagimos emocionalmente, estamos presentificando toda uma história. É talvez o aspecto mais central, mais autêntico da experiência do Eu, porque a emoção freqüentemente não responde à aquilo que pensamos, responde à aquilo que acreditamos num nível mais profundo. Mesmo que eu entenda uma situação racionalmente, a minha emoção pode mostrar que eu trago outro entendimento paralelo, derivado de uma crença mais profunda, fruto das minhas feridas, tropeços e aprendizados.&lt;br /&gt;Podemos identificar algumas &lt;em&gt;“famílias de sentimentos e emoções”&lt;/em&gt;; por exemplo: &lt;em&gt;“os sentimentos de acolhimento”&lt;/em&gt;, que são aqueles da ordem do afeto, do amor, da amizade, que os Evolucionistas e os Darwinistas diriam que são sentimentos fundamentais para a própria sobrevivência da espécie, responsáveis pela manutenção da prole, pela formação de uma família (sentimentos de simpatia, de desejo sexual, fazem parte dessa família de sentimentos). Quando uma pessoa experimenta a energia desses sentimentos de acolhimento ela constrói, forma vínculos, se gratifica, ajuda a gratificação e necessidade dos outros, então, biologicamente, nós temos nesse tipo de sentimento aquilo que é mais prazeroso e nos faz nos sentirmos seguros.&lt;br /&gt;Temos também, a &lt;em&gt;“família das emoções de confronto”&lt;/em&gt;, especialmente o &lt;em&gt;Medo&lt;/em&gt; (que é a nossa reação natural frente a um possível dano); - a &lt;em&gt;Raiva&lt;/em&gt; (que é a disposição de fazer o confronto quando algo frustra, quando algo machuca, quando o “inimigo” surge); - a &lt;em&gt;Ansiedade&lt;/em&gt; (que é a antecipação do risco); - e a &lt;em&gt;Mágoa&lt;/em&gt; (já como resultado da ferida que vem do confronto).&lt;br /&gt;Ainda temos outra família de sentimentos que são as &lt;em&gt;“emoções de comparação”&lt;/em&gt; - onde nós encontramos o sentimento de &lt;em&gt;Orgulho&lt;/em&gt; (quando eu me sinto superior e vaidoso de mim mesmo, quando faço coisas que acho que os outros não seriam capazes de fazer); - a &lt;em&gt;Inveja&lt;/em&gt; (quando eu me acho injustiçado porque o outro tem o que eu não tenho, e eu não consigo compartilhar da felicidade do outro em ter o que tem, ou fazer o que faz; e isso se repercute em mim como um estado de sofrimento); - o sentimento de &lt;em&gt;Inferioridade &lt;/em&gt;(quando eu, olhando o outro, atribuo a ele uma “grandeza” que provoca esse sofrimento em mim).&lt;br /&gt;Temos ainda mais uma família que é fonte de grandes sofrimentos: as &lt;em&gt;“emoções de perda”&lt;/em&gt; - onde encontramos o &lt;em&gt;Desespero&lt;/em&gt; (que é eminência de que uma perda vai suceder e eu nada posso fazer); o &lt;em&gt;Ciúme&lt;/em&gt; (a perda de um lugar especial na vida e no sentimento de outra pessoa); e por fim, o &lt;em&gt;Luto&lt;/em&gt; (talvez a mais profunda das emoções de perda, em que a perda já se consumou e eu fico dentro de um estado de tristeza e despedida).&lt;br /&gt;E identificamos ainda uma última família, que são os &lt;em&gt;“sentimentos de plenitude”&lt;/em&gt;, que dizem respeito aos estados de quietude, os estados de paz e reconhecimento do existir, os estados de comunhão - derivado disso, o sentido de &lt;em&gt;comunidade&lt;/em&gt; (o senso de um time, de uma família, de humanidade, de um universo em que você se integra) e o desejo de libertação do sofrimento (seu e dos outros) e finalmente, o sentimento de &lt;em&gt;Generosidade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Cada um de nós tem dificuldades com uma ou outra das emoções correspondentes a essas famílias de sentimentos e existe um conceito que encontramos nas filosofias orientais de que emoções e sentimentos correspondem a faixas vibratórias específicas de uma energia universal que tem várias tonalidades. Todo o universo é energia, o mundo material, emocional e mental são dimensões da energia e a emoção vibra entre o pensar e o agir. Nós somos dotados de um corpo, e a emoção corresponde, fisiologicamente, a toda uma alteração bioquímica neste corpo; mas na ótica da psicologia oriental, também existiriam outros veículos (corpos energéticos não visíveis a olho nu) que vibram com a faixa correspondente à emoção que visita a nossa consciência. Então, a emoção seria uma taxa vibratória de um corpo energético - portanto, o que chega do corpo para a mente (e vice-versa) passa e é colorido pela emoção, de maneira que, a forma como o nosso sistema emocional está constituído interfere tanto na nossa ação quanto na nossa concepção das coisas - molda até, em certo sentido, as nossas preferências intelectuais e as nossas conclusões a respeito das nossas diferenças. Uma característica da vida emocional é que ela, como tudo no universo, funciona e atua em nós, como &lt;em&gt;fluxos&lt;/em&gt;, e em condições normais, uma experiência emocional vai ter o seu início, o seu ápice, vai começar a enfraquecer e vai sumir do campo da consciência. Por mais dolorosa ou prazerosa que seja a experiência ela vai cumprir o mesmo ciclo; a duração desse fluxo obviamente vai depender do significado que tem para o indivíduo a experiência que ele vive; portanto, a emoção depende da história de cada um, depende se ela chega como um fluxo natural derivado de uma frustração ou gratificação (e vem e vai embora) - ou se ela “engancha” em coisas que eu tenho, e aí ela não vai embora, ou fica muito tempo, ou tende a se repetir freqüentemente a qualquer sinal que aponte para aquela ferida. Por trás da intensidade da reação sempre está a leitura que eu faço do que eu vivi, não só a leitura racional como a leitura do meu código de crenças e dos valores que eu trago. E se isso não é resolvido a tempo, pode chegar a interferir profundamente no nível de saúde do indivíduo.&lt;br /&gt;Como uma pessoa pode administrar a sua desintoxicação de emoções venenosas limpando o seu sistema de fontes de sofrimento? O 1º instrumento é a "&lt;em&gt;habilidade da consciência da própria experiência"&lt;/em&gt;, é a capacidade de estar em contato com o que quer que ocorra neste exato instante (trata-se de uma habilidade que todo ser humano normalmente tem, mas que pode ser prejudicada por certos processos educacionais e determinados “jogos de Ego” que normalmente nós vivemos sem nos darmos conta). A 2ª grande habilidade é a &lt;em&gt;"habilidade de dar significado a experiência"&lt;/em&gt;, aquilo que é percebido poder ser lido de uma maneira clara o suficiente para que a nossa resposta ao mundo possa ser uma resposta autêntica e que funcione, extraindo o significado da experiência enquanto ela ocorre (entendendo por exemplo, numa situação de raiva e conflito qual foi a necessidade humana que foi agredida). A 3ª habilidade é a &lt;em&gt;"habilidade de comunicar ao mundo o seu sentimento"&lt;/em&gt;, de forma a resolver o conflito (diante de qualquer frustração a tendência natural é ir para a agressão elegendo explicitamente um “inimigo” fora - não é construtivo porque ela tende só a provocar o mesmo sentimento no outro), entretanto, quando a comunicação vem de maneira a colocar a situação em termos de como a pessoa se sente com aquilo, pode resgatar a consciência do “oponente”, humanizando o encontro - é a capacidade do compartilhamento do sentimento, da auto-responsabilidade pelo que se passa. Ainda temos a &lt;em&gt;"habilidade do agir não compulsivo"&lt;/em&gt;, porque o agir compulsivo aniquila a consciência, é pura reação e perpetua o estado de confronto (tentar manter a consciência desperta em meio à reação natural de defesa para dar tempo de encontrar o significado da experiência, dar tempo para que uma outra instância de você mesmo dê uma resposta consciente). Não há problema em “segurar” uma emoção quando o fluxo ocorre, o problema é quando isso vira um hábito e é a única coisa que o indivíduo pode fazer, portanto, a repressão não pode ser jamais uma conduta habitual de lidar com a emoção, a melhor maneira de lidar com ela é deixar que o fluxo se cumpra e com as habilidades já citadas você pode transmutar, ali, na hora - a energia vem e ela se realiza na hora que você comunica e se a comunicação tiver escuta do outro lado, o que era um sofrimento pode se transformar num encontro. As nossas emoções venenosas quase inevitavelmente surgem nos encontros que não acontecem bem, ou seja, uma coisa importantíssima para poder lidar bem com isso é a "&lt;em&gt;habilidade de passar a ver sob a ótica do outro" &lt;/em&gt;(diz respeito a dar conta da difícil tarefa de transitar da minha perspectiva para a perspectiva do outro). O bom encontro só surge quando tem compreensão mútua. Uma outra forma é fazer o trabalho de desintoxicação das emoções no exato momento do surgimento dela e esse caminho exige muito mais reflexão porque ela depende totalmente do nível de familiaridade que nós temos com os nossos processos internos. Para trabalhar o “antes” do surgimento das emoções venenosas, os Tibetanos recomendam criar um campo ambiente - nesse viés, para cada emoção venenosa existe o seu antídoto. Se você percebe uma tendência perturbadora na sua mente você pode gerar uma meditação do tema oposto para fazer a neutralidade - por exemplo: se eu experimento um forte emoção de inveja, valeria a pena meditar sobre o fato de que todo ser humano busca a mesma coisa, e que eu tenho todo o direito de desejar viver aquilo que o outro vive, e que ele tem todo o direito de viver o que ele vive, todos nós buscamos a mesma felicidade e se todos nós buscamos a mesma felicidade eu poderia ajudar os outros a serem felizes como gostaria que os outros me ajudassem a ser feliz - por que não compartilhar da felicidade do outro de ter aquilo que ele tem e assim resgatar a capacidade do compartilhamento?. Na medida em que passamos a refletir sobre esses valores e começamos a assimilá-los, nós criamos um campo que vai ficando antagônico à aquela indesejável vibração [...].&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A saída de todas as dificuldades passa pela consciência que cura. Ninguém pode restaurar o poder sobre as nossas próprias emoções, além de nós mesmos. Quando nos tornamos conscientes delas, com força, determinação e compaixão, elas são liberadas para a Luz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tvsupren.com.br/Inicial.aspx"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://www.tvsupren.com.br/Inicial.aspx&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4241535J6"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4241535J6&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-9127782158732610448?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/9127782158732610448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=9127782158732610448&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/9127782158732610448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/9127782158732610448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/04/funcao-psicologica-das-emocoes.html' title='A Função Psicológica das Emoções'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SfoxAnyu4MI/AAAAAAAAASw/nZ525EB5C8o/s72-c/Emo%C3%A7%C3%B5es2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-7686894086300966961</id><published>2009-04-24T20:28:00.003-03:00</published><updated>2009-04-24T20:45:02.051-03:00</updated><title type='text'>TEMPO: Uma Experiência em Movimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SfJOTOHD-RI/AAAAAAAAASo/V0XIZCGu4Y4/s1600-h/Tempo3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328407401244915986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 178px; CURSOR: hand; HEIGHT: 191px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SfJOTOHD-RI/AAAAAAAAASo/V0XIZCGu4Y4/s400/Tempo3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;“Não me iludo, tudo permanecerá do jeito, que tem sido, transcorrendo, transformando; tempo espaço navegando todos os sentidos...” (Gilberto Gil).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Se ninguém me perguntar o que é tempo eu acredito saber o que é, entretanto, se eu tentar explicar o que é, terei que admitir que não sei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há quem diga que “O tempo é a maneira de a natureza evitar que tudo aconteça de uma só vez” - mas, o que exatamente significa o Tempo para cada um de nós?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;“No novo tempo, apesar dos castigos, estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos, pra nos socorrer. No novo tempo, apesar dos perigos, da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta, pra sobreviver... Pra que a nossa esperança, seja mais que a vingança, seja sempre um caminho que se deixa de herança...” (Ivan Lins/Vítor Martins)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;O Tempo não é um conceito único, e tampouco é o mesmo para um físico, um poeta ou um místico. O Tempo do calendário não nos ajuda a saber quando pôr as batatas para cozinhar, embora possa nos dizer quando plantá-las. Vivenciamos diversos tipos de Tempo ao longo da nossa vida, muitas vezes dando pouca importância ao assunto ou transitando por percepções diferenciadas sobre o mesmo. Nessa perspectiva, o Tempo é a expressão de um conceito ou uma experiência vivida? Gottlieb (The Meaning of Death, 1959) afirmava que o relógio é o símbolo da morte - então, todos nós carregamos em nossos pulsos, pequenos e constantes “lembretes da morte”. Ao usar os nossos relógios, nós vigiamos, prestamos atenção no Tempo, temos fixação e somos dominados por ele. Assim, estamos a serviço do Tempo - nós, que somos também relógios biológicos; com nossos ritmos e ciclos internos estamos constantemente testemunhando a nossa própria morte, continuamente atentos à passagem do Tempo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;“... O tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira. Inteira, sim, porque essa vida eterna somente por si mesma é dividida: não cabe, a cada qual, uma porção.E os Anjos entreolham-se espantados quando alguém - ao voltar a si da vida - acaso lhes indaga que horas são...” (Mário Quintana).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Não podemos enganar a nós mesmos e os lembretes diários vêm na forma de rugas, de flacidez, de dores e de dinheiro gasto com médicos e remédios - nenhum dos quais normalmente presentes na nossa juventude. Assim, voltamos os olhos para o passado tentando recriar a nossa adolescência e, às vezes, atribuindo a ela um esplendor e magia que nunca chegamos de fato a perceber, mesmo quando jovens. Ansiamos por esses dias do passado pelo motivo equivocado - não são os rostos bonitos e os corpos esbeltos que nos atraem para a nossa juventude, mas uma capacidade da qual, na época nunca chegamos a saber, e de cujo modo de usar nos esquecemos: a capacidade de abolir o Tempo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;“... Saiba que ainda estão rolando os dados, porque o tempo, o tempo não pára...” (Cazuza).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Einstein derrubou a noção de Newton, que dizia que o Tempo é absoluto. E tornou completamente duvidosa nossa noção comum de Tempo, este que vai passando sempre, no mesmo ritmo, alheio a tudo e a todos. Nenhuma abordagem da percepção do Tempo seria completa sem um reconhecimento do impacto da física moderna sobre os conceitos relativos ao Tempo. No âmago da teoria especial da relatividade, está a idéia de que não são os acontecimentos externos, mas a impressão sensorial deles que nos proporciona os pensamentos conscientes acerca de como esses acontecimentos são organizados no Tempo. Como sentimos o Tempo? Freqüentemente, falamos em “Sensação de Tempo”, mas isso implica a existência de um órgão especial com o qual sentimos efetivamente o Tempo, da forma como os olhos sentem a luz. Tal órgão nunca foi identificado. O que é, pois, o Tempo?...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;“... É o Tempo em que alguns caminhos se separam. Velhas roupagens se vão, maneiras ultrapassadas de se relacionar são transformadas ou descartadas; há metamorfose de antigas crenças para algo mais útil. Como nas cobras, é o Tempo da sabedoria natural da troca de peles...”. (Allan Ferraz)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Eckhart Tolle (2002) nos diz que, estar identificado com a mente é estar preso ao Tempo. É a compulsão para vivermos quase exclusivamente através da memória ou da antecipação. Isso cria uma preocupação infinita com o passado e o futuro, e uma relutância em respeitar o momento presente e permitir que ele aconteça. Temos essa compulsão porque o passado nos dá uma identidade e o futuro contém uma promessa de salvação e de realização. Ambos são ilusões.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;“Meu passado é uma gaiola de ferro, meu futuro é uma gaiola de vento. Uma me prende por ser tão certa e definitiva. Outra, por ser tão vaga e absurda. Só no presente eu posso voar”. (Geraldo Eustáquio de Souza)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Os índios navajos norte-americanos costumavam dizer que qualquer decisão importante deve ser tomada pensando na sétima geração por vir. Esta preocupação com fazer a coisa certa para a evolução da comunidade é cada vez menos freqüente em nossa sociedade. Não precisaríamos pensar no futuro da sétima geração, bastaria pensarmos como as pessoas vão viver daqui a cinqüenta ou sessenta anos. Não estamos falando apenas de cidades degradadas, de poluição em todos os níveis. Estamos falando da desagregação social que acompanha todo este processo de individualização competitiva, da violência, da solidão, da falta de sentido.&lt;br /&gt;O homem hoje está "correndo" atrás do Tempo, ou seja, o Tempo é o referencial que lhe guia e lhe impulsiona para prosseguir rumo aos seus objetivos. O Tempo", em verdade, não existe. Existe sim, uma consciência a ser resgatada. O TEMPO UNIVERSAL, sempre foi caracterizado pelo progresso e evolução da Consciência rumo à uma meta, um objetivo maior de união com o TODO.&lt;br /&gt;Uma dimensão é mais sutil, tanto quanto mais veloz for o Tempo de progresso de um pensamento, para a trajetória de um certo espaço.&lt;br /&gt;O espaço é a jornada evolutiva dos seres, é o caminho pelo qual o ser espiritual irá trilhar, para atingir os níveis mais elevados da Consciência Cósmica. Ninguém precisa andar ou caminhar fisicamente, uma vez que o seu pensamento é tão poderoso, que pode estar onde quiser, pois o pensamento é também o próprio espaço, ele possui o espaço dentro de si, e o espaço faz parte do pensamento.&lt;br /&gt;O único espaço percorrido que existe, que poderia ser chamado de "trilha da ascensão", é o que nos separa das nossas condições originais como conectados às nossas próprias essências espirituais. Para caminharmos rumo à nossa evolução, gastamos sempre um certo Tempo.&lt;br /&gt;Quando alcançamos a evolução desejada, o Tempo já não existe mais. É exatamente neste instante, que nós comprovaremos: "eu quero saber, e eu sei; eu quero ser, e eu sou!" Quando tal se der em nossa vida, veremos que o Tempo que caminhamos, à medida que a nossa meta se transformava em realidade, desaparece gradativamente. Assim, perceberemos que, no momento que queremos saber, saberemos; que no momento em que queremos estar em algum lugar, estaremos; que no momento que desejamos SER, SEREMOS.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;“Toda existência verdadeira é um encontro. Este não se dá no tempo e no espaço, mas sim em sua confluência. (Martin Buber)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Referência: DOSSEY, Larry. Espaço, Tempo e Medicina. São Paulo: Cultrix, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3436058896136512771-7686894086300966961?l=amaraljorge.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaraljorge.blogspot.com/feeds/7686894086300966961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3436058896136512771&amp;postID=7686894086300966961&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/7686894086300966961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3436058896136512771/posts/default/7686894086300966961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaraljorge.blogspot.com/2009/04/tempo-uma-experiencia-em-movimento.html' title='TEMPO: Uma Experiência em Movimento'/><author><name>Jorge Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02212688523236961483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SPZ8tTTpTkI/AAAAAAAAAAM/J17Eg_UGeCw/S220/Jorge_MSN.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/SfJOTOHD-RI/AAAAAAAAASo/V0XIZCGu4Y4/s72-c/Tempo3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3436058896136512771.post-7567841855224362652</id><published>2009-04-20T18:28:00.007-03:00</published><updated>2009-04-20T19:04:05.874-03:00</updated><title type='text'>Egrégoras: Padrões da Consciência Coletiva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sezr1MUVQMI/AAAAAAAAASg/JwHoJBeufG4/s1600-h/egregora4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326891758344552642" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 194px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ct5fa1l1G9I/Sezr1MUVQMI/AAAAAAAAASg/JwHoJBeufG4/s400/egregora4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;EGRÉGORA provém do grego &lt;em&gt;egrêgorein&lt;/em&gt;: velar, vigiar, e a origem do termo é a mesma de "gregário" (do latim &lt;em&gt;gregariu&lt;/em&gt;: que faz parte da grei, congregação, sociedade, conjunto de pessoas). No plano metafísico usa-se esse termo para designar um grupo vibracional, um campo de energia sutil em que se congregam forças, pensamentos ou vibrações com um determinado fim ou direcionamento espiritual. Segundo a ciência, as artes e a filosofia, nós vivemos no mundo das formas, e tudo o que nós percebemos pelos nossos cinco sentidos tem forma. Já os sentidos superiores: mental abstrato, intuitivo e consciência plena, também têm formas, cores e sons próprios. &lt;em&gt;Egrégora &lt;/em&gt;é a somatória de energias mentais, criadas por grupos ou agrupamentos, que se concentram em virtude da potência vibratória; designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com identidade de crenças, propósitos ou devoções, para qualquer finalidade. Todos os agrupamentos humanos possuem suas &lt;em&gt;Egrégoras&lt;/em&gt; características: todas as empresas, clubes, religiões, famílias, instituições, escolas, partidos, etc., possuem &lt;em&gt;Egrégoras&lt;/em&gt; formadas pelas energias psíquicas de seus freqüentadores. &lt;em&gt;Papus&lt;/em&gt;, em seu &lt;em&gt;“Traité élémentaire de Science Occulte” &lt;/em&gt;diz tratar-se de "&lt;em&gt;imagens astrais geradas por uma coletividade&lt;/em&gt;". Locais sagrados como Aparecida, Lourdes e Fátima, têm &lt;em&gt;Egrégoras&lt;/em&gt; poderosíssimas, formados pela fé e mentalizações dos devotos, que acumulam as energias psíquicas dos fiéis. Todos nós estamos envolvidos a todo instante com inúmeras &lt;em&gt;Egrégoras&lt;/em&gt; de todos os tamanhos (de uma maneira análoga a um rádio que está envolvido por inúmeras freqüências ao mesmo tempo); podemos fazer uma analogia a este mar de &lt;em&gt;Egrégoras&lt;/em&gt; com o que &lt;em&gt;Jung&lt;/em&gt; chamou de &lt;em&gt;“Inconsciente Coletivo”&lt;/em&gt;. Isso significa dizer que qualquer aglomerado humano, seja um pequeno grupo de pessoas, uma cidade ou mesmo um país tem sua &lt;em&gt;Egrégora&lt;/em&gt;, sua &lt;em&gt;Alma Coletiva&lt;/em&gt;. Trata-se, pois, da energia resultante da união ou da soma de várias energias individuais formada pelo afluxo dos desejos e aspirações dos membros daquele grupo, gerando “esferas” (concentrações) de energia comum, que se agrupam e se "arranjam" em uma &lt;em&gt;Egrégora&lt;/em&gt;. Por conseguinte, quando nos reunimos em busca de uma meta comum, desenvolvemos uma consciência coletiva em decorrência dos pensamentos conscientes individuais unificados em um pensamento harmônico com a mente universal, estabelecendo estado de inconsciente coletivo que é infinitamente maior do que nossos pensamentos individuais. Numa visão mais ampla e contemporânea a &lt;em&gt;Egrégora&lt;/em&gt; leva em conta o conjunto de hábitos e crenças estabelecidas através de valores, normas, atitudes e expectativas compartilhadas por todos os membros de um grupo. Ampliando ainda mais o conceito de &lt;em&gt;Egrégora&lt;/em&gt; encontramos também alguma semelhança com a teoria dos &lt;em&gt;Campos Morfogenéticos&lt;/em&gt; do biólogo inglês &lt;em&gt;Rupert Sheldrake&lt;/em&gt; assinalando que todos os sistemas naturais, desde as cristais ate a sociedade humana, herdam uma memória coletiva que influencia a sua forma e comportamento - essa memória, ou ressonância mórfica seria transmitida através de "campos morfogênicos", o que permite por sua vez que a informação seja transmitida por quaisquer distâncias de espaço e tempo sem perda de energia e sem alteração no conteúdo. Tal qual a tese do "&lt;em&gt;Centésimo Macaco&lt;/em&gt;" (&lt;em&gt;Lyall Watson e Ken Keyes&lt;/em&gt;) que supõe que se um número suficiente (massa crítica) de pessoas aprender qualquer coisa, então um "campo mental" formado pelos pensamentos de todas essas pessoas será tão grande que contagiará todas as outras pessoas (algo como se fosse uma osmose mental).&lt;br /&gt;Por outro lado, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;DeRose&lt;/em&gt; (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;1944) assinala que &lt;em&gt;Egrégora&lt;/em&gt; é como um filho coletivo, produzido pela interação “genética” das diferentes pessoas envolvidas e se realimenta das mesmas emoções que o criaram.&lt;br /&gt;Segundo a &lt;em
